segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Dicas de Natal
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Edu Zanardi
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Tweetarsegunda-feira, 9 de agosto de 2010
"A arte só existe porque a vida só não basta!"
Terminada a oitava edição da FLIP, de volta a São Paulo, só o corpo, porque a mente ainda deve estar rondando pelas ruas coloniais de Paraty.
A idéia era ter mandado mais postagens de lá, no entanto, na pousada não tinha sinal algum de telefone e muito menos de internet, e no meio da cidade e da “muvuca”, não dava pra se concentrar tanto ao conectar a internet e tentar escrever alguma coisa.
Mas vou deixar algumas impressões do que vi e vivi na Festa.
Além da Conferência de Abertura com FHC, dissertando sobre Gilberto Freyre, assisti a mais 5 mesas, 2 com temas ligados ao homenageado da edição; Além da Casa Grande, que discutiu outras obras do autor e Gilberto Freyre e o século XXI, que abordou a importância de sua obra nos dias de hoje. As outras foram: Alguma Poesia, leitura de poemas de Drummond; Em Nome do Filho, com Salmon Rushdie, abordou alguns pontos de sua carreira, a perseguição política e religiosa e o novo livro inspirado em seu filho mais novo; e Gullar, 80, homenagem aos 80 anos do poeta Ferreira Gullar.
As mesas duram cerca de 1 hora e quinze, acho que tempo suficiente para não ficarem chatas, deixam sempre aquele gostinho de quero mais.
(Mesa Gullar, 80 - Pra mim, a mais emocionante, ouvir suas histórias e poemas, sentir sua vivacidade valeram todo o evento. A frase título deste post foi proferida por ele durante a mesa.)
O evento é bastante democrático, tem para todos os bolsos e gostos. Quem quiser se aventurar, mesmo sem ter ingresso para as mesas, consegue acompanhar tudo que rola no telão que é disponibilizado na tenda externa, é só ter disposição e concentração.
Nas imediações da tenda principal, tem muitas atividades gratuitas, muitos poetas e escritores vendendo suas obras, músicos, figuras e mais figuras curiosas.
A noite é convidativa, os restaurantes e bares charmosos, bem decorados, com um clima boêmio e romântico irresistível. Um fato curioso é que deve ser a cidade com o maior número de banquinho e violão por m2 do Brasil.
Quando vai ser a próxima mesmo?
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Fábio Almeida
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Tweetarquinta-feira, 5 de agosto de 2010
#FLIP 2010
O CGC está na área e na medida do possível mandarei minhas impressões do evento.
Na conferência de abertura, Fernando Henrique Cardoso, tendo como debatedor o historiador Luiz Felipe de Alencastro. O presidente discorreu com muita elegância e bom-humor sua visão sobre a obra de Freyre, falou ininterruptamente e não deu nem muito espaço para qualquer questionamento do debatedor. Gostei bastante!!
Na entrada houve um protesto contra FHC, que eu achei desnecessário, ele veio a feira como sociólogo e intelectual e não como político. Logo postarei as fotos do protesto.
Do mais, o clima do evento é bem bacana e civilizado e o centro histórico de Paraty é belíssimo.
Abaixo uma frase que dá a tônica da personalidade e das idéias do homenageado:
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Fábio Almeida
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Tweetarterça-feira, 27 de julho de 2010
Wilde, sempre me permite....
terça-feira, 6 de julho de 2010
Novos tempos!
Daqueles livros que se lê para agregar no trabalho e tudo o mais. No entanto, foi uma grata surpresa, o autor utiliza muito bem exemplos históricos para ilustrar a evolução da sociedade e como estamos encarando e nos moldando diante dessa revolução tecnológica dos últimos anos.
(aqui estou eu, escrevendo de madrugada um texto que em minutos estará disponível num blog e que qualquer pessoa pode ter acesso, eu não imaginaria uma coisa dessas quando eu estava no colégio...)
Lembro dos Jetsons e daqueles hábitos futuristas, eu ficava encantado com aquilo... e não é que estamos inseridos nesse contexto, talvez só nos falte os carros voadores (e ollha que a frota de helicópteros aumenta vertiginosamente).
Eu acho um privilégio participar ativamente disso tudo, lembrar que fiz curso de DOS, de datilografia, que já fiz controle de estoque a mão em folha quadriculada e hoje consigo trabalhar sentado num café na Avenida Paulista, no sofá de casa, na mesa do escritório, com os mesmos recursos e a mesma produtividade.
Abaixo, transcrevo um trecho do início do livro, talvez seja óbvio demais, mas nem tanto, vale a reflexão e vale ser passado adiante:
Se você está nos seus 80, 90 anos de vida, pense em aprender a usar a internet para ter uma idéia do que espera a humanidade nos próximos anos. Se você está nos seus 60 e 70 anos, aprender a usar os recursos da internet vai fazer bem, sobretudo como exercício para seus neurônios. Isso vai ajudá-lo a chegar melhor ainda aos 80, 90, quem sabe aos cem! Se você está nos seus 40, 50 anos, não vacile nem um segundo em se tornar proficiente, sob o risco de envelhecer e se tornar irrelevante. Do ponto de vista social e produtivo, muitos anos antes da velhice provecta. Se você tem menos de 30, não se preocupe, a Internet será parte natural de seu futuro, inevitavelmente.
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Fábio Almeida
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Tweetarsexta-feira, 18 de junho de 2010
Saramago e a Morte
Em 2005 José Saramago lançou As Intermitências da Morte, romance em que a Morte, na forma de uma mulher, resolve fazer greve. Sim, a Morte resolve parar de trabalhar em represália ao tratamento odioso que os humanos têm em relação ao seu job!
Pois hoje, quase 10 anos depois, a Morte bateu a porta de seu mentor sindical e executou seu trabalho.

José de Sousa Saramago
(16/11/1922 – 18/06/2010)
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Sexo no século XVII
Comecei beijando as partes do corpo de Armande deixadas à mostra pelo vestido. Inicialmente um beijo delicado no rosto, depois na boca. Ela retirou a minha peruca e afagou-me a cabeça; senti a delicadeza dos seus dedos na minha pele; não era raro homens da minha categoria, obrigados a usar peruca constantemente, rasparem a cabeça. Fiz com que ficasse em pé ao lado da cama e, lentamente, sem pressa, tirei peça por peça do seu vestido, e cada parte do corpo revelada era beijada de leve por mim. Eram três saias internas que Armande usava, e sobre elas uma outra saia, com um enchimento que alterava-lhe os quadris e lhe dava mais amplitude atrás, o que na verdade nada acrescentava à sua beleza.
Armande sempre se excitava ao notar o forte desejo que o seu corpo perfeito me causava, saber-se bela e ser desejada lhe dava um grande prazer. Depois de desnudá-la, deitei-a de bruços na cama e beijei suas costas començando na nuca, depois as omoplatas, e fui descendo até encontrar as duas partes redondas e firmes das suas nádegas, que afastei, abrindo caminho para minha língua. Depois virei-a de frente e lambi-lhe o pescoço, as axilas, os seios, a barriga, e finalmente detive-me no delicado estojo cercado de pêlos escuros, que ressumava um deleitável néctar. Fizemos amor lentamente, nossos corpos em perfeita harmonia quando parados, quando em movimento, alternando força e suavidade, deixando que os prazeres mais inefáveis invadissem sutilmente nossos corpos, conscientes de que o gozo era apenas um aspecto de fruição física dos amantes, um paroxismo que podia, e às vezes devia, ser adiado ou mesmo evitado.
Conhecia alguns, digamos, sinônimos, mas “estojo cercado de pêlos escuros” é, de longe, a mais escolar das definições!
Dúvida cruel: será que já beijei, algum dia, uma omoplata?
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
A vírgula
Imaginem o estrago que a mudança causaria num samba-enredo!
Teste CGC
Na frase abaixo, coloque a vírgula no lugar adequado:
"SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA".
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Edu Zanardi
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Tweetarsegunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Le Petit Prince
A exposição surpreendeu não só por sua extensão, característa sempre presente nas mostras do local, mas também por um vasto conteúdo. "The Litlle Prince" foi descrito por meio de desenhos, manuscritos, rascunhos, trilhas sonoras e por todos os meios que já o caracterizaram, como livros, filmes, desenhos animados e peças de teatro (em terras brasileiras quem interpretou o principezinho solitário foi Luana Piovanni). Diga-se de passagem, a grandiosidade do evento deixou qualquer machão convicto de que "o livro é de mulherzinha" de queixo caído.
Mais do que apresentar a encantadora história do principezinho, a exposição contou com vasta documentação que contava a história do autor Saint-Exupéry e o processo de criação da sua obra mais querida e famosa, traduzida até hoje em cerca de 160 línguas.
A mostra foi dividida em 4 andares. O 4º andar possuía uma pequena réplica almofadada do planeta do "petit", onde os visitates podiam deitar e se deleitar mediante projeções dos outros planetas citados no livro. Este momento era o de maior admiração das crianças.
Já o 3º andar abrigou o maior conteúdo histórico. Desenhos, manuscritos cartazes, fotos, objetos pessoais de Antoine, exemplares de "O Pequeno Príncipe" de vários países dentre outras coisas, foram dispostos em inúmeras vitrines, além de uma extensa linha do tempo em torno de todo o andar com informações tanto do autor-piloto (ou do piloto-autor) quanto do contexto histórico da época em que viveu. Fica clara a dedicação de Exupéry quanto ao seu "filho" e a seus amigos espalhados pelo mundo.
A parte mais lúdica e encantadora ficou no 2º andar, logo na entrada. Ali, cubículos coloridos com portas em formatos variados (raposa, cobra, planetas, estrelas e até do principezinho) abrigavam frases, ilustrações, filmes e áudios referentes ao livro. Foi uma parte plenamente interativa e emocionante, além de encantadora, tanto para os admiradores do principezinho quanto para as crianças que ainda não chegaram a ler a obra.
O 1º andar teve como maior atração a réplica do avião de Antoine Sant-Exupéry em meio ao "deserto", assim como descreve a obra. Ali, foi feito um caminho que passava pelos locais onde
Antoine pousou (inclusive o Brasil), com pôsteres repletos de imagens e informações.
Como balanço final, pode-se dizer que a exposição despertou somente coisas boas e fez relembrar muitas passagens do livro lido por minha pessoa aos 9 anos de idade, as quais representam verdadeiras lições de vida e porque não dizer, de filosofia. Por isso, termino este texto com a minha parte favorita ( "Le Petit Prince" em sua capa charmosa e a raposa interpretada nada mais nada menos que por Gene Wilder), tanto do livro quando do filme:
P.S.: prometo tentar ir à estes eventos antes de seus últimos dias de exibição, para que eles sejam boas dicas culturais a todos. Prometo TENTAR!
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
A percepção de Cecília
Vai um trechinho do livro Reparação, do escritor britânico Ian McEwan.
Um viva às Cecílias do mundo!
“Observando-o durante os primeiros minutos de sua fala, Cecília sentiu uma vertigem agradável no estômago ao imaginar como seria deliciosamente autodestrutivo, quase erótico, ser casada com um homem como aquele, quase bonito, de uma riqueza imensa e uma burrice infinita. Ele a encheria de filhos de cara larga, todos eles meninos barulhentos e broncos, apaixonados por armas, futebol e aviões”.
terça-feira, 31 de março de 2009
Era isso o que eu queria dizer
Mas nada como um fiozinho de lembrança e livros amontoados para se buscar.
Ah, sim, o debate, claro: Ramos ou Rosa? E olha que nem se trata de botânica!
Pois, então, era isso o que eu queria dizer, e que estava escrito na contracapa da 63ª. edição de Angústia, do Ramos, revista e lançada ano passado pela Record:
“Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer”.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
O difícil acesso à leitura
Numa conversa com o Anderson, ele pediu que eu comparasse com a biblioteca de Afogados - "de repente tem alguma raridade e coisa e tal" - demorei um pouco, mas hoje dei uma passada para cumprir a missão.
A constatação é triste. Apenas uma sala, cinco ou seis estantes e pouquíssimas opções, de diferente e mais novo, só alguns livros da cultura e do folclore pernambucano (que creio eu, devam ser oriundos de doações).
Numa cidade de pouco mais de 40 mil habitantes, onde não há livraria, banca de jornal, a biblioteca é carente, mas que o último sucesso da banda de forró toca em toda esquina.
Como incentivar alguém a ler?
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Fábio Almeida
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Tweetarterça-feira, 2 de setembro de 2008
A descoberta
- Floripes! Tem um osso no meu pipiu!
[Eduardo é um personagem do romance O Encontro Marcado, o primeiro de Fernando Sabino, publicado em 1956]
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Dica de leitura

Acabo de terminar a leitura de Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, ótimo e fascinante romance de Marçal Aquino, lançado em 2005.
Daqueles livros que dá saudade após a última frase.
A história de um amor clandestino, vivido por um fotógrafo e a esposa (ex-prostituta) de um pastor, é narrada de maneira imprevisível. Fugindo de esteriótipos, usa como pano de fundo a briga de garimpeiros numa cidade do interior do Pará.
Traz de maneira surpreendente, desfechos para os diversos e instigantes personagens envolvidos na trama.
Fica a dica pra quem quiser conferir.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Como escolher um livro para ler
1. Porque alguém, com gosto não duvidoso, recomendou. Até porque se as senhorinhas que lêem Zibia Gasparetto no supermercado me indicarem alguma leitura, apenas agradecerei com um sorriso amarelo.
2. Porque li uma resenha bem feita no jornal – claro, desde que não haja grau de “parentesco” entre o autor da obra e o responsável pela crítica.
3. Porque uma capa ou uma lombada, de tão bonitas, se destacam na estante da livraria ou da biblioteca. Sim, é impressionante o poder de uma capa bem feita e de um projeto gráfico que não seja R$0,99!
4. Porque o título é muito curioso e as orelhas são bem escritas.
5. Porque tenho obrigação profissional.
6. Porque o livro é um clássico ou de um autor clássico.
7. Porque o livro é um best-seller – claro, desde que o autor seja alfabetizado.
Pensei, pensei e concluí que eram esses os motivos. Aí fui fazer o teste: por que comecei a ler o livro que agora está na minha cabeceira? O livro: “As travessuras da menina má”, do Mario Vargas Llosa.
O motivo?
Não era propriamente nenhum dos acima listados!
Puxei pela memória e me lembrei o motivo. Eu estava no metrô da Cidade do México e ao meu lado um jovem senhor devorava as últimas páginas de um livro. Ele estava entusiasmado, ansioso, rindo a cada parágrafo – embora o vagão estivesse lotado e o relógio ainda não tivesse marcado oito da manhã.
Eu, curioso, espichava o pescoço para descobrir o livro. Mas nada! Na última página, o senhor ria mais ainda, apoiando o queixo sobre a mão esquerda que estava encostada no vidro e olhando para o reflexo da multidão em pé, agarrada nos ferros. Ele sorria e pensava sobre o que acabara de ler. E eu, quase morto de curiosidade, continuava louco para descobrir o autor ou o nome do livro.
De repente, quando estávamos chegando à estação final, ele se levantou e, de relance, vi o título: “Las travesuras de la niña mala”.
Ufa, que alívio! Enfim descobrira o que levava aquele senhor a se divertir tanto, tão cedo! Além disso, acabara de ganhar, por meio de um sorriso despretensioso, uma boa recomendação de livro – que, por sorte, eu já tinha comprado.
Obrigado, jovem senhor anônimo mexicano! A sua satisfação valeu mais do que recomendações pessoais, resenhas, críticas, capas ou orelhas! O livro é realmente bom e vale muitas risadas!
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Dica de leitura
Corrupção, propina, nepotismo, abuso de poder, crimes contra a humanidade... Assuntos chatos, mas que estão todos os dias nos jornais e fazem parte do cotidiano brasileiro e mundial.
O livro traz uma narrativa leve, irônica e bem humorada, com exemplos que nos fazem entender facilmente os temas abordados, e mais do que isso, nos fazem lembrar que certos atos - que de tão praticados caíram na normalidade – nunca deixaram de ser crimes.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Os mais mais...
Conferindo a lista dessa semana, não resisti e me senti na obrigação de ajudar Marco na divulgação de dois produtos sensacionais.
1. José Augusto ‘Aguenta Coração’: “Este é o primeiro DVD do romântico José Augusto. O título deixa claro a música que o fez famoso em todo o País – “Agora agüenta coração, já que inventou essa paixão, eu te falei que eu tinha medo, amar não é nenhum segredo...”. Além dela, desfilam outras babas para apertar a mãozinha do parceiro como Chuvas de Verão, Sábado, Fantasias, Fui Eu e A Minha História” (?????).2. Banda Calypso ‘Acústico’: Não vou publicar a resenha do jornal. Prefiro
reproduzir o texto que narra o comercial de lançamento do álbum, desta que é a maior banda independente do Brasil:- Prepare-se para uma transformação inesquecível. Toda a energia da banda Calypso em uma experiência nova. CD banda Calypso Acústico! “Prisioneeeira, numa noite de estreeeelas, eu tenho tanto amor pra dar...”, “Doce mel, doce mel, despertando essa paixão louca...”. São 10 sucessos consagrados em novas versões, mais um presente para os fãs: 6 músicas inéditas (PQP). “Você levooooou a minha liberdade, minha felicidade...”. A banda que apaixonou o Brasil de um jeito que você nunca viu. CD banda Calypso Acústico! Confira o 'reclame' aqui.
Completam a lista outras obras, menos inspiradas, como o DVD do filme Onde os Fracos Não Têm Vez, vencedor de 4 Oscars; e o gibizinho Frango com Ameixas de Marjane Satrapi, autora de Persépolis. Para não ser injusto, vou dar destaque no clipe da semana para outro desses lançamentos de baciada, o The Best of (duplo) do Joy Division. Sei que não é fácil, mas tente assistir pelo menos um trechinho de Love Will Tear Us Apart.
Êita!!!
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Edu Zanardi
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Tweetarsábado, 15 de março de 2008
Porque Jorge é Amado
Jorge Amado faleceu em agosto de 2001 e ainda é um dos mais populares escritores do Brasil, sendo também uma referência do nosso país no exterior.
Retratou com muita intimidade os costumes da Bahia, tornando imortais alguns personagens que fazem parte do imaginário brasileiro, como as belas e sensuais Gabriela e Dona Flôr, o malandro e conquistador Vadinho e o marinheiro Quincas.
Pra quem quiser conferir de perto essas homenagens, o Conta-Gotas deixa algumas dicas de eventos que acontecerão a partir do dia 21.O Cinesesc da Rua Augusta exibirá o Ciclo Jorge Amado de cinema, com os filmes Dona Flor e seus Dois Maridos, Tieta, Forjamado no Cinema e Jorge Amado. De 21 a 25/03. R$ 6,00
O trio Nana, Dori e Danilo Caymmi interpretam canções nascidas da parceria do pai com Jorge Amado, e outras inspiradas na obra do baiano. Sesc Pinheiros, quinta e sexta (27 e 28) às 21h. R$ 30,00
O evento Porque Jorge é Amado, que seguramente será o mais concorrido, traz Chico Buarque, Caetano Veloso e outros convidados para ler trechos da obra do escritor baiano. A apresentação acontece no dia 25 (terça) às 21h no Sesc Pinheiros. A entrada é franca (apenas 500) e os ingressos serão distribuídos somente no dia 19 (quarta) a partir das 14h, em qualquer unidade do Sesc, limitado a 2 convites por pessoa. (Nossos estagiários serão mobilizados e se necessário enfrentarão filas quilométricas para que o Conta-Gotas possa cobrir o evento com exclusividade)
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Fábio Almeida
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Tweetarquinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Esse senhor sabia das coisas!
Leiam com atenção. Esse senhor sabia das coisas! Uma exaltação às mulheres.
Tudo é Ventura
Não reina em meu coração outra coisa senão a mulher, nem há bem que me pareça mais digno de estimação. Que adornada primavera de fontes, plantas e flores; que divinos resplendores do sol em sua quarta esfera; que purpúreo amanhecer, que céu repleto de estrelas se iguala às partes belas do rosto de uma mulher?
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Anderson
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Tweetarsexta-feira, 2 de novembro de 2007
Homens Comuns
Pois é, hoje é “dia de finados”. Os cemitérios cheios, flores, mausoléus, lembranças: o passado que emerge com força de uma cova a sete palmos da superfície.
Coincidentemente, acabei de ler ontem à noite uma novela que trata da tensão entre a vida, a saúde, a doença e a morte: Homem Comum (Cia. das Letras, 2007), do escritor norte-americano Philip Roth (Foto).
Um belo livro – o último de Roth traduzido para o português – que
narra a história de um homem que, desde muito cedo, vive em sua cabeça as tensões da morte, como se esta fosse lhe surpreender a qualquer instante. Essa circunstância lhe obriga a refletir, já no final da vida, sobre sua trajetória, suas escolhas, suas esposas, filhos e amantes, sua solidão e ressentimentos. Com um texto (o da tradução) muito bom, Philip Roth cativa e envolve o leitor no drama vivido por aquele homem.Por uma dessas coisas inexplicáveis do destino, ontem à tarde recebi a notícia do falecimento do pai de um grande amigo meu. Lá na beira do rio São Francisco, se não me engano numa cidade inspiradamente chamada de Canoeiros, o seu pai se foi. À noite, enquanto acabava de ler o livro de Roth, eu me lembrava que nunca ouvira esse meu amigo dizer o nome de seu pai. Ele sempre se referia a seu pai, independentemente do interlocutor, como “papai”.
Nessa hora, eu me dei conta que a personagem central do livro também não tinha nome próprio: era somente o homem comum. Eu também me dei conta de que jamais sentira a necessidade de saber o nome dos dois: um era o “papai” do meu amigo; o outro era a “personagem” do livro. Os dois eram, cada um a seu modo, homens comuns, no que isso tem de mais belo, singelo e humano.
Ficam aqui os nossos sentimentos ao Rafael pela perda de seu pai e um trecho do romance de Philip Roth.
“Sabe por que ela está chorando desse jeito”. “Acho que sei, sim”, ele retrucou, num cochicho querendo dizer: é porque ela é como eu sou desde menino. É porque ela é como todos. É porque a intensidade mais perturbadora da vida é a morte. É porque a morte é tão injusta. É porque, para quem provou a vida, a morte não parece nem sequer natural.
