segunda-feira, 12 de maio de 2008

Mercedes Sosa no Conta-Gotas!

Para começar bem a semana, Duerme Negrito, folclórica canção argentina interpretada por Mercedes Sosa, em 1980.

domingo, 11 de maio de 2008

Pitacos da semana que passou

A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, deu um nó na oposição ao responder provocação do senador Agripino Maia (DEM-RN) em seu depoimento à Comissão de Infra-Estrutura do Senado.

A dama de ferro discorreu, em alguns minutos, sua experiência como combatente da ditadura militar (um depoimento forte e emocionado), a sessão que fora marcada para discutir as metas do PAC, e, com o entendimento entre oposição e governo também foi permitida perguntas sobre o suposto “dossiê” FHC, a oposição mostrou despreparo e não aproveitou a oportunidade, preferiu provocar e tomou uma invertida deliciosa.

Ainda sobre o suposto dossiê, sinto na mídia, a costumeira vocação em querer manchar a todo custo o presidente e os membros do seu governo. O vazamento de informações é grave, porém, se há uma investigação sobre o uso indevido dos cartões coorporativos no atual governo, não é nenhum absurdo o levantamento de dados desde sua origem, quando foi criado o sistema de cartões, ainda no governo tucano.

Mesmo com toda essa histeria, por parte da oposição e da imprensa, os índices do governo continuam subindo e o barbudo caminha a passos largos para eleger seu sucessor.

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O casal Nardoni foi preso...bom, esse assunto já encheu a paciência, vou pular.

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A Xuxa não desiste, ontem estreou mais um programa, pra família, pros baixinhos, pros eternos baixinhos, enfim, eu não assisti, mas nem precisa. Até quando, Faustão, Xuxa, Didi, Gugu, Gimenez, vão ter espaço na TV aberta?

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Começou mais uma edição do Campeonato Brasileiro.

O Tricolor do Morumbi perdeu (sem novidade) em casa para o Grêmio.

Peixe e Palestra (rumo ao Penta) jogam hoje.

O Timão começou sua luta para voltar à elite do futebol, ganhou na estréia do encardido CRB. Tá pintando um novo ídolo na Marginal sem número, “Carlitos Herrera”, autor de 4 gols de cabeça essa semana (2 contra o Azulão e dois contra o CRB).

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Bom domingo, ótima semana e parabéns a todas as mamães!


PêEsse: Zé Alves, precisamos do seu apoio contra a ala direitista deste blog.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Mais do mesmo

Acompanhar o noticiário político pode ser uma tarefa cansativa, enfadonha, aborrecida. Vez por outra, até há lances interessantes, estratégias políticas e alianças que valem a pena, que dão gosto de ler e pensar sobre a política.

Entretanto, na maioria das vezes há momentos extremamente chatos, sobretudo quando nos deparamos com aquelas mesmas justificativas e argumentos que, para dizer pouco, ofendem a inteligência da sociedade. Esquemáticas e previsíveis, essas “saídas estratégicas” recorrem a velhas certezas que são enlatadas em frases de efeito vazias.

O caso mais recente é o que envolve o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o famoso Paulinho da Força. Ele está sendo investigado pela Polícia Federal por ter tido seu nome (“Paulinho”) citado no esquema de desvios de recursos do BNDES. Obviamente, ele negou e afirmou ser vítima de um engano e que existem vários Paulinhos por aí.

Em sua última manifestação, porém, ele embasou sua argumentação: disse que não há provas e que a relação entre o Paulinho citado nas escutas e ele é uma armação.

Agora, vamos ver, amigos blogueiros, se vocês estão afiados com o mantra político de um líder sindicalista acusado de qualquer coisa. Quem tá armando contra o Paulinho, sendo ele um sindicalista que se elegeu deputado com o voto dos trabalhadores? Sim, claro e evidente: o grande empresariado!

O grande empresariado, essa entidade abstrata - talvez com sede no Império, é o responsável pela relação e pela investigação. Paulinho não precisou quem estaria por trás do esquema, nem quem seria esse “grande empresariado”; apenas tem afirmado com certeza que sua atuação como parlamentar incomoda os “poderosos do país”.

Se é ele ou não quem está envolvido na maracutaia do BNDES não sabemos ao certo. Sabemos com certeza apenas as respostas dadas em tais circunstâncias: é tudo culpa do grande empresariado, das elites!

Ou estamos todos uns 30, 40 anos estagnados no tempo e, de fato, o aparelho do Estado, a serviço do capital estrangeiro, continua a perseguir os valentes líderes que representam o povo, os trabalhadores; ou então, os “representantes do povo” precisam atualizar a sua retórica. A luta continua!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Da série "Criatividade"

Pronta para o suicídio!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Uma maçã mordida

Fiona Apple McAfee Magart poderia ser herdeira de uma das maiores joint-venture da indústria da informática, mas, graças ao bom deus da música, ela nasceu na casa certa. Neta, filha e irmã de músicos, a pequena Fiona não foi ‘do contra’ e seguiu no mesmo barco da família. Com 4 anos começou a estudar piano e cantar, depois a compor, até finalmente gravar seu primeiro álbum em 1996, aos 19 anos.

Logo de cara, a nova-iorquina Fiona foi comparada a canadense Alanis Morissette, que havia lançado Jagged Little Pill um ano antes. Duas mulheres talentosas com a caneta na mão falando abertamente de traumas psicológicos e sexuais – Alanis, mais enérgica, gritava para todo lado que fazia sexo oral no cinema com o namorado; Fiona, mais introspectiva, cantava o estupro que sofreu quando tinha 12 anos. Tidal vendeu 10 vezes menos, mesmo assim apresentou ao mundo uma cantora de voz grave, composições fortes e de muita qualidade técnica.

Em 1999 Fiona Apple foi além e lançou o excelente When The Pawn Hits The Conflicts He Thinks Like A King What He Knows Throws The Blows When He Goes To The Fight And He’ll Win The Whole Thing Fore He Enters The Ring There’s No Body To Batter When Your Mind Is Your Might So When You Go Solo. You Hold Your Own Hand And Remember That Depth Is The Greatest Of Heights And If You Know Where You Stand. Then You’ll Know Where To Land And If You Fall It Won’t Matter, Cuz You Know That You’re Right *.

Mais solta e à vontade, Fiona fez um disco diversificado. Nele você percebe mais a ‘cozinha’ (baixo e bateria) e nem tanto a marcação de seu pianoforte, como acontece no álbum anterior, mais melancólico. Isso faz de When The Pawn... o trabalho mais pop da cantora, que de ‘pop’ular não tem nada. Seu último trabalho é Extraordinary Machine de 2005 – desse eu não posso falar, pois ainda não ouvi.

Aos 31 anos, Fiona não perdeu o jeito de menina esquisita da carteira do meio da fileira da janela. Sua cara de assustada e olhar vazio contrastam com a imponência de sua música. Roubando o bordão da rádio Eldorado, diria que Fiona Apple é música para os melhores ouvintes, vale a pena. Vá o mais rápido que puder no Clipe da Semana e confira o vídeo de Fast As You Can, 7ª canção de When The Pawn... * O nome do álbum é um poema declamado na faixa bônus do próprio disco.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Energia em verde e rosa!

Eles com ternos alinhados e cartolas; elas com rosas espetadas nos cabelos; todos com passos cadenciados, vozes um tanto roucas e muita energia! Energia em verde e rosa!

Na platéia, senhores e senhoras de todas as idades; alguns garotões, trajando jeans, boné e jaquetas Hang Loose, pulavam e mexiam desordenadamente a boca durante os sambas; algumas moças, mesmo sem saber o que era aquela tal de “Cartola” de quem tanto falavam, quebravam os quadris de modo invejável, a ponto de causar ciúmes em qualquer namorada!

Era show da Velha Guarda da Mangueira! Sim, e a equipe Conta-Gotas estava lá, em peso, com estagiários, diretores e editores!

Madeira que dá em doido é jequitibá, deixa a mangueira passar”, foi com esse verso que a Velha Guarda iniciou o show, esquentando a Chopperia do Sec Pompéia na noite fria do último sábado. Daí seguiu-se com a clássica Exaltação; homenagearam os 100 anos do mestre Cartola cantando duas pérolas do poeta: “Alvorada” e “Corra e olha o céu”. O show seguiu com o desfile de sucessos como “Folhas secas”, “Sei lá, Mangueira”, “Saudosa Mangueira”, "Piano na Mangueira" e sambas-enredos marcantes da verde e rosa, como os feitos em homenagem a Chico Buarque e Braguinha.


Impossível não mexer o corpo ao som da batucada. Percussão alinhada, violão 7 cordas e cavaquinho afinadíssimos e as vozes que mesmo já não tendo a mesma afinação de outros tempos, compensam com o gingado, a malandragem e a emoção que só o samba possui.

Terminaram o show com o samba-enredo do carnaval desse ano, Brazil com “Z” é pra cabra da peste e Brasil com “S” é nação do Nordeste. No BIS a platéia puxou à capela o samba-enredo de 1994,"Me leva que eu vou sonho meu, atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu”, a Velha Guarda retornou ao palco e completou com todo o brilho um dos sambas mais populares da história do carnaval e da escola.

Pra finalizar o batuque, a percussão evocou a mais genuína batida do funk carioca, deixando o público com gosto de quero mais.

O show fez parte do lançamento do DVD e CD da Velha Guarda da Mangueira gravado em 2005, mas que só conseguiu chegar às lojas agora.


Equipe Conta-Gotas "no miudinho"


PêEsse - Despesas pagas com cartão corporativo, só não tinha tapioca.

domingo, 4 de maio de 2008

Prisões e sentimentos

Comento rapidamente três filmes em cartaz em S. Paulo. Com temáticas distintas as três obras receberam boas críticas e atraindo um bom público.

1- Beijo Roubado (dir. Wong Kar-Wai) é a continuidade do argumento central deste diretor: o amor e suas questões inesgotáveis. Feridos ou satisfeitos a perseguição deste ideal atormenta e talvez seja o único sentimento humano que nunca se resolve plenamente. Possibilidade de perdas e conquistas, o sentimento como um jogo na metafórica viagem da protagonista até Las Vegas, são algumas das indicações para quem necessita e tem dificuldades de fazer uma travessia.
O tempo, as idiossincrasias de cada pessoa, os desejos conspiram diante de uma roda incerta e aflitiva. Como concessão o diretor, diferente de obras anteriores, guarda um final otimista. A solução pode estar próxima.

2- Estômago (dir. Marcos Jorge) é a história de um nordestino que chega à cidade grande e seu percurso de uma prisão à outra. Prisão da própria vida e das circunstâncias. Na maior parte do filme o excelente ator João Miguel está em ambientes claustrofóbicos. Entre um caminho e outro, as tormentas da paixão, e a descoberta da habilidade culinária. Recomendo que não se vá nem com muita fome, nem após ter acabado de comer. Moderação alimentar é uma boa dica antes de encarar as cenas da atriz devorando coxinhas e outras iguarias mais elaboradas.

3- O Sonho de Cassandra (dir. Woody Allen) aborda outros temas, mas também lida com prisões e sentimentos. Escravizados por desejos como ter um barco, ser um figurão ou de ter uma vida tranqüila, leva os protagonistas a provarem os seus limites.
As circunstâncias se incumbem de testar o rigor de cada um. As desculpas encontradas para fazer o que era, até então, impensável nos leva a indagar sobre escolhas e por que as preservamos ou mudamos. Enfim, um Allen que – mesmo não sendo brilhante – é muito melhor do que a maioria do que está em cartaz.

Pitacos da semana que passou

Ronaldo, o fenômeno, se envolve em escândalo com travestis em motel no Rio. Nosso artilheiro vacilou, e vacilou feio. Sua imagem que já andava desgastada com a constante briga com a balança, agora, sofre um grande golpe com toda essa repercussão sobre o ocorrido. Ele só poderá reverter isso se voltar a jogar, e bem. Resta saber se aos 31 anos ele terá condições físicas e psicológicas para isso. Eu torço, mas já não acredito.
Manchete do jornal italiano Corriere de la Será “Ronaldo ricattato dopo notte com viados.”

É pedida, finalmente, a prisão preventiva do Casal Nardoni, pela morte da “menina Isabella”. Após 1 mês de especulações, inflamação popular, circo da imprensa e da polícia, o caso parece estar chegando ao fim.

O Brasil consegue o tão esperado Investment Grade, selo de qualidade concedido pelas agências de classificação de risco às nações com baixa probabilidade de dar calote em suas dívidas. Se tudo continuar caminhado nesse ritmo, a tendência é que os juros caiam e os investimentos no país cresçam. Essa maturidade financeira começou a ser desenhada no governo Itamar, passando pelo FHC, mas quem matou no peito e fez o gol foi o barbudo e estrelado Lula.
Frase do nosso presidenteEu não sei nem falar direito essa palavra (investment grade), mas, se a gente for traduzir isso para uma linguagem que os brasileiros entendem, o Brasil foi declarado um país sério.”

No futebol: o Corinthians avançou pela Copa do Brasil goleando o incompetente Goiás; o Palmeiras preferiu concentrar suas forças para a final do Paulista e perdeu do Sport; o São Paulo como de costume empatou pela Libertadores; e o Santos obteve boa vitória na Vila.

Hoje tem final do Paulistão, o Palestra enfrenta a Macaca, o dia que começou nublado vai terminar com festa verde e branca.

Bom domingo e boa semana a todos.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Saudades

21 de março de 1960 – 01 de maio de 1994
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Os críticos diziam que em Donington Park não haviam pontos de ultrapassagem

Porque hoje é dia do trabalho


quarta-feira, 30 de abril de 2008

Da série "Criatividade"


terça-feira, 29 de abril de 2008

Do lugar da desculpa na política

Qual é o lugar da desculpa na política?

Foi essa a pergunta que me fiz após ouvir Cid Gomes, governador do Ceará, pedir desculpas por ter levado sua sogra para passear de avião até a Europa.

Em tempos de cartão corporativo, chamou a atenção vê-lo pedir desculpas. O interessante é por que ele pediu desculpas: pelo constrangimento e não por ter cometido algum delito!

Como os demais políticos e reitores que protagonizaram gastos com carros alugados, tapiocas e lixeiras, Cid Gomes alegou não ter agido de má-fé e afirmou, ainda, não ter desrespeitado nenhuma lei. Afinal de contas, a sua sogra não custou nada aos cofres do Estado.

Talvez Cid Gomes não tenha infringido nenhuma lei; apenas confundiu o público com o privado, mesmo sem causar ônus para o erário.

Mas voltemos ao tema da desculpa na política! Há lugar para a desculpa na política? Qual?

Se tomar o caso do tal governador como exemplo para a reflexão, digo que há lugar sim. O pedido de desculpas público, dirigido às pessoas que o elegeram, é, a rigor, o atestado de que Cid errou e que – se esse pedido não for irônico e revestir-se de sinceridade – reconhece seu erro.

Portanto, nesses termos, pedir desculpa significa reconhecer que houve um erro – na política: sem dolo, de preferência – e submeter-se, humilde, aos outros, ao público, esperando o perdão! Pedir desculpa significa, antes de tudo, conhecer a norma.

Aí entra o artifício retórico de Cid Gomes: pediu desculpas por quê? Não houve, segundo o governador, delito algum.

Então por quê? Por ter se envolvido em um episódio que causou constrangimento. A quem? Sobretudo a ele próprio! Que coisa mais narcisista: vir a público pedir desculpas por um constrangimento que ele próprio causou a si mesmo.

Recuperando a concepção psicanalítica, ao narciso não importa necessariamente o que ele vê no espelho, mas sim como os outros o vêem. E, neste caso, pedir desculpas é uma forma de recolocar-se diante dos outros, mesmo sem admitir que errou!

Pedir desculpas na política, parece-me, é um artifício retórico que, aplicado às circunstâncias brasileiras onde a moral e a política se tocam de modo sui generis, se mostra bastante eficiente, ainda que se peça desculpas sem que exista algum erro.

Ou alega-se que não se sabe de nada; ou grita-se que não houve má-fé (portanto, outra forma de “não saber de nada”); ou então, pede-se uma “auto-desculpa”, a rigor vazia, mas eficaz no discurso político.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Como podes Mangueira cantar?

Mangueira teu cenário é uma beleza, que a natureza criou

No morro com seus barracões de zinco

Quando amanhece que esplendor

Todo mundo te conhece ao longe,

pelo som dos teus tamborins e o rufar do seu tambor

Chegou, a Mangueira chegou”

(Enéas Brites da Silva e Aloísio Augusto da Costa)



Hoje a escola de samba mais popular do Brasil comemora mais um aniversário. Mangueira, de tantos mestres e tantos sambas, chega aos 80 anos de fundação lutando para manter as tradições dos velhos tempos de glória.


Para os que torcem por alguma escola e até mesmo para os que não gostam de carnaval. Mangueira acaba sendo uma referência quando o assunto é desfile de escolas de samba e é sem dúvida a agremiação mais querida e lembrada do Brasil no mundo.


Mangueira de Cartola, Carlos Cachaça, Dona Zica e Dona Neuma. Figuras que já nos deixaram, mas que tem seus nomes e histórias misturadas à trajetória da escola e merecem o reconhecimento eterno pela luta em prol da Estação Primeira e do carnaval.


O carnaval há muito virou comércio e já não sustenta a mesma glória e tradições de outrora. Certamente essas figuras citadas acima não concordariam com o tipo de administração que é feita hoje em dia e talvez só sustentem prestígio porque não podem mais palpitar nas decisões da presidência. Exemplo disso é que no ano do centenário (2008) do mestre maior de Mangueira, o poeta Cartola, a escola não tenha feito o desfile em sua homenagem, optando por um enredo patrocinado por uma prefeitura do Nordeste.


Com certeza a data é pra ser lembrada e comemorada. Mas não podemos esquecer de todas as falcatruas e guerra de interesses que existem dentro da agremiação, que usa a paixão do povo em benefício de meia dúzia de espertos.


Cartola, com toda sua sabedoria, já cantava nos versos de Sala de Recepção as amarguras de um povo que além do sol, só tinham de legítimo, o amor e o orgulho por Mangueira.


“Habitada por gente simples e tão pobre

Que só tem o sol que a todos cobre

Como podes Mangueira cantar?

Pois então saiba que não desejamos mais nada

A noite, a lua prateada

Silenciosa ouve as nossas canções

Tem lá no alto o Cruzeiro, onde fazemos nossas orações

e temos orgulho de ser os primeiros campeões”




Porque essa semana tem feriadão