Você é do tipo que evita ir a um restaurante japonês por não saber manusear o
hashi, o
owan, o
massu, o
tchawan?
Os hábitos e costumes da terra do sol nascente ganham cada vez mais adeptos no Ocidente. A tradição milenar está presente em desenhos, filmes, músicas e principalmente na culinária que oferece uma diversidade de gostos, aromas e temperos.
A procura pela comida japonesa ocorre por diversos fatores, mas principalmente, por ser uma culinária saudável, que contêm cálcio, proteína, omega 3 e um baixo teor de açúcar.
HashiEspecialista em etiqueta japonesa, Roseli Yumi Kawamura explica algumas regrinhas para não fazer feio no restaurante. "Comer de garfo
sushi e
sashimi, espetar o palitinho no arroz são as principais gafes", explica Roseli que foi responsável pelos preparativos da vinda do Imperador do Japão ao Brasil.
Os orientais seguem um rito todo especial. Pedir para substituir o
hashi pelos talheres é visto como uma imposição da cultura dominante, ocidental. Muitos restaurantes oferecem o
hashi (os pauzinhos) com o elástico, para que as pessoas adquiram o hábito de comer com o utensílio.
Utilizar as mãos para comer é permitido no caso do
sushi (bolinho de arroz com peixe). São oferecidos aos clientes o
oshibori (toalhinhas umedecidas a vapor), utilizadas para limpar as mãos.
"Enquanto você não tem habilidade com o
hashi, nada é gafe". No processo de aprendizagem é comum alguns alimentos escorregarem, isso não é motivo de pânico. "Se cair no próprio prato você pode continuar comendo, a habilidade vem com o treinamento", afirma a consultora.
Perguntar o que vem na descrição de um prato não é falta de educação. Segundo Roseli, no Japão o bom
sushiman é aquele que olha o cliente que está no balcão e faz o
sushi do tamanho da boca do freguês para ser comido de uma vez só.

Na degustação dos pratos também é importante ficar atento para algumas dicas. O
sushi não deve ser cortado nem mordido, tem que ser degustado por inteiro. O peixe deve sempre ficar virado para o lado da língua, pois permite um melhor paladar. O correto é molhar o peixe no
shoyu e não o arroz. "Tem pessoas que deixam por muito tempo o bolinho no
shoyu aí esfarela tudo. Isso é uma deselegância com o
sushiman que teve o cuidado em trabalhar o arroz e cortar o peixe", comenta Roseli.
O saquê também obedece a um cerimonial. A mulher deve segurar com as duas mãos, sempre colocando uma mão abaixo do
tchawan (copo) e a outra mão na lateral no utensílio. Os homens utilizam apenas a mão esquerda para pegar o copo.
Os pratos não seguem uma seqüência, entre frios e quentes, podem ser servidos juntos. As saladas com vegetais acompanhadas de polvo, lula ou camarão são ricas em proteínas. "No próprio
sushi e
sashimi tem nabo desfiado, leque de pepino, gengibre, muita verdura para dar equilibro na alimentação", revela Roseli.
O barulho emitido pelos japoneses enquanto saboreiam a comida, para muitos, pode parecer falta de educação, mas na cultura oriental é justamente o contrário. Quanto maior o barulho, maior a apreciação.
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