terça-feira, 26 de outubro de 2010

Os filmes de Setembro

Atrasado, direto d'A Lista.

Provas e Trapaças (Assassination of a High School President), 2008. Estudante metido a repórter investiga trama que envolve além de provas e trapaças, remédios controlados e sexo com colegiais, tudo debaixo do nariz do diretor Bruce Willis. Sessão da tarde total. Nota: 2 gotas.

A Estrada (The Road), 2010. Baseado no romance de Cormac McCarthy (mesmo escritor de Onde os Fracos não Têm Vez), o apocalíptico filme apresenta a saga de pai e filho num mundo devastado por sabe-se lá o quê. Juntos enfrentam solidão, fome, frio e um bando de canibais. Pesado, porém vazio. Como sempre, ótima interpretação de Viggo Mortensen. Nota: 2 gotas.

O Livro de Eli (The Book of Eli), 2010. Dizem que tem relação com A Estrada. Mais um tema apocalíptico, canibais e tal. São filmes diferentes, esse tem ação, o outro é drama, mas no frigir dos ovos gosto mais do Eli. O final tem uma sacada bem supimpa. Denzel Washington e Gary Oldman, boa dupla. Nota: 3 gotas.

Preciosa – uma história de esperança (Precious: Based on the Novel Push by Sapphire), 2009. A história é comovente, mas não envolvente. Você só assiste pra saber o que de mais errado pode dar na vida da garota – e acredite, a cada minuto a coisa fica pior. Mo’Nique (a mãe fdp) mereceu o Oscar; Gabourey Sidibe ainda bem que não! Nota: 2 gotas.

Os Substitutos (Surrogates), 2009. Trhiller sobre um futuro não muito distante onde você pode comprar um avatar (não azul) a sua imagem (ou melhorada) e guiá-lo para fazer suas tarefas diárias. Bruce Willis investiga a morte de um homem que, supostamente, não deveria sofrer nada quando seu avatar é atacado. Nesse bolodório todo, Willis tenta salvar seu casamento com a sempre bela Rosamund Pike. O final é bacana. Go Bruce! Nota: 3 gotas.

Duplicidade (Duplicity), 2009. Filme de espionagem industrial metido a engraçadinho com Julia Roberts e Clive Owen. O filme poderia ter 30 minutos a menos, mas o resultado final é divertido e a química entre os dois funciona - já de outros carnavais. Mais um filme que termina de forma batuta. Nota: 2 gotas (se fosse mais curto levaria 3).

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O 2º turno das eleições presidenciais

Pra começar a semana...

Cada vez mais enlouquecido com a NFL, o "pra começar..." dessa semana é uma homenagem ao tradicional Sunday Night Football nos EUA.

A maneira como a liga e as TV's americanas tratam as transmissões é sensacional! Só o clipe de abertura do jogo de domingo, com Faith Hill cantando o tema da NBC, é um espetáculo a parte.

A cantora country é a voz oficial do SNF desde 2007, um deleite para Everaldo Marques, narrador da ESPN que retransmite o jogo para o Brasil. Confira abaixo um dos clipes dessa temporada e hello bola!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Não tem coisa mais chata que...

... Nesse caso não é mais, e sim tão.

Se é insuportável acompanhar qualquer entrevista com a porta da Mallu Magalhães, a tal da Maria Gadú não fica longe não. Elas deveriam dar um tempo em suas turnês e fazer uma reciclagem. Aqui perto da redação tem um escola que poderia ajudar, a Pestalozzi!!!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Pra embalar o feriadão...

Essa é a que eu mais quero ver e ouvir ao vivo.



É amanhã, muthafucka!!!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pra começar a semana...

Tudo começou assim, assistindo uma reprise do extinto Top 10 EUA MTV em 1996.



E eu ficava pensando... como o cara de boné faz aquilo?

domingo, 3 de outubro de 2010

Tropa de Elite 2

O diretor José Padilha foi entrevistado pela repórter Fernanda Brambilla para o JT deste domingo sobre seu novo trabalho, Tropa de Elite - O inimigo agora é outro.

Em determinado momento, o diretor comenta sobre a proibição de filmar na Câmara dos Deputados em Brasília. Veja abaixo a reprodução desse trecho da conversa:

O fato de não poder filmar na Câmara dos Deputados, em Brasília, te chateou?

O que eu ouvi é que existe uma regra no Parlamento que proíbe filmes lá. A Sabrina Sato pode filmar lá. Um cineasta não pode. Se daqui a seis meses rodarem um filme lá, vou achar que é censura. Vou reclamar e espernear.

Então, você ficou chateado.
Fiquei um pouco chateado, sim. Mas nunca me disseram que a preocupação era com a imagem do Congresso. Isso seria burrice, porque eu posso reproduzir igual e filmar. Eu imito o que eu quiser. É que nem o deputado (Alberto Fraga, do DEM-DF) que acha que é personagem do filme. Nada a ver, só se chama Fraga...

Mas é curioso ele ter achado...
Deu o maior samba do crioulo doido em Brasília. Houve um debate no plenário, engraçado para caramba, no qual o José Genoíno disse: 'Temos que investigar esse filme. Não podemos deixá-lo achincalhar uma instituição brasileira'...

Nessa hora eu me lembro de outro filme: OLHA QUEM ESTÁ FALANDO!!!!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Brincadeira de música ou música de brinquedo?

Mais um domingo preguiçoso, pós um sábado frenético na noitada paulistana. Uma ótima oportunidade para ficar em casa embaixo das cobertas vendo filmes repetidos e futebol na TV, certo? Completamente errado.

Acordo mais cedo que o habitual, faço algumas obrigações caseiras e vou rumo a mais um show esperado há certo tempo. O lugar, Sesc Vila Mariana, a companhia, duas amigas queridas, o motivo, cheira a pão de queijo com doce de leite.

Em 1992, Belo Horizonte deu a luz à uma banda que conquistou o cenário pop/rock do Brasil. Com letras simples, melodias tocantes e sutileza nos vocais, o Pato Fu entrou em cena.

O talento do casal Fernanda Takai e John Ulhoa é inquestionável desde o início. Porém, o novo projeto da banda que conta também com Ricardo Kactus, Xande Tamietti e Lulu Camargo se superou de forma fantástica.

“Música de Brinquedo” foi lançado no último final de semana com ingressos esgotados para os três dias de apresentações. A nova “brincadeira” do grupo tem como proposta promover um show de covers e alguns sucessos da banda tocados apenas com instrumentos de brinquedo e acessórios infantis.

Guitarras, violões, bateria, baixo, sanfona, piano, xilofone, kazoo, escaleta, flauta, entre outros mini instrumentos foram genialmente comandados pelo grupo que também se utilizou de chaveiros com sons psicodélicos, bonequinhos de plástico, ursos de pelúcia falantes, todos com cara de adquiridos na 25 de Março e espalhados por uma mesa de percussão improvisada pelo músicos convidados Thiago Braga e Mariá Portugal.

Como os próprios músicos dizem no palco, “o descontrole que é a graça deste show”. Os brinquedos são imprevisíveis, podem apresentar um som diferente a cada momento ou apenas decidem não funcionar. Essa é a maior expectativa. A banda inteira está em uma brincadeira musical e torce pra que ela se “comporte” da melhor maneira possível.

As surpresas não pararam por aí. Dois simpáticos bonecos, Ziglo e Gloco, deram um tom ainda mais lúdico ao show. Manipulados pelo tradicional grupo Giramundo, os simpáticos monstrinhos tiveram participação ativa no show, tocando instrumentos, dançando e cantando.

O repertório de “Música de Brinquedo” é tão variado quanto o público ali presente. No set list encontramos canções nacionais como “Sonífera Ilha”, “Ovelha Negra” e “Primavera”, além de hits do Pato Fu como “Eu”, “Perdendo Dentes” e “Made In Japan”.

Entretanto, as músicas que mais me emocionaram foram algumas internacionais, mais precisamente a que iniciou o Bis: “Love Me Tender”, do rei imortal Elvis Presley, a qual fez meus olhos se encherem de lágrimas (confesso) através da interpretação única de Fernanda. E parecia que eu adivinhei, estava ate com uma blusa do meu ídolo.

Os outros destaques, em minha opinião, ficaram por conta do rock pesado de “Live And Let Die” do sir Paul McCartney e de “Bohemian Rhapsody” do Queen, onde John “destrói” a guitarrinha infantil e Ziglo e Groco se arriscam nos backing vocals.

Não posso deixar de frisar, porém, que o maior destaque deste momento que presenciei sem dúvida é a presença de palco de Fernanda Takai. A delicada mestiça possui uma doçura inigualável em seu tom de voz, além de uma sutileza de movimentos surpreendente. Com certeza, tanta paz e serenidade que ela transmite ao cantar desperta além de encantamento, espanto, tamanho o talento apresentado.

Como resultado, “Música de Brinquedo” trouxe uma sensação de que o lúdico, a brincadeira e a criatividade presentes na crianças pode sim ser repassada aos adultos e o melhor, por adultos.

Faixa etária: crianças de 0 a 100 anos.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Crepúsculo e Lua Nova

Sobrevivi!

Quero deixar claro que minha opinião será apenas em relação aos filmes, e não sobre a adaptação da obra de Stephenie Meyer - até porque não li os livros e nem pretendo fazê-lo (tenho muitos outros na frente).

Em Crepúsculo, acho interessante a condução do romance entre Bella e Edward. Prende até +/- os 56 minutos do filme. Depois que a garota descobre a verdade sobre o jovem, o lado misterioso e intrigante do relacionamento se perde um pouco.

Gosto da interpretação de Robert ‘Cedrico’ Pattinson, que encarna bem a sobriedade que seu personagem exige assim como a forma como conduz o namoro.

E os Cullen? Simpaticíssimos, gostei deles! Especialmente o Dr. Carlisle e a saltitante Alice.

Voltando... Depois da descoberta a história cai no melodrama (você queria o quê?). Porém, nessa hora o bicho pega, ou melhor, tenta pegar Bella. Essa açãozinha dá uma agitada no coreto.

O resultado final (para quem não conhece as minúcias do livro) não é chato nem insosso.

Mas também não é nada demais, óóóóóó, que puta filme! Nada que vá merecer, por exemplo, um pôster como tem na casa do Anderson (entreguei, haha!!).

***
Lua Nova repete a fórmula. Com a ausência do vampiro, quem entra em cena é o lobo mau – que músculos grandes você tem... é para te proteger melhor!

Achei sem novidades, sem grandes coisas em relação ao primeiro. Deve fazer a cama para o terceiro.

Notas: 4 gotas para Crepúsculo; 3 gotas para Lua Nova.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Na moda dos vampiros

Depois de tanto relutar, chegou a hora... os próximos filmes d'A Lista* são: Crepúsculo e Lua Nova.

* A Lista é assim... coloco todos os filmes dentro de um saco plástico preto de forma aleatória, vou jogando uns no meio dos outros sem olhar. Na hora de assistir eu puxo sempre o último. Coincidentemente os dois vampirescos ficaram juntos - e na cronologia certa, putz.

Fazer o que, vamos lá! Prometo que volto pra contar (se sobreviver).

terça-feira, 14 de setembro de 2010

É Proibido Fumar

Fazia tempo que eu não assistia a um bom filme nacional.

Ontem assisti É Proibido Fumar, de Anna Muylaert, com Glória Pires e Paulo Miklos.

Pois bem, ainda faz.

A história da professora de violão solitária que se envolve com seu novo vizinho não prende, é vaga, fraca demais. Arrastado e sem ritmo, os 80 e poucos minutos de filme parecem uma eternidade!

Até o que deveria ser o ápice da coisa toda (que não vou contar para não estragar a surpresa) passa despercebido e termina de forma tola.

A química entre os dois protagonistas é péssima, ou melhor, nem chega a ser péssima, pois não existe química nenhuma.

Miklos é muito chato. Estereotipado como músico – e ele como profissional deveria ter dosado os clichês. Não convence, seu talento nasceu e morreu em O Invasor.

Nem Glória Pires, que está a cara da Maria de Fátima, ajuda.

O filme só ganha brilho quando Baby (Glória) encontra sua irmã (Marisa Orth). Pena que a cena dura pouco mais de 3 minutos...

Nota: 1 gota.

Asterisco: É a minha segunda decepção com Anna Muylaert. Eu, que até ontem tentava entender Durval Discos, ganhei mais uma pulga atrás da orelha: se os dois filmes foram premiados, será que eu sou o problema?

Acho que preciso parar de fumar...

domingo, 12 de setembro de 2010

Um Crime Nada Perfeito

Hoje pela manhã assisti Um Crime Nada Perfeito (The Maiden Heist), com Christopher Walken, Morgan Freeman e William H. Macy.

A comédia conta a história de 3 vigias de um museu que tentam roubar obras de arte durante a mudança de uma exposição. E, com o perdão do trodilho, o filme não é nada perfeito! Nem as caras sempre esquisitas e o óculos a la Kill Bill de CW valem a pena.

É nessas horas que me pergunto: o que leva atores do porte de Walken e Freeman a aceitar um projeto desses? Sei lá... Dá vergonha alheia dos dois já na capa!

Se eu não tivesse apertado o play, poderia dizer tranquilamente que se tratava de um daqueles filmes bolhas da Temperatura Máxima... Meu Deus!

Nota: 1 gota.

E para embalar esse final de domingão assista Weapon of Choice de Fat Boy Slim, com ótima participação de Christopher Walken – aí sim!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Os filmes do feriado

Se existem filmes para adolescentes, também existe um nicho para a “melhor idade”. Alguém Tem Que Ceder é um desses. Filmes feitos para nossos coroas se sentirem assanhadinhos novamente (ui).

Outro filme desse naipe é Simplesmente Complicado, que assisti nesse feriadão. Com Meryl Streep, Alec Baldwin e Steve Martin.

O filme é melhor que ATQC (até porque não é preciso fazer muito esforço pra isso). Tão molenga quanto o outro, história fraca e final sem graça, o que salva é a atuação canastrona de Alec e sua pança durinha e Meryl, que convence até quando o todo não ajuda.

Steve Martin está horrível e não arranca um mero sorrisinho de canto de boca. Ah, e o trailer engana viu!!!

Nota: 2 gotas.

Assisti também Mandela, Luta Pela Liberdade. E se no outro filme o trailer engana, nesse quem passa a perna é o título. No original: Goodbye Bafana.

O aportuguesamento dá a entender que veremos uma biografia do Madiba, mas não. A história é sobre seu carcereiro, Joseph Fiennes, que acompanha o líder africano (cada um do seu lado das grades) por mais de 20 anos.

O filme é regular e, apesar da eterna cara de pedra de Fiennes, a troca de olhares é tensa e profunda, o que mostra uma relação de muito respeito.

Mandela é interpretado sem emoção por Dennis Haysbert – o 1º presidente da série 24hs.

Nota: 3 gotas.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Prêmio Multishow 2010

Estou aqui não para fazer uma resenha do Prêmio Multishow de ontem, mas sim para frisar a minha indignação perante um dos prêmios dados na edição de 2010: o de Melhor Videoclipe.

Os indicados eram Skank com "Noites de Um Verão Qualquer", Nx Zero com "Espero a Minha Vez", Banda Cine com "A Usurpadora", Pitty com "Me Adora", Marcelo D2 & Seu Jorge com "Pode Acreditar".

Antes de frisar o vencedor e o porquê da minha revolta, quero dizer que este desabafo não tem nada a ver com gosto musical (pois a maioria dessas bandas novas de "happy rock" e similares que ganharam grande parte dos prêmios me dão enjoo). Ele existiu por causa de uma grande injustiça com um clipe de outra banda já com uma história bem sucedida no Brasil.

Pois bem, os vencedores desta categoria foram os bons garotos da banda Nx Zero com o clipe de "Espero a Minha Vez". Sinceramente, também não sou fã do Skank há um bom tempo, pois ao meu ver a banda não inova e não faz nada de empolgante há muitos discos, se tornaram um exemplo de "picolé de xuxu". Mas uma coisa devo admitir: os dois últimos clipes dos mineiros "Sutilmente" e "Noites de um Verão Qualquer" são incríveis em todos os sentidos, além de muito bem produzidos e editados (confesso também que sou fã de trabalhos em Stop Motion).

O clipe do Nx Zero não é ruim, mas não chega aos pés do clipe dos veteranos de premiações nunca!

Confiram os dois, quem sabe vocês não me dão razão.

Ganhador:



Merecedor: