domingo, 28 de março de 2010

Eleições 2010

Faltando cerca de sete meses para as eleições começa a ficar insuportável o nível das trocas de ofensas e acusações nos blogs, sites de política e correntes de e-mail.

Esse aumento de temperatura vem obrigando alguns jornalistas a pedirem moderação ou até mesmo a vetarem certos tipos de comentários que, provavelmente, se fossem feitos em outros meios de comunicação, resultariam em processos.

Além disso, começaram a surgir denúncias de recebimento de verbas públicas feitas por jornalistas teoricamente “serristas” aos “dilmistas” e vice-versa, o que transforma a internet em um local onde a chamada “guerra-suja”, comum em períodos eleitorais, caminha com mais desenvoltura.

Infelizmente, a tendência é de piora constante até outubro, o que acaba limitando o debate político, pautado pelo anonimato e pela baixaria.

Afinidade

Desde sempre escutei aquela máxima de que os opostos se atraem. E de certa forma sempre fui levado a acreditar nisso.

A princesa e o plebeu, o negro e a loira, o amor dos filhos de famílias inimigas, diferenças de religião, o cara calmo com a mulher explosiva são alguns exemplos de amores entre opostos e que vemos por aí em filmes, novelas, em nossa família, no círculo de amigos, tem sempre uma historinha nessa linha.

Sendo bem racional e olhando para essas "diferenças", se é que são diferenças, e são frutos de preconceitos, paradigmas e crenças. É superficial, não acho que seja o ponto da atração!

Nesse mundo dinâmico em que tudo acontece num piscar de olhos, esses muros, essa cegueira de preconceito não cabe mais para julgar relacionamentos, ou pelo menos não deveria caber.

O que percebo, e falando por mim, é que estamos cada vez mais individualistas, independentes, egoístas até. E o que buscamos no outro são afinidades, valores semelhantes, sonhos para se compartilhar. Se isso não rola, a coisa não vai pra frente e o ficar sozinho já não é o fim do mundo, a conveniência nas relações, o namorar por namorar não satisfaz.

Os amantes, apaixonados, aqueles que aos olhos da sociedade, amparada por mitos e preconceitos, são vistos como opostos e que essa oposição é o que determina o romance. Esses, certamente, são alinhados e caminham juntos no campo da afinidade.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Só um comentário...

Pretendia não comentar nada sobre o julgamento dos Nardoni, o assunto já está sendo borbardeado demais em todas as mídias.

Mas uma coisa me chama a atenção nisso tudo, apesar da visível culpa e iminente condenação do casal, essa cumplicidade entre os dois é uma coisa impressionante. Pode até ser estratégia e coisa e tal, mas me impressiona muito essa frieza, até uma certa calma em relação a tudo.

É aguardar pra ver a reação dos dois se a condenação for efetivada. Saber se o comportamento vai mudar, se vão acusar um ao outro, se vai surgir alguma situação nova. É esperar!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Histórias de amor duram apenas 90 minutos

No filme de Paulo Halm, 90 minutos bastam para contar uma história de amor.


A história é narrada por Zeca (Caio Blat), um escritor, ou melhor, um quase escritor cujo romance empacou na página 50.

Casado com Júlia (Maria Ribeiro), Zeca paira entre as incertezas do que deve fazer da vida, já está com quase 30, vive da mesada do pai e da herança da mãe, não realizou nada e não consegue inspiração para escrever e a paranóia do ciúme pela mulher, que tem uma amiga próxima, Carol (Luz Cipriota) - e aqui só um comentário, a argentina Luz Cipriota é um espetáculo, muito charmosa, é daquelas que acaba com qualquer casamento.

O desenrolar da trama é o suposto caso entre as amigas e o envolvimento do escritor com a melhor amiga da esposa.

O cenário do filme me agrada, passeia pelas ruas da Lapa e a praia de Ipanema, as andanças do personagem e seus conflitos são muito bem retratados e dão o tom.

O ponto alto são as cenas entre Zeca e seu pai (interpretado por Daniel Dantas), diálogos muito bem construídos, uma química bem bacana entre os dois atores.

O filme prende a atenção pela expectativa do desfecho desse triângulo amoroso, rende boas risadas, tem algumas cenas impagáveis, que não vou contar para não estragar a sessão de quem pretende assistir. Além de trazer ótimas referências literárias.

Uma pena ficar restrito ao circuito Augusta (apesar dos Globais, a platinada não está distribuindo o filme), muita gente deixa de assistir por desconhecimento ou por preguiça de ir até a região.

O CQC, a TV e a cabeça do brasileiro

O programa CQC (Custe o que Custar), da Band, entrou numa polêmica nesta semana ao testar, ainda que sem nomeá-lo, o grau de privatização da coisa pública em uma cidade de São Paulo.

Os simpáticos jovens de terno preto decidiram presentear uma prefeitura qualquer, escolhida por sorteio, com uma TV de plasma para ser doada a uma escola municipal. Para ter certeza do seu destino, o programa instalou um GPS no televisor.

Barueri foi a cidade sorteada e a Secretaria de Educação recebeu o aparelho, que passou a pertencer, pois, ao Patrimônio Público.

Porém, a TV não chegou até a escola. Seu destino foi a casa de uma funcionária da prefeitura. (Clique AQUI para assistir à entrevista com o prefeito de Barueri)

Por quê? Ah, talvez porque ela tenha gostado da tela plana ou porque precisasse de uma televisão nova.

Ou, quem sabe, porque ela, tal qual significativa parcela dos brasileiros, não viu problemas em se apropriar de algo que é público.

Esse caso não revoltará, certamente, 17% dos brasileiros, que consideram que “se alguém é eleito para um cargo público, deve usá-lo em benefício próprio”. Nem incomodará 74% (sim, três quartos da população!), que pensam que “cada um deve cuidar somente do que é seu, e o governo cuida do que é público”.

Esses dados estão no livro “A Cabeça do Brasileiro”, do sociólogo Alberto Carlos de Almeida, lançado em 2007 pela editora Record.

Uma boa dica de leitura para os interessados em saber o que os brasileiros pensamos (claro, a partir de pesquisa com metodologia específica e explicada no início do livro) sobre ética, sexualidade, jeitinho, fatalismo, raça, política etc.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Pra começar a semana...

O poder do abraço II

FREE HUGS CAMPAIGN.ORG

oooo

O poder do abraço!

Ontem assisti o longa Aproximação, de Amos Gitai, que tem como estrela Juliete Binoche (maravilhosa!! o motivo pra eu ter assistido o filme).

O fio da história é a mãe em busca da filha abandonada e os conflitos na faixa de gaza entre palestinos e judeus. O filme se arrasta com planos longos, alguns sem diálogo e não acontece nada de muito interessante.

Somente uma cena me chamou a atenção e conseguiu, de certa forma, salvar a sessão.

No reencontro entre mãe e filha: um longo abraço! Não foi preciso palavras, nada, somente o abraço, uma intensidade emocionante, o olhar trocado entre as duas, um carinho sufocado, um desabafo, o arrependimento da mãe, o perdão da filha, tudo ali, resumido na grandeza de um sincero abraço.

domingo, 21 de março de 2010

Cinquentão!

Senna, cinquentão!


O tempo passa rápido demais e apesar de alguns sopros, as manhãs de domingo nunca mais foram as mesmas...


sábado, 20 de março de 2010

Porque hoje é sábado!

Da aspirina...



...para os braços delas!!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Pra embalar o fim de semana!

Num fim de semana bastante movimentado musicalmente na Paulicéia.

Teremos B.B.King no Via Funchal, Dream Theater no Credicard Hall, Mallu Magalhães no Auditório Ibirapuera, Maria Gadú no HSBC Brasil, Mariana Aydar no Sesc Santana, Casuarina no Studio SP, Jards Macalé e Jorge Mautner no teatro do Sesc Pompéia, Pedro Mariano no Café Paon, Rita Ribeiro no Sesc Santana, Paulinho da Viola no Credicard Hall, uma homenagem com diversos artistas a Mercedes Sosa no Sesc Pinheiros e até o Padre galã Fábio Melo no HSBC Brasil.

Só São Paulo mesmo, pra proporcionar tantas opções!

Apesar do Paulinho, ficarei com Casuarina no Studio SP.

E pra embalar esse fim de semana musical, Palavras Não Falam da doce Mariana Aydar!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Sigam-me!

Após alguns meses flertando com o twitter, finalmente ele me fisgou!

Vamos ver o que dá pra fazer com 140 caracteres.



Pra quem estiver nessa onda... e quiser me seguir o endereço é:

http://twitter.com/fabio2fabio

Como chamá-las?

Sabe aquelas pessoas simpáticas, prestativas, amigas e tudo o mais...

Mas que sempre o dela é melhor!

Você conta que foi ao cinema, o cinema que ela foi era melhor, a pipoca estava melhor.

Se você viaja pro Guarujá, ela viaja pra Maresias.

Se você gosta de Adidas, o Nike dela sempre vai ser melhor!

Se você ganha X, ela sempre vai ganhar 2X.

O seu sempre vai ter algum defeito e o dela jamais!

Ela deprecia tudo o que é seu, talvez como uma forma de se auto afirmar, esconder uma frustação, insegurança... sei lá! Talvez, Freud explique!

O que sei é que é chato pra cacete ter que aguentar gente assim!

Só não sei como denominá-las!

Alguém tem uma sugestão?

segunda-feira, 15 de março de 2010

Ignorância Global

Eu iria escrever sobre isso, mas pra variar o Marcelo Rubens Paiva tirou as palavras da minha boca e do meu teclado. Transcrevo abaixo o post publicado em seu blog no Estadão.
(http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva)

Em tempo: a Globo veiculou matéria sobre a Indy no Fantástico, depois da prova e bem superficial. No sábado havia uma chamada no Globo.com, negativa, onde um dos pilotos reclamava que era um absurdo a realização da prova nas condições em que a pista se encontrava. São as ignorâncias de uma emissora que acha que tudo que não pertence ao seu "mundo" não existe.

Prática Global - Marcelo Rubens Paiva

A São Paulo Indy 300 foi um dos eventos mais emocionantes que já organizaram na cidade.

Pista escorregadia, ondulada, poeira, sujeira, vários problemas… Mas lá estavam os carros a 330 km/h na Marginal do Tietê, o pesadelo da cidade, cruzando a pista de samba, sob uma tormenta de granizo, que chegou cedo demais.

Tudo montado em tempo recorde. Ninguém se feriu.

No entanto, a corrida foi ignorada pelo jornalismo da Rede Globo. Pois era um evento organizado por outra emissora, a Band, que por sinal é parceira da Globo na transmissão de jogos de futebol.

A guerra da concorrência falou mais alto, em detrimento da missão jornalística: informar. É uma antiga prática global que fere a ética e soa como mal-educação. No mais, o público da Indy poderia tomar gosto e migrar pra Fórmula 1, exclusividade da emissora, não?

Se um produtor tem um filme que não vem com o rótulo GLOBO FILMES, não consegue divulgá-lo nos programas de entrevista da emissora.

Muitos se queixam. A diretora Ana Muylaert reclamou publicamente. Gloria Pires, estrela do seu longa É PROIBIDO FUMAR, deu longas entrevistas para a emissora. As referências sobre o filme LULA, O FILHO DO BRASIL apareceram, já que é produção GLOBO FILMES. As sobre É PROIBIDO FUMAR foram cortadas.

Atores globais falam de seus filmes nas entrevistas. Tudo é cortado se não tem parceira global. Uma grosseria. No mais, ajudando a divulgar o cinema independente ou de outras distribuidoras, ajuda a levar público ao cinema, que pode se interessar pelos filmes da GLOBO, aquece o mercado, e todos saem ganhando.
O ridículo não tem fronteiras.

Atores que têm contrato com a emissora não podem participar das séries da HBO produzidas na AL. No entanto, a NET, braço de TV paga da Globo, retransmite a HBO, fatura com ela.

Teve um tempo que até comerciais de produtos estrelados por atrações de outras emissoras, como HEBE, ADRIANA GALISTEU, ELIANA, eram vetados na Globo. O mercado reagiu, ameaçou retaliar, e voltaram atrás.

Se você é de outra emissora, e quer entrevistar um ator global, vetado. Insanidade, pois tais atores estarão divulgando produtos da empresa que os contrata.

Quem vê David Letterman, da CBS, se cansa de assistir a entrevistas com apresentadores de emissoras concorrentes ou até atores divulgando séries das outras redes. Isso é liberdade de imprensa. Este é o dever de uma concessão pública.

No passado, a Globo se queimou. Demorou para cobrir as Diretas Já, o movimento de impeachment contra Collor. Manipulou informações, como a eleição para governador de Brizola [Caso Proconsult], e a edição desvirtuada do debate entre Collor e Lula de 1989. Pagou um preço alto, a falta de credibilidade jornalística

Como será a cobertura dos Jogos Olímpicos de 2012, de Londres, cujos direitos pertencem à TV Record?

Uma empresa com a grandeza da Globo se comporta como a velhota ranzinza do bairro. Não é apenas teimosia. É burrice.

Pra começar a semana...

Pra começar a semana num clima intimista e desplugado, com a performance especialíssima de David Coverdale e Adrian Vanderberg.