por Eduardo Zanardi
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Você acreditaria se eu dissesse que uma das maiores vozes da música negra americana é de uma inglesa branquela de 23 anos?!?
Amy Winehouse apareceu em 2003 com Frank, seu álbum de estréia, mas foi Back to Black (2006) que projetou a moça. O disco é muito bem produzido, com arranjos incríveis, clima old school, letras muito bem sacadas e tudo temperado com uma voz impar.
Amy lembra muito mais uma punk de boutique do que uma diva do r&b. Mas é com esse visual esquisito, e muita classe, que a magricela tatuada de Brixton (bairro jamaicano de Londres) ilustra a capa da Rolling Stone UK. A mesma matéria está na versão brasileira da revista, vale a pena conferir.
O clipe da semana, lá no rodapé, é da musica Rehab, primeiro single de Back to Black.
Amy Winehouse apareceu em 2003 com Frank, seu álbum de estréia, mas foi Back to Black (2006) que projetou a moça. O disco é muito bem produzido, com arranjos incríveis, clima old school, letras muito bem sacadas e tudo temperado com uma voz impar.
Amy lembra muito mais uma punk de boutique do que uma diva do r&b. Mas é com esse visual esquisito, e muita classe, que a magricela tatuada de Brixton (bairro jamaicano de Londres) ilustra a capa da Rolling Stone UK. A mesma matéria está na versão brasileira da revista, vale a pena conferir.
O clipe da semana, lá no rodapé, é da musica Rehab, primeiro single de Back to Black.
8 comentários:
Depois de ouvir Otis Redding fica difícil de achar que tem alguma soul nisso.
Mais um artista medíocre - não na voz, que ela tem, mas na música - que a imprensa inglesa empurra goela abaixo.
Caro anônimo, não estou querendo colocar Amy em nenhum pedestal, nem compará-la com Ella, Billie ou Aretha (looooonge disso). Não disse que ela é melhor que X ou Y, apenas indiquei o som.
Acho que devemos ter a mente aberta para o novo, para o que anda rolando de legal por aí, sem preconceitos ou julgamentos. Pesquisar e principalmente conhecer antes de atacar.
De qualquer forma, cada um com seu cada um...
E não podemos esquecer que um artista clássico, um dia, já foi um medíocre iniciante.
abs.
O que me incomoda nessa música é essa aura cool que estraga tudo. Essa vontade de fazer a música passar pela garganta feito refrigerante.
Não soa verdadeiro. Que eu saiba é disso que trata a soul music: ser verdadeiro. A música, no fim, é de boutique, como o visual. De uma boutique boa.
Bom, acho que no fim a culpa é minha: fui ouvir Amy esperando um arrepio, e nada.
Tudo bem anônimo, eu te entendo.
Tive a mesma impressão quando ouvi The Strokes pela primeira vez!
Valeu pelo comentário.
Abs.
não gostei muito das expressões "punk de boutique" ou "inglesa branquela" - parece ressoar algum tipo de discriminação e preconceito...
Caro Marcelo, quando penso em alguma cantora de soul, blues ou r&b, a imagem que me vem é de uma negra americana, bem fortinha, que canta (e encanta) em algum coral de uma velha igreja no interior do Mississipi. Não é verdade? É o esteriótipo! Então quando uma inglesa magrela e branca incorpora esse tipo, é no mínimo curioso. O comentário foi nesse sentido, nada pejorativo, pelo contrário.
Imagine então a Joss Stone - que além de tudo é loira, rs.
Abs.
Não gostei nada das expressões utilizadas no teto sobre Amy . Agradeci que da próxima vez diminui-se a descriminação ...
Cumprimentos
Maria uma fã de Amy
Cara Maria anônima, a resposta que dei acima para o Marcelo se encaixa no seu comentário. Ele também achou ofensivo os “adjetivos” com os quais descrevi Amy.
Minha intenção foi separar no imaginário dos leitores o estereotipo das clássicas cantoras americanas de black music da nossa querida inglesinha – que nem de longe se parece com a Whoopi Goldberg!
O importante é a música. Agora, magrela branquela tatuada ela é mesmo, rs.
Abs de outro fã de Amy.
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