terça-feira, 23 de outubro de 2007

Outubro agitado


Como de costume a cidade de SP é bastante agitada no mês de Outubro. Três grandes eventos, para públicos distintos, agitam ou agitaram a cidade. A Mostra de Cinema, o Tim Festival e a F-1 que ocorreu no último domingo.

Tudo cheio: bares, cinemas, trânsito ainda mais caótico.

Entre os programas interessantes não poderia deixar de comentar sobre a 31a. Mostra Internacional de Cinema. São aproximadamente 430 filmes, incluindo produções que nunca chegarão ao circuito do país. A programação prossegue até o próximo dia 01/11. Destaque nesse ano para as restropectivas de Jean-Paul Civeyrac e Claude Lelouch. Mas o filme mais comentado é o último de David Lynch, Império dos Sonhos. O diretor consagrado volta a filmar com sua principal atriz, Laura Derm, após 17 anos. Felizmente o filme entrará em cartaz logo em seguida (previsto para 02/11).

Entre os filmes nacionais, Mutum (dir. Sandra Kogut) e o novo Babenco (O Passado), são destaques.

Entre os argentinos, Pablo Trapero com seu "Nascido e Criado" é a principal pedida.

É uma maratona. Vamos ver o que a gente consegue ver. O melhor da mostra mesmo é sempre a possibilidade da surpresa diante de um filme de algum diretor desconhecido de algum país distante.
No Tim Festival, o show da Bjork é o mais aguardado.

Para acessar a programação completa basta acessar http://www2.uol.com.br/mostra/31/.

domingo, 21 de outubro de 2007

A Bahia e o axé

Na Bahia discute-se qual é a função do poder público em relação à cultura. Além do caso da Fundação Casa de Jorge Amado há uma polêmica mais interessante: envolve diretamente a axé music.
O novo governo do petista Jacques Wagner tem um secretário de Cultura que faz o papel do Pinotti na gestão Serra: um complicador nas relações com formadores de opinião.
A ascensão da axé music coincide com o período de domínio do carlismo. Esta associação tem sido usada para que o governo não incentive esses grupos musicais, "com forte conotação comercial" em detrimento das "raízes do povo baiano".
Alguns problemas graves em minha modesta opinião: quem define o que é uma "legítima manifestação popular"? E a associação entre um estilo musical e um governo (no caso o de ACM) não é uma estratégia que o próprio governo atual estaria adotando? Ou seja, ao substituir um por outro, a noção de manipulação não é a mesma? As tais raízes afrodescendentes não habitariam a musicalidade, a ginga e as demonstrações do axé? O axé não é constitutivo da identidade baiana hoje? Enfim, problemas num campo minado, o que não retira da Secretaria de Cultura local o direito de questionar patrocínios para áreas que já estão em alta na "lógica do mercado". Mas é necessário desvincular esta discussão (quem precisa de patrocínio?) da noção de "raiz popular" ou de propaganda de governos.

Sobre as mulheres

Notícias interessantes da edição da Folha deste domingo:

1- Camile Paglia, a consagrada ensaísta americana, abordou os limites do feminismo na atualidade. Para ela o feminismo desconsidera a vontade de mulheres que querem ser donas de casa e cumprir um papel que outrora era comumente aceito para elas. A militância pressupõe para si uma superioridade de ação em relação a esta atitude menos engajada.

Na afirmação de Paglia mais um convite à reflexão sobre os padrões de comportamento em sociedades plurais e dinâmicas. O que pode ser visto por alguns como refluxo do feminismo seria apenas a constatação da diversidade existente nesse ou em qualquer outro grupo.

Paglia ainda afirma que apóia Hillary Clinton à presidência, mas acha que os democratas não vencerão as eleições exatamente por "serem fracos nos temas de segurança". A impopularidade é de Bush e ele não será candidato. Constatada a ambiguidade dos opositores dos republicanos a vantagem inicial seria perdida. A conferir.

2- Um juiz do interior de Minas, na contra-mão do reconhecimento das vantagens da Lei Maria da Penha, diz que a lei é absurda. A legislação, criada para coibir a violência doméstica contra as mulheres, é uma forma de proteção inaceitável, segundo o magistrado. Numa das suas sentenças ele afirma que "a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher". Misoginia é pouco.

Recentemente tivemos um juiz questionando a relação da homossexualidade e o futebol no caso Richarlyson. Como vemos, em setores do judiciário, não há qualquer mudança no campo dos costumes e comportamentos. A famosa justiça cega, torpe e preconceituosa.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

O gato tá chegando!

Caros contadores, é com imensa satisfação que o Conta-Gotas Cotidiano anuncia a contratação de mais um profissional do blog para a sua horda. Trata-se de Bruno Silva, 26, campineiro, publicitário, fotógrafo, ponta-esquerda e corinthiano.

O rapaz foi garimpado de seu blog independente, o “Pândegos & Patuscos”, e lá de Campinas vai contribuir conosco com o Gato Morto Neles. Nessa coluna, o ilustre blogueiro elege indivíduos ou coletivos que durante a semana, por algum ato, desato, ou simplesmente pelo fato de ter nascido, merecem apanhar com gato morto até o bichano miar.

Seja muito bem vindo Bruno. E logo logo o gato desce do telhado!!!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Memória. As propagandas nos anos 50 e 60!

Dando seqüência a nossa série “Memória”, seguem duas propagandas veiculadas com freqüência no final dos anos 1950 e início da década seguinte.

O período de Juscelino Kubitschek viu aumentar consideravelmente o processo de urbanização impulsionado pelo crescimento industrial. Junto com os “produtos pesados”, os bens de consumo começaram a ser fabricados em maiores quantidades. Para vender os novos produtos, as agências de publicidade se esmeravam para divulgar as diversas marcas.

Reparem a alegria da dona de casa, satisfeita com os novos produtos Walita, num cartaz do ano de 1960. Ela “tinha tudo” e, a tomar a intenção da propaganda, despenderia menos esforços nas tarefas domésticas.

Além das “maravilhas eletroeletrônicas”, os cosméticos e produtos de beleza em geral invadiram o mercado consumidor das grandes cidades brasileiras. Propagandas do sabonete Lever, com Brigitte Bardot, cremes de todos os tipos, além, é claro, das “fórmulas para fortalecimento”.

O anúncio dos comprimidos “Vikelp” sinalizava para os novos valores estéticos, após a 2ª. Guerra Mundial.

sábado, 13 de outubro de 2007

Algumas semanas atrás...

... em Nova York, durante a 62ª Assembléia Geral da ONU:

Os quadrinhos foram retirados da série "Encontro Anual dos Donos do Mundo", de André Dahmer.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Sobre o tempo

Num dia de feriadão, a cidade vazia, com ruas e restaurantes mais calmos pude reler um texto breve de Epicuro, a Carta a Meneceu (ou Carta sobre a felicidade, Ed. Unesp).

Correndo o risco de transformar uma reflexão mais densa em um comentário que beira a auto-ajuda há um trecho que gostaria de partilhar:

"Nunca devemos nos esquecer de que o futuro não é totalmente nosso, nem totalmente não-nosso, para não sermos obrigados a esperá-lo como se estivesse por vir com toda certeza, nem nos desesperarmos como se não estivesse por vir mais".

Epicuro (341-270 a.C), nesta breve sentença, parece mais contemporâneo do que nunca. Em tempos muito próximos de nós as reflexões deterministas produziram um discurso da inevitabilidade. A idéia de que a vida é imponderável apenas reforça nossa angústia e nossa responsabilidade diante de escolhas contínuas e cotidianas.

Nada esperar não significa nada fazer. Da mesma forma, invertendo a sentença, tudo fazer - prática de um discurso utilitarista - não significa obter. No intervalo entre as duas coisas espanta-se o imobilismo, a comodidade ou o desespero que agregamos ao nosso cotidiano.

Não há catástrofes nem redenções prévias: tudo por fazer, sem qualquer forma de garantia. Eis o fardo das escolhas humanas e a beleza que torna a vida única e irrepetível.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

007 e a bond girl tupiniquim

Quando era mais jovem eu adorava o 007. Se alguém perguntasse que eu gostaria de ser quando crescer, na hora respondia: “Bond, James Bond”!

Por incrível que pareça meu 007 favorito nunca foi o Sean Connery, era o Roger Moore. Talvez porque na época em que comecei a entender alguma coisa nos filmes, suas interpretações eram as que mais apareciam na Tela Quente e Temperatura Máxima - Viva E Deixe Morrer (1973), O Homem Com A Pistola De Ouro (1974) e O Espião Que Me Amava (1977) são sensacionais.

Mas vamos deixar o agente secreto favorito de Sua Majestade de lado e falar delas, as Bond Girls! Tudo começou em 1962 com Ursula Andress. De lá pra cá, já foram mais de 70 as moçoilas que passaram pelas mãos do galã inglês, entre elas: Jacqueline Bisset, Kim Basinger, Halle Berry e Denise Richards (minha favorita).

Para a seqüência de Cassino Royale (2006), os produtores Michael G. Wilson e Barbara Broccoli comunicaram que uma das Bond Girls deverá ser interpretada por uma atriz latina. Mais específico, o diretor Marc Foster, gostaria que a candidata tivesse o ziriguidum, o telecoteco e o balacobaco brasileiro. As indicadas: Fernanda Lima e Juliana Paes.

ENQUETE NO CONTA GOTAS. Quem você gostaria de ver na telona (e nos braços de James Bond) no próximo filme, a lindíssima gaúcha ou a voluptuosa carioca? Deixe seu comentário.

Na volta do clipe da semana, lá no rodapé da página, ficamos com Garbage e o vídeo bem bacana de The World Is Not Enough, trilha de 007 - O Mundo Não É o Bastante de 1999.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Notas nordestinas

Depois da incursão ao MS estou terminando, sempre a trabalho, um giro pelo Nordeste. É sempre muito interessante acompanhar a política local pois são muito distantes das visões do eixo SP-RJ-DF.

Breves notas:

1- No Recife está sendo criado na Praia de Boa Viagem um Parque Dona Lindu. Isso mesmo: a progenitora de nosso presidente, a "mulher que nasceu analfabeta" como definiu certa vez Lula, será homenageada num dos pontos nobres da capital pernambucana.

Num comercial de jornal travestido de notícia havia a afirmação de que embora a criação do parque fosse polêmica os investidores imobiliários deveriam aproveitar um lançamento de alto padrão naquela região. Sinceramente achei a "matéria" um retrato significativo da era Lula: a elite não gosta, mas se beneficia. O povo por sua vez, parece que gosta mas não usufrui da mesma forma.

2- Os prefeitos de Recife e Fortaleza são petistas. Comentário de locais: "fazem uma boa administração, mesmo sendo petistas". Estranho como o partido que outrora fora um ponto de apoio, hoje se revela um fardo para os alcaides.

3. Comentário em Fortaleza: a prefeita Luziane Lins, a candidata que venceu a direção petista que não a queria e que foi apoiada e vitoriosa graças ao apoio de nosso amigo Noblat (rs), está apaixonada por alguém em Brasília. Dizem que tem ficado mais tempo na capital federal do que aqui no Ceará. Nem se dignou a vir receber a ministra Marta Suplicy que passou por aqui liberando verbas para reformas em pontos turísticos. Um ponto em comum entre as duas loiras: apaixonaram-se durante suas administrações.

4. Por falar em Marta eis o conteúdo de uma nota da coluna social de um matutino recifense: a "elegante ministra que veio a Pernambuco". Elogios às roupas, à simpatia e alfinetadas aos deslocamentos de helicóptero entre Recife, Porto de Galinhas e outras áreas. Nem parece a mulher do "relaxa e goza" que os paulistanos tanto recordam. Pode ser campanha, pode ser carência de celebridades por estas bandas, pode ser a simples admiração do colunista.

5. Ponto comum nas queixas locais: a violência.

6. Lugar surpreendente em Fortaleza: o Centro Cultural Dragão do Mar. Um lugar de exposições, eventos, bares, restaurantes, cinemas e lazer de qualidade para a população. Pena que as pessoas com algum poder aquisitivo e preconceito na mesma proporção afirmam que é "muito perigoso". É assim que propostas interessantes começam a morrer e as zonas centrais de grandes cidades são abandonadas e deterioradas. Tomara que o rumo do Dragão do Mar, que há vários anos constituiu-se num ponto de referência em todo Ceará, seja diferente.

7. Lula continua em alta por estas bandas. Participando de um debate no Recife também encontrei vários defensores de Chávez. Tudo bem que o venezuelando está investindo, em parceria com a Petrobras, na construção de uma refinaria, mas o sentimento do público que estava no debate se aproximava de uma reverência ao discurso anti-imperialista e pela cassação da concessão da RCTV. Queriam o mesmo com alguns canais de TV aqui.

8. O mar continua lindo, as pessoas receptivas e bem humoradas.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Primeiro Amor - Adília Lopes

PRIMEIRO AMOR

gostava muito dele
mas nunca lhe disse isso
porque a minha criada tinha-me avisados
e gostar de um rapaz
nunca lhe diga que gosta dele
se diz
ele faz pouco de si para sempre
os rapazes são maus
eu não era bela
nem sabia quem tinha pintado os Pestíferos de Java
resolvi assim escrever-lhe cartas anónimas
escrevia o rascunho num caderno pautado
não sei hoje o que escrevia
mas sei que nunca escrevi
gosto muito de ti
e depois pedia a uma rapariga muito bonita
que passasse as cartas a limpo
eu acreditava que quem tinha uns cabelos
assim loiros e a pele fina
devia ter uma letra muito melhor que a minha
agora que conto isto
vejo que deixo muitas coisas de fora
por exemplo que o meu primeiro amor
não foi este mas o Paulo
o irmão da rapariga bonita

De volta com poesia

De volta ao Conta-Gotas, depois de uma viagem pela divisa de SP e MS e uns mergulhos no Rio Paraná! Claro, tivemos também longuíssimas reuniões sobre os rumos dos blogs no Brasil.

Para a volta, selecionei um poema de Adília Lopes, cronista, poeta e tradutora de Lisboa. A recomendação de seus textos veio via internet, direto do site algumapoesia.com.br, editado por Carlos Machado.

Espero que gostem!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Ensaio sobre o capitalismo

CAPITALISMO IDEAL: Você tem duas vacas. Vende uma e compra um touro. Eles se multiplicam, e a economia cresce. Você vende o rebanho e aposenta-se, rico!

CAPITALISMO AMERICANO: Você tem duas vacas. Vende uma e força a outra a produzir leite de quatro vacas. Fica surpreso quando ela morre.

CAPITALISMO FRANCÊS: Você tem duas vacas. Entra em greve porque quer três.

CAPITALISMO CANADENSE: Você tem duas vacas. Usa o modelo do capitalismo americano. As vacas morrem. Você acusa o protecionismo brasileiro e adota medidas protecionistas para ter as três vacas do capitalismo francês.

CAPITALISMO JAPONÊS: Você tem duas vacas. Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite. Depois cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e os vende para o mundo inteiro.

CAPITALISMO ITALIANO: Você tem duas vacas. Uma delas é sua mãe, a outra é sua sogra, maledetto!!!

CAPITALISMO BRITÂNICO: Você tem duas vacas. As duas são loucas.

CAPITALISMO HOLANDÊS: Você tem duas vacas. Elas vivem juntas, não gostam de touros e tudo bem.

CAPITALISMO ALEMÃO: Você tem duas vacas. Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa. Mas o que você queria mesmo era criar porcos.
CAPITALISMO RUSSO: Você tem duas vacas. Conta-as e vê que tem cinco. Conta de novo e vê que tem 42. Conta de novo e vê que tem 12 vacas. Você para de contar e abre outra garrafa de vodca.

CAPITALISMO SUIÇO: Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua. Você cobra para guardar a vaca dos outros.

CAPITALISMO ESPANHOL: Você tem muito orgulho de ter duas vacas.

CAPITALISMO PORTUGUÊS: Você tem duas vacas. E reclama porque seu rebanho não cresce!

CAPITALISMO CHINÊS: Você tem duas vacas e 300 pessoas tirando leite delas. Você se gaba de ter pleno emprego e alta produtividade. E prende o ativista que divulgou os números.

CAPITALISMO HINDU: Você tem duas vacas. E ai de quem tocar nelas.

CAPITALISMO ARGENTINO: Você tem duas vacas. Você se esforça para ensinar as vacas mugirem em inglês. As vacas morrem. Você entrega a carne delas para o churrasco de fim de ano do FMI.

CAPITALISMO BRASILEIRO: Você tem duas vacas. Uma delas é roubada. O governo cria a CCPV- Contribuição Compulsória pela Posse de Vaca. Um fiscal vem e te autua, porque embora você tenha recolhido corretamente a CCPV, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais. A Receita Federal, por meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo, sapatos de couro, botões, presumia que você tivesse 200 vacas e para se livrar da encrenca, você dá a vaca restante para o fiscal deixar por isso mesmo.

Acima o The Wall Street Bull, uma outra visão do capitalismo.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Cansei Peidei Copiei

Aproveitando que os meus companheiros de blog estão nos tais rincões do Brasil, enchendo o latão de Xingu, eu continuo aqui, firme, com a nossa cruzada contra as injustiças sociais, econômicas, políticas, literárias, esportivas e afins. Através de textos, links, fotos e vídeos da internet, inauguramos o nosso movimento, o Copiei.

Direto do site da Faculdade Cantareira, copiamos um dos vídeos que faz parte da campanha publicitária Vestibular 2008 da instituição. O filminho que apresenta o curso de Direito foi escrito e interpretado pela Cia. Barbixas do Humor. Vale o seu click.



Não se esqueça de copiar o Conta-Gotas e divulgar para os seus amigos!

PêEsse: O importante é discutir e propagar informação.

domingo, 30 de setembro de 2007

Por trás do VMB

O VMB 2007, que aconteceu na última quinta-feira (27), é sem dúvida a festa mais bacana da música brasileira. Estou me referindo ao evento fechado que rola depois da premiação. Imaginem um bando de artistas, bonitões e gostosas, todos bêbados e chapados pra lá e pra cá. O Vale de Sidim ficaria com inveja. Infelizmente só temos acesso a monótona pré-pseudo-festa que a tv mostra.

A coisa que mais me irritou (não só nesse VMB, mas em toda a MTV ultimamente) é a distribuição gratuita de palavrões. Eu não sou nenhum puritano, pelo contrário, adoro falar palavrão. Mas tudo tem sua hora e seu momento. Ali, na frente dos flashes, a impressão que me deu é de que soltar um 'porra', um 'caralho' ou mostrar o dedo para a câmera faz do autor o maior punk revolucionário do mundo. Os discursos eram básicos: “Poooooorra, vamô fazê barulho caralhoooo, viva o rrrock n’ rrroll, vocês são foda, valeeeeeeeeu”. O que basicamente reflete a proposta da emissora e de sua audiência, em sua maioria, nos dias de hoje.

Tirando isso, mais a participação anual de respeitáveis senhores tentando dialogar com a jovem platéia (esse ano os micos foram do senador Suplicy e Paulo C. Pereio), os clássicos speeches sem graça e o NX Zero, o evento de 2007 conseguiu se salvar. Destaque para os shows de Juliette and the Licks, Sandy e Junior (é sério), o karaokê comandado pelos Forgotten Boys e claro, Daniela Cicarelli.

Na festa de verdade, pós-premiação, teve desde a ex-BBB Siri sendo ‘disputada’ pelo repórter Vesgo e o guitarrista dos Licks, até Bárbara Paz largadona em um sofá no final do pagode – e laiá!