Não foi uma reação “argentina”, mas a torcida aplaudiu o time, cantou moderadamente e quando o canto flamenguista ficou mais alto o “maloqueiro, sofredor, graças a Deus” abafou os rubro-negros.
O elenco deve perceber que 2010 não acabou. Domingo começa o Campeonato Brasileiro, onde temos condições de brigar pela ponta e depois da Copa tem a Sul-Americana. Que dá vaga pra onde?
Libertadores! Aí sim vamos disputá-la com 100 anos. Afinal, o centenário vai de 01/09/10 até 01/09/11 – perdemos essa com 99 anos.
Para isso a permanência de Mano Menezes é fundamental. E uma enxugadinha no elenco também. De resto, vamos tocando o bonde.
Ontem saí triste do Pacaembu, mas hoje acordei de boa. Foi mais um jogo.
O Pacaembu está de pé. O Corinthians não acabou. E na vitória ou na derrota eu grito forte: corintiano eu serei até a morte.
E vai Corinthians!
PêEsse: 40 minutos para atravessar a Praça Charles Miller, sitiada pela tropa de choque graças a meia-dúzia de babacas que resolveram tacar pedra na polícia. Esses imbecis saíram correndo e sobrou bomba de fumaça pro torcedor comum. Uma lástima.
Muita gente ainda me pergunta se eu fui ao show do Megadeth dia 24/04 aqui em SP.
Quero deixar uma coisa muito bem clara: eu sou fã do Metallica, portanto, o Megadeth é meu inimigo!
Perguntar para um fã do Metallica se ele iria a um show do Megadeth é a mesma coisa que perguntar para um fã da Britney se ele gosta da Christina Aguilera!!
Qual criança (de qualquer geração depois do advento da televisão ter chegado ao Brasil) que nunca acordou cedo só para assistir desenhos e programas infantis até a hora do almoço? Difícil ter respostas negativas aqui. E à tarde era quase que regra ficar de bobeira no sofá assistindo aos clássicos filmes da Sessão da Tarde.
Mas, entre esses dois períodos do dia, está a hora do almoço. E bem nesse momento as mães brigam com os filhos por eles levarem o prato de comida para a sala e continuarem assistindo à tv. Este momento permaneceu sagrado desde o ano de 1984 até hoje, quando as séries mexicanas Chapolin e o Chaves passavam um após o outro no "canal 4".
Sábado, dia 24 de abril, entrou para a história para todos os fãs confessos dos seriados idealizados por Roberto Gomez Bolaños, pois em um galpão extremamente quente da Zona Norte de São Paulo e abarrotado com cerca de 4 mil pessoas, aconteceu o 2º Festival da Boa Vizinhança, com várias atrações relacionadas ao Chaves.
Contudo, deixemos de lado a réplica do pátio da vila, os brinquedos utilizados pelos personagens, desenhos, placas, bonecos e fantasiados espalhados por aquele pavilhão do Mart Center. As estrelas do evento eram outras. Nada mais nada menos do que Carlos Villagrán, ator que "deu à luz" ao Kiko, e Edgard Vivar que interpretava o dono da vila Senhor Barriga e seu filho, Nhonho, em carne osso (respectivamente mais em bochechas do que osso, e em mais carne do que osso) estiveram ali, com toda simpatia imaginável deste mundo.
Já chegou o disco voador! Vivar foi o primeiro que subiu ao palco, fazendo com que o empurra-empurra dos fãs chegasse a ser pior do que em shows de rock. O ex-gordinho (Edgar fez a cirurgia de redução do estômago por conta de problemas de saúde) estava devidamente trajado de Senhor Barriga, e com muita animação cantou algumas músicas e conversou o tempo todo com o público.
Mais uma vez, Edgar se emocionou com uma brincadeira promovida pelo programa Pânico na Tv. Os humoristas lhe entregaram um cheque gigante com a foto de Don Ramon Valdéz ( o Seu Madruga), preenchido com o valor dos 14 meses de aluguel que o personagem eternamente lhe devia. Edgar Vivar tinha em Don Ramón seu melhor amigo, e as lágrimas sempre são inevitáveis quando em qualquer lugar, o nome do falecido ator é mencionado.
Logo após o nosso Nhonho ter se despedido, foi a vez de Carlos Villagrán entrar em cena, a princípio trajado normalmente. Chegou já todo irrequieto, sem parar de falar um minuto com o público e com os organizadores e integrantes do fã-clube oficial do Chaves no Brasil. Mas a maior surpresa veio após o ator ter saído para se trocar e retornar ao palco no famoso terninho de marinheiro "que acabou de voltar do cabelereiro" (pois é de casemira penteada). Kiko e suas bochechas de mamão macho invadem o recinto.
O menino mimado e com trejeitos inesquecíveis não para um segundo. Qualquer movimento ou palavra de quem está ao seu lado é motivo de alguma piada. Talvez seja por isso que ele seja o meu favorito.
Por falar em trejeitos, ninguém melhor que os dubladores para ajudarem a desenvolver uma personalidade mais interessante aos personagens. Foi o caso de Nelson Machado, presente no Festival junto com Cecília Lemes, voz da Chiquinha e Martha Volpiani, a velha coroca, ops, quero dizer, a Dona Florinda. O maior destaque, é claro, foi para Nelson, que dublou vários jargões do Kiko enquanto o próprio os interpretava. Foi o caso do poema "Mamãe Querida", um clássico do episódio da Festa da Boa Vizinhança, e que eu consegui gravar. De lambuja, o Kiko dançando um pouco de Michael Jackson no vídeo abaixo:
É preciso lembrar que ao contrário do que todos pensavam quando assistiam ao seriado, as bochechas do "tesouro" não são compostas por enchimento ou por uma maquiagem a mais. Villagrán nasceu com uma elasticidade maior nas maçãs do rosto, e para interpretar Kiko apenas as infla e fala com uma voz engraçada.
Entretanto, como é difícil atingir a perfeição, o evento também teve seus deslizes, e não foram poucos. Haviam bancadas com brinquedos, livros, objetos relacionados aos seriados espalhados pelo galpão de forma muito desorganizada. Creio que alguém que quisesse agir de má fé poderia ter roubado facilmente ou até danificado algum dos itens lá expostos. A sorte foi que até o momento em que eu estava lá pelo menos, nada disso tinha acontecido.
Assim como no I Festival da Boa Vizinhança, o público foi bem maior do que o esperado. Ninguém ficou de fora como na primeira edição realizada em 2005 (eu fiquei de fora dessa vez), mas o espaço estava bem restrito, fora o calor que se passava ali.
Além disso, a estrutura não foi bem organizada, ainda mais no que se refere ao palco, onde 2 telões pouco e mal utilizados atrapalharam a visão de muitas pessoas, e no mini cinema onde passariam episódios do seriado e um documentário inédito sobre Roberto Goméz Bolaños o calor era o triplo, e o som das exibições se confundiam com o som do palco.
Pelo anunciado no site do evento, a disposição das atrações pareceu bem mais atraente do que foi. Imagino o quão difícil é organizar um evento desses, e conseguir patrocínio, etc, mas com o preço que foi cobrado (R$ 25,00 antecipado e R$40,00 na porta) algo melhor poderia ter sido feito. Notou-se certa insegurança dos membros do fã-clube inclusive. Talvez eles devessem se preparar desde já para um próximo evento ainda melhor e mais aproveitado.
Devo destacar mais um momento do evento antes de finlizar o texto. Lá estava Pablo Kaschner, autor do livro "Chaves de um Sucesso", lançando sua mais nova obra: "Seu Madruga - Vila e Obra". É claro que não resisti e adquiri meu exemplar, e mesmo antes de ler já me encantei pela diagramação, pelas ilustrações e pela capa. Depois que eu "devorá-lo", conto para vocês como é.
Agora, devo colocar minha emoção em pauta. Acho sempre importante transmitir uma pitada de sentimento em tudo que fazemos, incluindo textos informativos, então lá vai. Eu me emocionei, chorei, ri, me encantei. Tudo porque realizei o sonho de ter visto de perto um dos meus maiores ídolos, o Carlos Villagrán. E melhor do que isso, é saber que as pessoas ainda valorizam e exaltam a inocência e o riso sem apelações de um programa como o Chaves. Fiquei muito contente de poder presenciar tanta alegria assim, e ali tive a certeza de que o melhor da minha infância eu guardei comigo e tive a oportunidade de dividir ali, com cada pessoa que se sentiu da mesma forma que eu.
Mais um sábado quente e uma grande distância da linha ferroviária a vencer, se bem que na companhia de amigos tudo é válido, ainda mais pelo motivo destes suplícios que acabam se tornando sempre alvo de várias piadas.
Enfim, hoje o suspense está escasso, e logo de cara revelo que o meu destino de ontem foi o Credicard Hall, mais precisamente para me deleitar ao som de uma banda que marca minha vida até hoje. Estou falando do trio britânico Placebo, que veio pela terceira vez ao Brasil (não consegui assistir aos shows anteriores nem em 2005 nem em 2007) para a turnê de lançamento do seu sexto CD, o Batlle For The Sun (2009).
As filas não estavam tão grandes, o público estimado foi de 4 mil pessoas, o que fez com que o Credicard Hall estivesse com mais ou menos metade de sua lotação. Devo dizer que, graças a um amigo consegui ficar na ponta da fila, o que me permitiu assistir o show na grade da pista. Infelizmente, havia a pista premium à minha frente, tirando um pouco do "encanto" da grade, mas mesmo assim estava em posição privilegiada.
Antes do esperado espetáculo, sempre vem a banda de abertura, geralmente não muito conhecida e muito menos ovacionada pelo público que anseia por seus ídolos, e não por uma "bandinha qualquer". Ontem foi o caso da Superdose dar a cara a tapa, e sinceramente, não achei que eles mereciam a rejeição da platéia. Os paulistanos acompanharam a turnê do Placebo pelo Brasil, e apesar de ter um estilo bem distinto da banda principal, tem grande qualidade musical. O vocalista é bem seguro de si, e consegue atingir ótimos tons sem desapontar (além de ele lembrar muito o Liam Gallagher do Oasis). Lembra um estilo meio mod, se assemelhando com a banda gaúcha Cachorro Grande, mas ainda podendo ser melhor do que isso. Acho que todos, principalmente o público, devem dar um grande valor às bandas de abertura, principalmente as que não tem seu prestígio, pois sua banda preferida também já ocupou este posto (até o próprio Placebo, que no início abriu vários shows para o David Bowie, já imaginaram a responsabilidade?).
Então, às 22:00 hrs pontualmente, o baterista Steve Forrest e sua "camisa" de tatuagens, o baixista Stefan Olsdal e seu terno listrado com ombreiras, e o guitarrista e vocalista Brian Molko com menos maquiagem mas com o mesmo olhar de clareza profunda e melancólica sobem ao palco. O show foi aberto com "For What It's Worth" arrepiando e emocionando os fãs logo de cara.
O set list composto por 20 músicas, das quais 9 eram do Batlle For The Sun estava quase impecável. Digo quase porque senti falta de alguns hits como "Pure Morning", "Come Home", "Protect Me From What I Want" e "Because I Want You" (não tão hit, mas minha favorita). E achei interessante que o maior sucesso da banda, "Every you, Every Me" tenha começado com um arranjo diferente e não tenha empolgado tanto a platéia quanto "Special K" e "The Bitter End".
Durante o show várias projeções no telão ajudaram a criar o clima da apresentação, e um destaque a parte foi a tecladista e violinista Fiona Brice. A linda moça da banda de apoio deu um show a parte, principalmente em cada vez que tocava seu violino elétrico branco. Esse detalhe deu um tempero a mais, isso é fato!
Apesar de terem deixado um pouco de lado toda a androginia característica dos seus 16 anos de existência, o Placebo e as letras com temas doentios e pessimistas de Molko ainda são merecedoras de destaque, principalmente para os fãs de um estilo mais gótico e sombrio semelhante so de muitas bandas dos anos 80 misturado com distorções bem feitas que proporcionam um ritmo contagiante.
Infelizmente, também devo fazer minhas ressalvas quanto à apresentação de ontem, pois apesar de ser fã, o senso crítico vem sempre em primeiro lugar. Eu esperava muito mais da presença de palco, principalmente do Brian Molko, que por ironia foi o que menos interagiu com o público. Já Forrest estava sempre animado, e já estava imaginando ele levantando e tocando bateria em pé, tamanha a empolgação do baterista que entrou para a banda em 2008. Olsdal já era um destaque por sua roupa e por sua magreza. Molko, se for questão de maquiagem, volte a se emperequetar fazendo o favor!
Como o Placebo não é uma banda que está em evidência nas mídias mais populares, abaixo colocarei o set list do grupo para os que aqui entram e ainda não conhecem o trabalho deles. Vale ressaltar também que o trio já compôs algumas músicas para trilhas sonoras de filmes mais lado B, como "Every You, Every Me" em "Segundas Intenções", "Protect Me From What I Want", em "Aos Treze", "Meds" em "Requiem Para Um Sonho", dentre outros. Vamos ao set:
For What it's Worth Ashtray Heart Battle for the Sun Soul Mates Speak in Tongues Following the Cops Back Home Every You Every Me Special Needs Breathe Underwater Julien The Neverending Why Bright Lights Devil in the Details Meds Song to Say Goodbye Special K The Bitter End
Bis: Trigger Happy Infra-Red Taste in Men
Acho válido também mostrar um pouco mais da banda no clipe de uma das músicas que não tocaram. Com vocês, "Pure Morning":
Nota: fotos pelo meu amigo Bruno "Candyman"
Nota adicional: alguém foi no show do Social Distortion ontem no Via Funchal para nos contar como foi? Nessas horas queria me dividir em duas!
Segundo o Rubem Fonseca, no romance O doente Molière (São Paulo, Companhia das Letras, 2000).
Comecei beijando as partes do corpo de Armande deixadas à mostra pelo vestido. Inicialmente um beijo delicado no rosto, depois na boca. Ela retirou a minha peruca e afagou-me a cabeça; senti a delicadeza dos seus dedos na minha pele; não era raro homens da minha categoria, obrigados a usar peruca constantemente, rasparem a cabeça. Fiz com que ficasse em pé ao lado da cama e, lentamente, sem pressa, tirei peça por peça do seu vestido, e cada parte do corpo revelada era beijada de leve por mim. Eram três saias internas que Armande usava, e sobre elas uma outra saia, com um enchimento que alterava-lhe os quadris e lhe dava mais amplitude atrás, o que na verdade nada acrescentava à sua beleza.
Armande sempre se excitava ao notar o forte desejo que o seu corpo perfeito me causava, saber-se bela e ser desejada lhe dava um grande prazer. Depois de desnudá-la, deitei-a de bruços na cama e beijei suas costas començando na nuca, depois as omoplatas, e fui descendo até encontrar as duas partes redondas e firmes das suas nádegas, que afastei, abrindo caminho para minha língua. Depois virei-a de frente e lambi-lhe o pescoço, as axilas, os seios, a barriga, e finalmente detive-me no delicado estojo cercado de pêlos escuros, que ressumava um deleitável néctar. Fizemos amor lentamente, nossos corpos em perfeita harmonia quando parados, quando em movimento, alternando força e suavidade, deixando que os prazeres mais inefáveis invadissem sutilmente nossos corpos, conscientes de que o gozo era apenas um aspecto de fruição física dos amantes, um paroxismo que podia, e às vezes devia, ser adiado ou mesmo evitado.
Conhecia alguns, digamos, sinônimos, mas “estojo cercado de pêlos escuros” é, de longe, a mais escolar das definições!
Dúvida cruel: será que já beijei, algum dia, uma omoplata?
Dia sim e dia também saem notícias sobre os problemas do Morumbi para ser aprovado pela FIFA como estádio da abertura e de uma das semifinais da Copa do Mundo de 2014.
Os problemas parecem realmente existir, no entanto, o que vem incomodando é a atenção exagerada à situação de um dos melhores estádios do país. A aparente falta de problemas das outras sedes é, em minha opinião, mais preocupante, por sinalizar a absoluta falta de ação faltando quatro anos para o torneio.
Fica a impressão de que as críticas ao Morumbi são convenientes inclusive para a própria CBF, que aproveita para incomodar o São Paulo (com quem tem relações tumultuadas) e se exime de maiores explicações sobre as outras obras, que, certamente, receberão uma quantia muito maior de verbas públicas.
Outro dia encontrei com a Naty na praça de alimentação aqui do complexo de comunicação FDB/CGC e começamos a prosear sobre bandas de meninas. Perguntei se ela gosta de The Donnas e sim, ela gosta de The Donnas. Eu também acho legal, mas algo na música das californianas de Palo Alto me faz lembrar o filme Sexta-feira Muito Louca (que passou ontem), com Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis. Ou seja, é aquele tipo som chiclete, meio glam meio punk, feito por adolescentes revoltadinhos da Disney, manja? Detalhe: as Donnas estão na trilha do tal filme... Não é a toa!
Mas por que as Donnas são legais? Não sei, talvez seja pela pose das girrrls – e também não sei se são apenas caras e bocas ou se elas acham que são más mesmo; talvez seja pelo hard rock divertido (ou ‘punkeado’, como diria Fernandossauro Vieira) e despretensioso, apesar de repetitivo; ou talvez seja pela pegada da guitarrista Allison ‘Donna R’ Robertson e seus biquinhos... Ah, isso certamente é!!
Na volta do Clipe da Semana, em homenagem à Tela Quente, ao meu amigo Fernando e a todas as donnas roqueiras do mundo, Take It Off. Confira o vídeo no box ao lado ou clique aqui.
No último sábado, 10 de abril, o programa Legendários encabeçado pelo apresentador, produtor, criador e outros "or's" Marcos Mion deu o ar de sua graça na TV Record.
Mion recrutou personalidades de peso (não é uma piadinha para o João Gordo, eu juro) para acompanhá-lo ao decorrer do programa, os quais já foram seus companheiros de trabalho em sua ex-patroa MTV. Dentre eles estão Mionzinho, os ex-Hermes & Renato, e João Gordo. Além destes rostos já conhecidos, completam o time dos Legendários: Gui Pádua, Marcelo Marrom, Elcio Coronato, Jacke Khury, Felipe Solari e Miá Mello.
O programa apresentado ao vivo já estava sendo comentado nas grandes mídias há algumas semanas, principalmente questionando se o punk desbocado João Gordo iria poder soltar alguns palavrões no horário nobre de uma tv propriedade de evangélicos. Pois bem, até levaram esta discussão ao ar com o humor, e ainda "presentearam" o vocalista do Ratos de Porão com o Homem Biiiiiiip, para o caso de ele soltar algum palavrão. E não deu muito certo, acabou escapando do mesmo jeito.
A matéria de João Gordo iniciou o programa com um tema até interessante (a arrecadação de dinheiro mediante as multas no trânsito da cidade de São Paulo), onde até o prefeito Gilberto Kassab foi abordado. Molde do CQC, é evidente, e com um saldo final a desejar, principalmente no que se refere ao João, que pelo visto terá um espaço irrisório no programa. Conhecendo a personalidade do mesmo, duvido que ele continue lá por muito tempo.
Ao meu ver, apenas dois momentos do programa trouxeram boas abordagens, a matéria sobre meio ambiente de Felipe Solari, que ainda teve "atrativos" com mulheres seminuas durante a matéria (desnecessário), mas com um apelo inteligente, e a reportagem de Elcio Coronato sobre preconceito, promovendo vários testes com pessoas comuns em vários ambientes. Mas também não trouxe nada muito inovador.
Outra parte dos Legendários que chamou minha atenção, talvez não por sua extrema qualidade, mas por motivos pessoais foi a paródia do Shop Tour com os ex-Hermes & Renato. Eles ainda não retomaram a velha forma, mas ainda acredito que eles consigam, se assim permitirem. Estranho vai ser quando escolherem outro nome para eles.
Quadros menores como o antigo "micon" sempre me agradaram desde a MTV, e o formato pelo menos permaneceu o mesmo, e Mion sabe levá-lo como ninguém.
Já a matéria de Gui Pádua é interessante pela adrenalina do famoso paraquedista, que já quebrou vários recordes mundiais e é conhecido por seus saltos proibidos. Porém, não consegui ainda julgar se coube no formato do programa, ainda tive a impressão de que ela ficou muito deslocada, e me fez pensar nos próximos saltos.
Agora, o pior quadro de humor sem sombra de dúvidas, não só deste programa mas me arrisco a dizer, da televisão aberta brasileira foi de Miá Mello, que deu vida à apresentadora Teena. Sem sentindo, sem graça, sem conteúdo, só é irritante, e penso que Chitãozinho e Xororó se arrependeram de participar deste momento. Ainda mais com os gritos de doer da humorista.
O segundo quadro mais fraco foi o da gostosona Jaque Khury. Nele, perguntas "polêmicas" são levantadas e tentam ser explicadas. Ontem a escolhida foi "qual música é mais brochante"? Bom, para os homens este momento vale a pena, já que todo o material de Jaque foi exibido, mas tanto sua interpretação como as explicações dos profissionais foram muito fracas. Vale um pouco pelas caretas do Mionzinho, que aliás faz o mesmo trabalho de sombra do Mion de sempre.
Por último, Marcelo Marrom irá encarar um anti-herói, o Super Tição. No programa de ontem ele apenas foi apresentado, mas promete ser mais um personagem repetitivo do herói brasileiro que sofre com as injustiças típicas do nosso país. E o antigo Anão Tosco está de volta com o papel de Nestor, escudeiro de Super-Tição.
Como balanço final eu daria uma nota 6,5 para o programa, mais pela produção, cenário e figurino. Fizeram muito barulho por algo que não tem um grande diferencial mediante outros programas de formato similar, como o CQC e o Pânico. Além da música de abertura do Charlie Brown Jr., mais uma das enjoativas composições de Chorão que falam sempre as mesmas coisas, com o mesmo ritmo e os mesmos trejeitos de sempre.
Particularmente, eu não duvido do talento de Marcos Mion e seu modo de apresentar, além do que a maioria de seus programas sempre estiveram na minha tv, mas o primeiro Legendários se apresentou como tedioso, enjoativo e nada criativo.
Além disso, falar palavrão não pode, mas um monte de mulher quase pelada esfregando a bunda e os peitos na tela sim. Falso moralismo de sempre.