segunda-feira, 17 de maio de 2010

Antes tarde do que nunca!

Após quase um mês sem dar as caras na redação, num misto de falta de tempo e de inspiração, cá estou eu de volta.

Muita coisa foi manchete, e certamente as mais marcantes foram a eliminação precoce do Timão da Libertadores e a convocação manjada do Dunga para a Copa.

Apesar da opinião tardia, aqui vão meus pitacos:

Quanto ao Corinthians, uma pena. Ainda mais ter sido eliminado pelo Flamengo, num regulamento questionável. É a sina corintiana, e menos mal que apesar de protestos isolados, não houve a revolução que se esperava.

Quanto a convocação, quero deixar registrado que não torcerei pelo Brasil nesta Copa (e já repito isso há algum tempo). E deixo claro que não é por não gostar do meu país, é justamente o contrário.

Já não dá mais pra agüentar os desmandos do Ricardo Teixeira, até quando?

Um Dunga medíocre, apesar de vencedor, mas e daí? Ele pode ser coerente, pode ser o que for, mas mudar de opinião não é nenhum pecado.

É certo que seleção e convocação nunca serão unanimidades, mas do jeito que está, fica muito difícil. Mas, enfim... teremos um país comovido, os famosos patriotas de ocasião, serão dias de churrascos e cervejadas no país do carnaval.

E se realmente existe esquema em Copa do Mundo, pela lógica essa o Brasil não leva. Prefiro não acreditar nisso, mas vai saber...

É isso, vou voltando aos poucos, torcendo para a inspiração rondar de vez em quando!

PêEsse: Meu palpite para a Copa é o seguinte: O título fica entre Argentina ou Espanha; o Brasil ganha da Coréia, empata com Costa do Marfim, perde de Portugal e é eliminado na primeira fase pelo saldo de gols.

3*11=?

Lá pelos idos de 96/97 (quando o Fábio era roqueiro) um videoclipe que passava de hora em hora no Canal 21 chamou a minha atenção. O vídeo mostra uma banda tocando em um fundo prateado, com imagens distorcidas e um japonês com pinta de lutador de sumo sentadão na posição de lótus... Alguém do 1ºE se arrisca a dizer que clipe é esse?

Esse é o clipe da música Down, o mais famoso do Canal 21 e também do 311 – banda de Omaha (NE - EUA) formada em 1990. Bem conhecida e respeitada por lá, mas pouco divulgada aqui no BR.

O som do Three Eleven pode ser definido como funkcore (estilo que bombou no início dos 90) graças a mistura de ritmos, mas o que mais chama a atenção no som dos caras é a forte influência de reggae, por isso costumo dizer que eles são a única banda de “reggaecore” que eu conheço.

Uma curiosidade, quando o 311 estourou em 1995 surgiram boatos de que a grafia do nome era uma apologia a Ku Klux Klan – o K é a 11ª letra do alfabeto, multiplicada por 3 = KKK.

Quiz do CGC: o boato é verdadeiro ou não?

Em quase 20 anos de banda são 9 álbuns de estúdio, 3 coletâneas, 1 ao vivo e 3 DVDs – tudo isso com essa mesma formação acima. Vale a pena uma passadinha no site da banda, recheado de material.

O último trabalho deles é de 2009, chamado Uplifter. E é desse álbum que vem o Clipe da Semana. Hey You é o primeiro single e mostra bem essa mistura de rock e reggae do 311.

domingo, 16 de maio de 2010

Enquete - Resolução da tela

Nova enquete no ar.

Qual a Resolução de Tela que você usa em seu computador?

Os opções estão do seu lado direito >>>

Para Outras respostas, utilize os comentários.

Ajude o CGC a construir um mundo melhor (?).

Obrigado.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Envelheço na (so)ci(e)dade

No meu comentário sobre o filme Alice no País das Maravilhas do texto Cortem a Cabeça!, quando comento que:

“Burton tenta fazer com o público a mesma coisa que fez com Alice, resgatar sua alma sonhadora, sua magia, despertar novamente o espírito aventureiro e libertário que ao longo dos anos aprisionamos graças a corrupção da sociedade – no caso de Alice, a aristocracia podre inglesa – e as preocupações com o status quo que o envelhecimento nos faz manter”.

Se você não entendeu o que eu quis dizer, Calvin (abaixo) explica melhor...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Pérola do anão

Nesse período de dias das mães, uma das mais ofendidas deve ser a Dona Maria. Além de ser mãe do Dunga, ela é professora de História e teve que ouvir esta pérola de seu filho durante a entrevista coletiva feita após a convocação da seleção da Copa do Mundo:

"Eu não vivi a escravidão e a Ditadura, não dá para saber se foi bom ou ruim"

E por falar em propaganda...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

"Sereias" da Vila deixam Beyoncé com inveja

Trocadilhos e rivalidades futebolísticas a parte, achei meio bizarrinha essa nova propaganda da Seara:


Pra começar a semana...

Uma homenagem tardia a todas as mamães do mundo, em especial às contadoras de gotas que nos visitam por aqui.

"Deus não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo.
Por isso ele fez as mães".
Ditado judaico tirado da coluna de Felipe Machado no JT de 09/05/2010.

Beijo Dnª Valy!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Cortem a cabeça!

Posso garantir que qualquer pessoa que aprecia a 7ª arte observa tudo em torno das produções cinematográficas, desde quando surge a idéia para um novo filme até durante a produção do mesmo.

Além disso, todo cinéfilo possui suas figuras favoritas no meio. Diretores, atores, produtores, etc., sempre conquistam os corações de quem baba nas grandes telas.

Eu, como uma mera iniciante neste meio (pois ainda me falta muito estudo para me julgar como cinéfila), desde pequena me encanto com os filmes de um certo diretor conhecido como um dos mais excêntricos e lunáticos. Com estas duas últimas descrições não fica difícil notar que falo de Tim Burton.

A mais recente obra de Burton foi tida como o mais esperado lançamento de 2010, além de ter batido recordes de bilheteria pelo mundo ultrapassando até o aclado Avatar. Aqui no Brasil, “Alice no País das Maravilhas” estreiou há duas semanas atrás, no dia 23 de abril.


Desde 2008 acompanho passo a passo o nascimento deste filme, o qual tinha como principal objetivo a releitura do livro de mesmo título, do autor inglês Lewis Carroll.

Bem antes da estréia da versão de Tim Burton, “devorei” o livro e sua continuação (“Alice No País do Espelho”),pois só havia me deparado com a loirinha de 7 anos de idade ao assistir a versão em desenho da Disney e em uma peça de teatro quando eu tinha mais ou menos a idade de Alice nos livros.

Ok. Está tudo correndo bem,as primeiras informações sobre o elenco apareceram (nada de novidades espantosas, pois Johnny Depp, Helena Bohan Carter e Christopher Lee mais uma vez o integra), as primeiras fotos surgem e deixam todos de boca aberta pelo figurino e pela maquiagem. A empolgação aumentava a cada dia junto com a minha ansiedade pela estréia.

Enfim chegada a hora. Dois torturantes dias após a estréia,consegui ingressos e o coração já não cabia mais no peito. Exagerada eu? Admito que sim, principalmente no que diz respeito ao Tim e ao Johnny Depp.

Lugares bons, óculos 3D já no rosto, os traillers começam. Detalhe, foi minha primeira vez em um cinema 3D, imaginem a farra da criança aqui querendo pegar os bichinhos no ar e se assustando com movimentos bruscos dos personagens a todo instante!

Ah! Então começa o filme e meu sorriso já vai de orelha a orelha antecipadamente, tamanha a alegria em assistir a mais uma obra prima de quem, para mim, é o melhor diretor e produtor de cinema que existe até o momento.

Mas, esperem aí. Terminou o filme. E aí? Pairou um vazio no ar e alguns buracos maiores do que Alice entrou ficaram claramente expostos ao decorrer da trama.

Como já havia sido anunciado, Tim Burton criaria uma versão diferente da original de Lewis Carroll. Até aí tudo certo.

Porém, podemos dizer que nesta “3ª história” que não espantaria se o próprio Carrol a tivesse escrito, o roteiro se apresentou pobre, sem muitas complicações, tensões e reviravoltas, o que é atípico do misterioso e lunático diretor e da obra original, repleta de enigmas e poesia.

A personagem principal interpretada por Mia Wasikowska (saúde!), acabou por se apresentar sem expressão tampouco sentimento. Muito do encanto de Alice, a menininha que passou por experiências lúdicas e conflitos existenciais na infância, foi tirado a partir do desempenho apático de Mia.


Com 19 anos, a já adulta Alice que fugiu de um noivado,foi ofuscada por Johnny Depp e seu Chapeleiro Maluco, e por Helena Bohan Carter e sua Rainha Vermelha de cabeça avantajada.

Depp, na verdade, se tornou o maior herói da trama. Com maquiagem extremamente colorida e olhos um tanto quanto psicóticos, seu personagem ganhou prestígio desde o início, tendo destaque até nos materiais de divulgaçãos e nos créditos. Felizmente, no longa metragem sua atuação não decepcionou em nada.


A senhora Burton e sua crise existencial mediante um crânio de proporções enormes surpreendeu,e como Tim gosta de finais mais extravagantes, o destino da vilã poderia ter sido mais original. Mesmo assim,a atriz soube conduzir o papel e provou que não está ali só por ser casada com quem realmente manda. Aliás, seu marido poderia ter abusado do principal bordão da personagem original. O “cortem-lhe a cabeça” apareceu poucas vezes.

Falando em usar bordões, onde foi parar o exaustivo porém característico “tô atrasado! Tô atrasado!” do medroso Coelho Branco? Mais um que vai pra lista de pecados.

Outra crítica vai para os trejeitos da Rainha Branca interpretada por Anne Hathaway. Cada movimento da bondosa e pálida era acompanhado de danças flutuantes que, no bom português , encheram a paciência. Sinceramente, foi só para isso que o personagem serviu, pois o que era pra ser uma mulher graciosa e deslumbrante se tornou alguém insoso.

Chesire Cat, o risonho peludo de olhos verdes, teve seus méritos. O felino fofinho e sagaz chamou atenção por sua sagacidade e por sua capacidade em escapar de confusões. Mesmo assim, o bichano de sorriso amarelo e por vezes psicótico poderia ter ganho um destaque maior.

As surpresas do filme foram os gêmeos Twedledee e Twedledum, que só com suas expressões e seus corpinhos roliços já arrancavam gargalhadas do cinema inteiro, assim como a Lebre de Março, totalmente insandecida jogando e quebrando coisas por onde passa.


Uma das principais cenas do filme foi a Batalha do Tabuleiro de Xadrez, onde faltou aquela tensão para quem sabe surpreender no fim. Que os mocinhos geralmente ganham todos sabem, mas dessa vez tudo ficou muito fácil. Também era o momento para um possível embate entre o “fiel” Valete de Copas da Rainha Vermelha e o Chapeleiro Maluco, coisa que não aconteceu. Alice também não teve muito trabalho para derrotar o imenso dragão com a voz de Christopher Lee. Uma menina, de 19 anos, que nunca sequer havia tocado em uma espada, matou a fera de uma maneira muito fácil e sem sair com nenhum arranhão.

Para finalizar esta crítica, devo ressaltar que os efeitos visuais e a trilha sonora instrumental de Danny Elfman estão impecáveis, e só por isso pode-se dizer que o filme deve sim ser visto e que cada centavo gasto no ingresso do cinema 3D é compensado na sala do cinema. Contudo não deve-se criar expectativas quanto ao enredo, que se tornou banal e um pouco desinteressante por sua falta de detalhes e de simbolismos.

Mesmo assim, não cortem a cabeça de Tim Burton, apenas assistam Alice no País das Maravilhas preparados de uma forma que eu não estava.

PêEsse: para ver o filme, fui pela primeira vez ao cinema Marabá. O local fica próximo à Praça da República, e foi reformado e reinaugurado no fim de 2009. A estrutura antiga foi preservada, dando um ar clássico ao ambiente com vigas, piso, lustres e portas antigas. O melhor é que as salas da Playarte são extremamente confortáveis, amplas e inclinadas na medida certa. Vale a pena conferir!

E o que muitos esperavam não aconteceu...

O Pacaembu não ruiu!

Não foi uma reação “argentina”, mas a torcida aplaudiu o time, cantou moderadamente e quando o canto flamenguista ficou mais alto o “maloqueiro, sofredor, graças a Deus” abafou os rubro-negros.

O elenco deve perceber que 2010 não acabou. Domingo começa o Campeonato Brasileiro, onde temos condições de brigar pela ponta e depois da Copa tem a Sul-Americana. Que dá vaga pra onde?

Libertadores! Aí sim vamos disputá-la com 100 anos. Afinal, o centenário vai de 01/09/10 até 01/09/11 – perdemos essa com 99 anos.

Para isso a permanência de Mano Menezes é fundamental. E uma enxugadinha no elenco também. De resto, vamos tocando o bonde.

Ontem saí triste do Pacaembu, mas hoje acordei de boa. Foi mais um jogo.

O Pacaembu está de pé. O Corinthians não acabou. E na vitória ou na derrota eu grito forte: corintiano eu serei até a morte.

E vai Corinthians!

PêEsse: 40 minutos para atravessar a Praça Charles Miller, sitiada pela tropa de choque graças a meia-dúzia de babacas que resolveram tacar pedra na polícia. Esses imbecis saíram correndo e sobrou bomba de fumaça pro torcedor comum. Uma lástima.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Inimigos declarados

Muita gente ainda me pergunta se eu fui ao show do Megadeth dia 24/04 aqui em SP.

Quero deixar uma coisa muito bem clara: eu sou fã do Metallica, portanto, o Megadeth é meu inimigo!

Perguntar para um fã do Metallica se ele iria a um show do Megadeth é a mesma coisa que perguntar para um fã da Britney se ele gosta da Christina Aguilera!!

Não rola, é treta na certa!!

sábado, 1 de maio de 2010

Porque hoje é sábado...


Ninguém merece...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A verdade nua e crua III

By CGC

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Foi sem querer querendo!

Qual criança (de qualquer geração depois do advento da televisão ter chegado ao Brasil) que nunca acordou cedo só para assistir desenhos e programas infantis até a hora do almoço? Difícil ter respostas negativas aqui. E à tarde era quase que regra ficar de bobeira no sofá assistindo aos clássicos filmes da Sessão da Tarde.

Mas, entre esses dois períodos do dia, está a hora do almoço. E bem nesse momento as mães brigam com os filhos por eles levarem o prato de comida para a sala e continuarem assistindo à tv. Este momento permaneceu sagrado desde o ano de 1984 até hoje, quando as séries mexicanas Chapolin e o Chaves passavam um após o outro no "canal 4".

Sábado, dia 24 de abril, entrou para a história para todos os fãs confessos dos seriados idealizados por Roberto Gomez Bolaños, pois em um galpão extremamente quente da Zona Norte de São Paulo e abarrotado com cerca de 4 mil pessoas, aconteceu o 2º Festival da Boa Vizinhança, com várias atrações relacionadas ao Chaves.


Contudo, deixemos de lado a réplica do pátio da vila, os brinquedos utilizados pelos personagens, desenhos, placas, bonecos e fantasiados espalhados por aquele pavilhão do Mart Center. As estrelas do evento eram outras. Nada mais nada menos do que Carlos Villagrán, ator que "deu à luz" ao Kiko, e Edgard Vivar que interpretava o dono da vila Senhor Barriga e seu filho, Nhonho, em carne osso (respectivamente mais em bochechas do que osso, e em mais carne do que osso) estiveram ali, com toda simpatia imaginável deste mundo.

Já chegou o disco voador! Vivar foi o primeiro que subiu ao palco, fazendo com que o empurra-empurra dos fãs chegasse a ser pior do que em shows de rock. O ex-gordinho (Edgar fez a cirurgia de redução do estômago por conta de problemas de saúde) estava devidamente trajado de Senhor Barriga, e com muita animação cantou algumas músicas e conversou o tempo todo com o público.


Mais uma vez, Edgar se emocionou com uma brincadeira promovida pelo programa Pânico na Tv. Os humoristas lhe entregaram um cheque gigante com a foto de Don Ramon Valdéz ( o Seu Madruga), preenchido com o valor dos 14 meses de aluguel que o personagem eternamente lhe devia. Edgar Vivar tinha em Don Ramón seu melhor amigo, e as lágrimas sempre são inevitáveis quando em qualquer lugar, o nome do falecido ator é mencionado.

Logo após o nosso Nhonho ter se despedido, foi a vez de Carlos Villagrán entrar em cena, a princípio trajado normalmente. Chegou já todo irrequieto, sem parar de falar um minuto com o público e com os organizadores e integrantes do fã-clube oficial do Chaves no Brasil. Mas a maior surpresa veio após o ator ter saído para se trocar e retornar ao palco no famoso terninho de marinheiro "que acabou de voltar do cabelereiro" (pois é de casemira penteada). Kiko e suas bochechas de mamão macho invadem o recinto.


O menino mimado e com trejeitos inesquecíveis não para um segundo. Qualquer movimento ou palavra de quem está ao seu lado é motivo de alguma piada. Talvez seja por isso que ele seja o meu favorito.

Por falar em trejeitos, ninguém melhor que os dubladores para ajudarem a desenvolver uma personalidade mais interessante aos personagens. Foi o caso de Nelson Machado, presente no Festival junto com Cecília Lemes, voz da Chiquinha e Martha Volpiani, a velha coroca, ops, quero dizer, a Dona Florinda. O maior destaque, é claro, foi para Nelson, que dublou vários jargões do Kiko enquanto o próprio os interpretava. Foi o caso do poema "Mamãe Querida", um clássico do episódio da Festa da Boa Vizinhança, e que eu consegui gravar. De lambuja, o Kiko dançando um pouco de Michael Jackson no vídeo abaixo:



É preciso lembrar que ao contrário do que todos pensavam quando assistiam ao seriado, as bochechas do "tesouro" não são compostas por enchimento ou por uma maquiagem a mais. Villagrán nasceu com uma elasticidade maior nas maçãs do rosto, e para interpretar Kiko apenas as infla e fala com uma voz engraçada.

Entretanto, como é difícil atingir a perfeição, o evento também teve seus deslizes, e não foram poucos. Haviam bancadas com brinquedos, livros, objetos relacionados aos seriados espalhados pelo galpão de forma muito desorganizada. Creio que alguém que quisesse agir de má fé poderia ter roubado facilmente ou até danificado algum dos itens lá expostos. A sorte foi que até o momento em que eu estava lá pelo menos, nada disso tinha acontecido.

Assim como no I Festival da Boa Vizinhança, o público foi bem maior do que o esperado. Ninguém ficou de fora como na primeira edição realizada em 2005 (eu fiquei de fora dessa vez), mas o espaço estava bem restrito, fora o calor que se passava ali.


Além disso, a estrutura não foi bem organizada, ainda mais no que se refere ao palco, onde 2 telões pouco e mal utilizados atrapalharam a visão de muitas pessoas, e no mini cinema onde passariam episódios do seriado e um documentário inédito sobre Roberto Goméz Bolaños o calor era o triplo, e o som das exibições se confundiam com o som do palco.

Pelo anunciado no site do evento, a disposição das atrações pareceu bem mais atraente do que foi. Imagino o quão difícil é organizar um evento desses, e conseguir patrocínio, etc, mas com o preço que foi cobrado (R$ 25,00 antecipado e R$40,00 na porta) algo melhor poderia ter sido feito. Notou-se certa insegurança dos membros do fã-clube inclusive. Talvez eles devessem se preparar desde já para um próximo evento ainda melhor e mais aproveitado.

Devo destacar mais um momento do evento antes de finlizar o texto. Lá estava Pablo Kaschner, autor do livro "Chaves de um Sucesso", lançando sua mais nova obra: "Seu Madruga - Vila e Obra". É claro que não resisti e adquiri meu exemplar, e mesmo antes de ler já me encantei pela diagramação, pelas ilustrações e pela capa. Depois que eu "devorá-lo", conto para vocês como é.

Agora, devo colocar minha emoção em pauta. Acho sempre importante transmitir uma pitada de sentimento em tudo que fazemos, incluindo textos informativos, então lá vai. Eu me emocionei, chorei, ri, me encantei. Tudo porque realizei o sonho de ter visto de perto um dos meus maiores ídolos, o Carlos Villagrán. E melhor do que isso, é saber que as pessoas ainda valorizam e exaltam a inocência e o riso sem apelações de um programa como o Chaves. Fiquei muito contente de poder presenciar tanta alegria assim, e ali tive a certeza de que o melhor da minha infância eu guardei comigo e tive a oportunidade de dividir ali, com cada pessoa que se sentiu da mesma forma que eu.

Boa noite meus amigos, boa noite vizinhança.