Um truque maroto do Marcus Vinícius, direto do México Mágico!
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
O fim da CPMF
O imposto do cheque como ficou conhecido era vinculado às despesas da Saúde. Aos poucos, como em todo caixa do governo, adquiriu outras feições.
O governo Lula saiu derrotado. São 40 bilhões de reais a menos por ano. Os DEMos e os tucanos estão exultantes. O governista Ciro Gomes chegou a dizer que foi uma bala de raspão no peito do governo, pois é com estes recursos que se financiam, em parte, os programas sociais.
A boa notícia é que pela primeira vez temos uma mobilização contra aumento/continuidade de tributos e isso será um legado para este e para qualquer governo que vier.
Os tucanos que hoje celebram a vitória devem colocar as barbas de molho, pois tudo indica que na diminuição de repasses do governo federal serão eles os primeiros alvos.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Bandeira para a Virgem!
Poema tirado de uma notícia de jornal (1930)
João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número
Light: uma questão de gênero?
por Duda (da Cidade do México)
Ainda não me acostumei com a idéia de ter colesterol alto. Especialmente, porque ele é genético: corro pelo menos 3 vezes por semana, durmo cedo, não fumo, não bebo, como mais saladas e coisas light do que qualquer outra coisa, detesto junkie food e nunca tomei um refrigerante na vida! Nem todos os fatores citados têm a ver com colesterol alto. Talvez a minoria tenha. O que interessa, em suma, é que sou o mais quadrado personagem do mundo! Daí o fato de me incomodar com alguma coisa ruim em minha saúde. Coisa que não é bem culpa minha...
Escrevi tudo isso como preâmbulo para a situação que realmente interessa: em decorrência do colesterol, sou um grande consumidor de produtos light. E, como é inevitável, sempre olho para as embalagens enquanto consumo esses produtos. É assim que percebemos que todos eles apelam para a idéia da redução de gordura trazer consigo a redução de calorias (como se eu estivesse preocupado com isso!). Os invólucros usam, inevitavelmente, cores mais brandas e tonalidades mais amenas do que os produtos integrais. Cor light, produto light! Não raro podemos ver silhuetas de corpos esbeltos ou malhados, tanto de homens quanto de mulheres. Claro: tome leite de soja e tenha o abdômen rachado. Dessa forma, seus problemas acabam!
No México, por recomendação do cardiologista, procuro manter a dieta e o mínimo de atividade física. Toca água e produtos light para o organismo. Sendo assim, continuou da mesma forma o velho hábito de analisar as embalagens. Qual não foi a surpresa em descobrir que o único leite desnatado que achamos (semi-desnatado tem mais) em dois supermercados chama-se siluette plus, vem numa embalagem rosa e branca, com uma garota branca, magra e com cara de tédio a nos olhar. Na mesma linha de produtos, tomo um yoghurt sin grasa também rosa e que traz a equação, tal qual a do leite: buena hidratación + buena alimentación + actividad física = la mejor actidud! Uma silhueta feminina correndo e outra com os braços para trás.
Comecei a reparar em outros produtos light por aqui e a mesma coisa: se não tem gordura, logo é rosa, vermelho ou amarelo e tem uma mulher magra e loira estampada. ‘Ora’, cheguei a pensar, ‘que cara mais preconceituoso’, um homem não pode tomar um produto rosa com uma moça na “capa”? Será que a propaganda não pode também visar ao público masculino, criado sob a égide do azul, mesmo estampando apenas mulheres?
Poderia ser. Até entrar em questão o consumo de água. Já que não bebo refrigerantes, tomo toneladas de água. Mesmo assim, nunca tinha reparado em como se anunciam ou como são as embalagens de água. Sei apenas que 90% delas são de plásticos, não retornáveis. Mas neutras: rótulo branco (que, como o preto, é cor sem gênero! Ainda que carreguem suas tintas políticas...) em garrafas transparentes ou azul claras. Não anunciam nada. Talvez uma ou outra traga os possíveis benefícios à saúde de quem consome água mineral. Bebem-na homens e mulheres, mamíferos e aves, fitoplâncton e cianofíceas.
Aqui, água é da torneira! Sem problemas para os povos de Anáhuac, mas altamente desaconselhável para os forasteiros que não queiram se ver com a maldição de Montezuma! É notável o efeito da água de torneira nos intestinos dos incautos! Só por isso, aconselha-se, neste caso, não fazer como os romanos quando estiver nesta Roma. Logo, tomemos água embotellada! Na marca mais vendida por aqui, os dizeres do rótulo, raramente iguais, como os biscoitos da sorte, estampam pérolas do tipo: “para o dia a dia da princesa!”.
Aí é gozação: a única conclusão possível é que light e água de garrafa, no México, são coisas de mulher! Água e gordura têm gênero neste país do hemisfério norte! Homem que é homem que morra do coração! Viva a subjetividade do gênero! Viva meu coração y viva Zapata!
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
O som da praça
Ponto de referência cultural a Feira de Artes, Cultura e Lazer da Praça Benedito Calixto é reconhecida internacionalmente como uma das melhores feiras de antiguidades e artesanatos. Localizado entre as ruas Cardeal Arcoverde e Teodoro Sampaio, em Pinheiros, o evento faz parte do calendário turístico e cultural de São Paulo.
Há 18 anos o grupo Canário toca um vasto repertório dos anos 30. As pessoas participam constantemente. Os amantes do choro cantam juntos enquanto outros arriscam, muitas vezes timidamente, passos de dança e acompanham o ritmo entre um batuque na mesa, interagindo com o grupo. José Correia, 77 anos é o mais novo no grupo. Há um ano toca pandeiro e se apresenta com o nome artístico de Zezinho Guarani. Músico profissional, já tocou com grandes compositores como Pixinguinha, Folhares, Waldir Azevedo, entre outros.
Considerada música de boêmio, o choro nasceu no Rio de Janeiro no começo do século e era mal visto pela sociedade. Os que seguiam o gênero musical eram considerados malandros. Vivendo da informalidade os músicos reuniam-se em diferentes lugares para promover os saraus, Noel Rosa, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha faziam parte da nata do choro. “A apresentação de um conjunto regional é composta por violão de sete cordas, violão de seis cordas, cavaquinho e pandeiro. Esses são os instrumentos considerados clássicos do choro”, explica Zezinho. “A flauta, o clarinete, o bandolim podem entrar como complemento para fazer o solo”, diz.
A feira é realizada todos os sábados das 9h às 19h e existe há 20 anos. Cada peça tem um significado, uma identidade, um valor. Quem busca por raridades está disposto a pagar o quanto for para ter o objeto desejado. Entre os 320 expositores é possível comprar e vender diversas peças. Encontra-se de tudo... discos, livros, relógios, pratarias, brinquedos, roupas... uma verdadeira viagem ao passado que se confunde com histórias pessoais.
Clássicos como Carinhoso, Rosas, Lamentos e Ingênuos fazem sucesso entre as pessoas e não passam despercebidos. “Muitos artistas da época eram autodidatas, tinham uma grande capacidade intuitiva e um talento nato, isso é dom”, conta Zezinho. Grande parte dos que admiram a roda de choro, hoje, são jovens. A música nostálgica é um convite a todos que apreciam o gênero.
A variedade de objetos chama a atenção de todos. Uma oportunidade de passeio para ser feito em família ou com os amigos. A mistura de gerações é uma característica do choro. Não há limites nem barreiras, todos são bem vindos. “O chorinho é um artesanato da MPB”, conclui Zezinho.
Postado por
Edu Zanardi
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Tweetarsegunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Terremoto em Minas Gerais e a nossa enquete
Como diria Zé Simão, estamos mesmo no país da piada pronta. Quem diria que um dia teríamos um terremoto? Mais bizarras foram as manchetes nos jornais. "Brasil tem primeira vítima de terremoto".
Lamentando o episódio, mas pensando sobre ele, podemos dizer que é mais um mito que cai. O Brasil teve um abalo de 4,9 na escala Richter. A enquete da próxima semana pergunta: o que nos falta acontecer?
PêEsse1: Na enquete da semana passada houve um incrível empate. Para 50% dos que participaram o Timão e o Chávez descerão ladeira abaixo. Os outros 48% se dividiram entre duas visões otimistas: vencer e voltar mais fortes no futuro (19%) e se inspirar na Fiel e no Fidel para não perderem o rumo (31%).
PêEsse2: Antes que nos acusem, o terremoto por aqui não foi uma homenagem ao editor que está em terras que treme de vez em quando.
domingo, 9 de dezembro de 2007
Imagens do México - 2
As agruras...
...da pesquisa!
E...
...do transporte público, num sábado às 6 da tarde!
sábado, 8 de dezembro de 2007
O milho, o cheiro e as lembranças
por Marcus Vinícius de Morais (direto da Cidade do México)
O cheiro é memória. Ele nos remete para lugares e situações distantes. O cheiro nos desperta o poder da imaginação que, sozinho, pode fazer mágicas. O imaginar tem poderes sobrenaturais; podemos sentir a pessoa distante, rever os lugares amados e, num segundo, a imaginação nos faz estar onde nunca pensaríamos poder ir.
Longe de casa muitas coisas são diferentes. E para as diferenças estamos sempre atentos. As pessoas estão atentas aos costumes, aos hábitos, às roupas, mas nessa viagem percebi a importância do cheiro. Ele também muda; aqui temos outros odores, outras sensações e, nesse caso, outras lembranças e recordações. As ruas cheiram a tortillas, tacos, totopos e qualquer coisa que se possa fazer com milho.
De manhã, de tarde, de madrugada, dormindo, o dia todo, as tortillas nos perseguem. Elas empesteiam o ar, as cidades e, assim, ao voltar ao Brasil o milho não será apenas o milho. Ele será o México, as situações e todas as recordações indissociáveis dessa viagem que ele carrega. O milho, agora, e o seu cheiro se transformaram em símbolo e, assim, em memória.
Mas a verdadeira mágica dos sentidos ocorreu em outras situações. Num piscar de olhos eu viajei e, por um instante descontrolado no tempo, eu voltei ao Brasil, regressei à minha infância. Eu me vi menino, na frente da loja de pães em Santos, esperando o pão doce sair do forno. E foi o cheiro que me permitiu isso.
Ao andar pela rua, essa semana, aqui no México, senti um excelente cheiro. Bom cheiro é aquele que a gente conhece. Olhei para o lado. Foi instantâneo; pães doces saindo do forno me levaram de volta aos tempos de brincadeiras na praia. Mas logo em seguida uma senhorinha mexicana passou bem perto de mim. Ela tinha um cheiro familiar, muito forte. E dela também me surgiram lembranças, de uma pessoa querida, escondida e distante na memória. O cheiro tem força e nos faz viajar, muito além do espaço e do tempo.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Uma gota de Noel
Carioca, nascido em Vila Isabel, branco, de classe média e estudante de medicina, foi o responsável pela junção do batuque negro dos morros com a harmonia branca da cidade.
Noel Rosa viveu intensamente a vida cultural e a boemia carioca do início do século XX. Conviveu em harmonia com malandros, prostitutas, dançarinas, intelectuais, pobres e ricos, sendo figura constante e carimbada dos bares, botequins e cabarés cariocas.
Soube como ninguém retratar em suas letras e melodias seus amores, desilusões, amizades, a Vila Isabel, a malandragem, a boemia, os costumes e o cotidiano do Rio de janeiro dos anos 30.
Entre suas músicas mais conhecidas destacam-se: Com que roupa, Feitiço da Vila, Fita Amarela, Palpite Infeliz, Pastorinhas, Filosofia e Feitio de Oração.
Sua obra, apesar dos mais de 70 anos, continua atemporal, servindo de inspiração e sendo regravada constantemente por diversos artistas de nossa música.
Noel faleceu aos 26 anos em decorrência de uma tuberculose, deixando mais de 250 composições e um eterno vazio na música brasileira.
Noel de Medeiros Rosa: sambista, boêmio, compositor, poeta, gênio... brasileiro!!!
Noel Rosa (de chapéu branco) e o Bando de Tangarás, único registro do poeta em vídeo.
E no clipe da semana, mais uma gota de Noel: João Gilberto interpreta Feitiço da Vila - "São Paulo dá café, Minas dá leite e a Vila Isabel dá samba". Sensacional!
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Imagens do México - 1
Nem só de brigas com mexicanas vivemos nós, ou melhor, vivo eu, porque meus camaradas encamparam a idéia da Tamara (que não tinha nada de mexicana, se é que vocês me entendem!), mesmo que ironicamente!
Então, seguem duas imagens de hoje, fresquinhas.
A primeira é uma foto do Monumento a
A segunda imagem mostra a entrada do Museu Nacional de
Dois bons lugares para quem visitar o México.
Hasta luego!
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Minha língua é minha Pátria!
Algum notável afirmou que “minha língua é minha Pátria”. Pois bem, ontem, em meio a turbulências, pollos e pastas, comprovei que é a mais pura verdade.
Isso por dois motivos. O primeiro, e mais óbvio, é a sensação de estranhamento de um local (mesmo que seja o avião) quando a língua franca não é a nossa. Em pleno território nacional, fui tomado de certa timidez excessiva porque não mais ouvia “suco de laranja” e sim “jugo de naranja”!
O segundo é que, por azar ou alguma peça do destino, sentei próximo a uma mexicana ufanista, filha de brasileiro, ex-namorada de brasileiro, que estava passeando em território brasileiro e que, de tão cheia de brasileiros, resolveu encrencar com um brasileiro!
Tudo começou com o anúncio da comissária de bordo que avisou, em razoável português e com um sotaque engraçado, que “partiríamos em instantes”. Olhei para meus amigos e comecei a frase: “Olha esse português, que...”. Fui interrompido com uma bufada, além de levar uma passada de pito, em bom portunhol: “E você, por acaso, fala sem sotaques? Eu sou mexicana e falo o português melhor do que você!”.
Pronto. Meus amigos, que já não precisam de motivos para tirar sarro, começaram: “ele não sabe mesmo! Da próxima vez não vamos trazê-lo mais”, e caíram na gargalhada. Eu, como só podia, fiquei quieto, afinal achei que a mexicana era brava demais para tentar argumentar que não ia criticar o sotaque da comissária, mas que o considerava engraçado e diferente.
Após o jantar e uma soneca, a mexicana – de nome Tamara – acordou e voltou à carga: agora não mais para brigar, mas para fazer as pazes! Apresentou-se, quis saber sobre o que íamos fazer no México, reconheceu que é briguenta, mas, no final, concluiu com um sorriso malicioso de canto de boca: “mas eu não falo português melhor do que você?”. Assim começou minha passagem pelo México.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Eu nunca vou te abandonar...
Uma homenagem do Conta-Gotas Cotidiano ao mais sofredor dos times.
Maysa, “Meu Mundo Caiu”.
Do Blog do Juca.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Chávez e o Timão
Difícil especular sobre dois processos tão diferentes, mas a mística do sofrimento corintiano e da invencibilidade chavista foram abaladas. Ainda no sábado apostava nos resultados inversos aos resultados finais deste primeiro domingo de 2007.
No caso de Chávez, o receio seria ver como reagiria um presidente que não veio de um movimento popular e obteve o poder, mas o inverso, criou uma mobilização a partir dele. A perspectiva de poder para qualquer grupo, governistas ou opositores, passava pela figura de Chávez.
A derrota é pessoal e foi alimentada pelo próprio Chávez com suas afrontas. Com a popularidade que ele tem ou tinha não precisava ter que demonstrar tanto apego ao cargo. A nova reforma e o novo
plebiscito eram gestos de autoconfiança desnecessários.Deu no que deu.
Tomara que os ânimos serenem e que a oposição também saiba saborear a vitória e não cometa os mesmos excessos do comandante, pois o fato é um só: A VENEZUELA ESTÁ DIVIDIDA. Uma vitória por menos de 1% do índice eleitoral não aponta nenhum projeto maior, apenas riscos de colapso de um lado e outro.
Chávez continuará forte e agora deveria pensar um pouco mais em sua política interna.
Ao contrário do que vai dizer a mídia brasileira, acho que Lula deve estar satisfeito com o resultado, pois cresce sua liderança moderada no continente e desce o devaneio bolivariano.
No caso do Corinthians, a autoconfiança, mesmo sem futebol, era semelhante. Nada poderia acontecer ao bravo time. Esqueceram que nada aconteceria se o time fizesse o mínimo, pelo menos nos últimos dois jogos: vencer uma partida. Não conseguiu.


