sexta-feira, 21 de maio de 2010

Vamo Batê Lata!

Há 15 anos era lançado Vamo Batê Lata, album ao vivo dos Paralamas do Sucesso, que mudou a carreira da banda e certamente também mudou a minha vida.

Num show vigoroso gravado no (falecido) Palace e mais um bônus de 4 inéditas, entre elas a polêmica Luis Inácio e os 300 picaretas, que chegou a ser proibida na época, e o super hit Uma Brasileira, que foi sucesso absoluto nas rádios e na audiência da MTV.

O disco ultrapassou 1 milhão de cópias (marca impensada para a banda na época) e transportou o trio para um outro patamar no cenário musical nacional.

Lembro que uma colega da escola gravou numa fita cassete o cd pra mim e eu escutava aquilo o dia inteiro. Foi o primeiro CD que comprei na minha vida, isso já em 1996, um orgulho! E devo ter dormido com ele ao lado da cama por alguns dias.

Bom, se eu ficar falando do quanto os Paralamas representam pra mim, esse post vira um livro.

Então, pra embalar o final de semana e comemorar o aniversário do disco. Vamo batê lata, tonel, garrafa d´água. Vamo batê no pulso da artéria da rua...


Dunga inova a engenharia

O ônibus com o maior número de volantes do mundo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sensações e certezas!

Caminho a passos lentos pela Av. Paulista, o meu refúgio nos dias de solidão, sempre uma boa companheira para as noites estreladas ou frias de sábado ou ainda para as tardes azuis ou cinzas de domingo.

Ainda envolto em pensamentos sobre o filme que acabo de assistir, minha cabeça fervilha de idéias, preocupações e anseios. Penso no trabalho e na semana que está por vir.

Estou tranqüilo e atencioso ao que se passa em meu redor. Jovens eufóricos com cabelos espetados e coloridos; casais de namorados, alguns visivelmente apaixonados outros nem tanto; um músico se esforça na guitarra para chamar a atenção dos pedestres, me parece em vão; pontos de ônibus cheios, gente de todo tipo de todas as idades; tem de tudo um pouco, me sinto no centro do mundo.

Observo as luzes, prédios decorados e coloridos, janelas acesas, os faróis dos carros compõem a paisagem, a avenida fica mais bela e imponente durante a noite.

No vão do MASP um saxofonista toca uma melodia conhecida, da qual eu não consigo me lembrar o nome, em sua volta uma pequena platéia, paro por um instante, o semblante de admiração das pessoas me arrancam um breve sorriso.

Os bares ainda estão cheios, vozes se misturam em conversas entusiasmadas, fumantes em pé tomam as calçadas e a noite parece, para eles, estar só começando.

Mais um dia termina, estou feliz e em paz, com as energias recarregadas, no entanto com uma sensação recorrente de que está me faltando algo...

O percurso é o mesmo, a mesma avenida, o mesmo cenário, meus pensamentos continuam a mil, só que já não presto tanta atenção ao meu redor.

Na minha mão há outra mão entrelaçada, olhos brilhantes me fitam, aliados a um sorriso que me encanta, estou em paz, feliz... e com a certeza de que não me falta mais nada.

terça-feira, 18 de maio de 2010

La mano de Dios!

"Quem foi que disse que Deus é brasileiro?"

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Dio não morreu

Chego na redação hoje pela manhã e o primeiro comentário que leio (da nossa amiga Leslie) é sobre a morte de Ronnie James Dio. Putz, o Dio morreu!

Nunca fui fã do nanico de voz gigante. Mas isso não vem ao caso.

O curioso é que ao deixar a redação e rumar para casa me deparo com o seguinte adesivo no carro da frente...

Foto de Edu Zanardi na Av. 23 de Maio - 17/05/2010 às 18h55

\m/

Antes tarde do que nunca!

Após quase um mês sem dar as caras na redação, num misto de falta de tempo e de inspiração, cá estou eu de volta.

Muita coisa foi manchete, e certamente as mais marcantes foram a eliminação precoce do Timão da Libertadores e a convocação manjada do Dunga para a Copa.

Apesar da opinião tardia, aqui vão meus pitacos:

Quanto ao Corinthians, uma pena. Ainda mais ter sido eliminado pelo Flamengo, num regulamento questionável. É a sina corintiana, e menos mal que apesar de protestos isolados, não houve a revolução que se esperava.

Quanto a convocação, quero deixar registrado que não torcerei pelo Brasil nesta Copa (e já repito isso há algum tempo). E deixo claro que não é por não gostar do meu país, é justamente o contrário.

Já não dá mais pra agüentar os desmandos do Ricardo Teixeira, até quando?

Um Dunga medíocre, apesar de vencedor, mas e daí? Ele pode ser coerente, pode ser o que for, mas mudar de opinião não é nenhum pecado.

É certo que seleção e convocação nunca serão unanimidades, mas do jeito que está, fica muito difícil. Mas, enfim... teremos um país comovido, os famosos patriotas de ocasião, serão dias de churrascos e cervejadas no país do carnaval.

E se realmente existe esquema em Copa do Mundo, pela lógica essa o Brasil não leva. Prefiro não acreditar nisso, mas vai saber...

É isso, vou voltando aos poucos, torcendo para a inspiração rondar de vez em quando!

PêEsse: Meu palpite para a Copa é o seguinte: O título fica entre Argentina ou Espanha; o Brasil ganha da Coréia, empata com Costa do Marfim, perde de Portugal e é eliminado na primeira fase pelo saldo de gols.

3*11=?

Lá pelos idos de 96/97 (quando o Fábio era roqueiro) um videoclipe que passava de hora em hora no Canal 21 chamou a minha atenção. O vídeo mostra uma banda tocando em um fundo prateado, com imagens distorcidas e um japonês com pinta de lutador de sumo sentadão na posição de lótus... Alguém do 1ºE se arrisca a dizer que clipe é esse?

Esse é o clipe da música Down, o mais famoso do Canal 21 e também do 311 – banda de Omaha (NE - EUA) formada em 1990. Bem conhecida e respeitada por lá, mas pouco divulgada aqui no BR.

O som do Three Eleven pode ser definido como funkcore (estilo que bombou no início dos 90) graças a mistura de ritmos, mas o que mais chama a atenção no som dos caras é a forte influência de reggae, por isso costumo dizer que eles são a única banda de “reggaecore” que eu conheço.

Uma curiosidade, quando o 311 estourou em 1995 surgiram boatos de que a grafia do nome era uma apologia a Ku Klux Klan – o K é a 11ª letra do alfabeto, multiplicada por 3 = KKK.

Quiz do CGC: o boato é verdadeiro ou não?

Em quase 20 anos de banda são 9 álbuns de estúdio, 3 coletâneas, 1 ao vivo e 3 DVDs – tudo isso com essa mesma formação acima. Vale a pena uma passadinha no site da banda, recheado de material.

O último trabalho deles é de 2009, chamado Uplifter. E é desse álbum que vem o Clipe da Semana. Hey You é o primeiro single e mostra bem essa mistura de rock e reggae do 311.

domingo, 16 de maio de 2010

Enquete - Resolução da tela

Nova enquete no ar.

Qual a Resolução de Tela que você usa em seu computador?

Os opções estão do seu lado direito >>>

Para Outras respostas, utilize os comentários.

Ajude o CGC a construir um mundo melhor (?).

Obrigado.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Envelheço na (so)ci(e)dade

No meu comentário sobre o filme Alice no País das Maravilhas do texto Cortem a Cabeça!, quando comento que:

“Burton tenta fazer com o público a mesma coisa que fez com Alice, resgatar sua alma sonhadora, sua magia, despertar novamente o espírito aventureiro e libertário que ao longo dos anos aprisionamos graças a corrupção da sociedade – no caso de Alice, a aristocracia podre inglesa – e as preocupações com o status quo que o envelhecimento nos faz manter”.

Se você não entendeu o que eu quis dizer, Calvin (abaixo) explica melhor...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Pérola do anão

Nesse período de dias das mães, uma das mais ofendidas deve ser a Dona Maria. Além de ser mãe do Dunga, ela é professora de História e teve que ouvir esta pérola de seu filho durante a entrevista coletiva feita após a convocação da seleção da Copa do Mundo:

"Eu não vivi a escravidão e a Ditadura, não dá para saber se foi bom ou ruim"

E por falar em propaganda...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

"Sereias" da Vila deixam Beyoncé com inveja

Trocadilhos e rivalidades futebolísticas a parte, achei meio bizarrinha essa nova propaganda da Seara:


Pra começar a semana...

Uma homenagem tardia a todas as mamães do mundo, em especial às contadoras de gotas que nos visitam por aqui.

"Deus não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo.
Por isso ele fez as mães".
Ditado judaico tirado da coluna de Felipe Machado no JT de 09/05/2010.

Beijo Dnª Valy!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Cortem a cabeça!

Posso garantir que qualquer pessoa que aprecia a 7ª arte observa tudo em torno das produções cinematográficas, desde quando surge a idéia para um novo filme até durante a produção do mesmo.

Além disso, todo cinéfilo possui suas figuras favoritas no meio. Diretores, atores, produtores, etc., sempre conquistam os corações de quem baba nas grandes telas.

Eu, como uma mera iniciante neste meio (pois ainda me falta muito estudo para me julgar como cinéfila), desde pequena me encanto com os filmes de um certo diretor conhecido como um dos mais excêntricos e lunáticos. Com estas duas últimas descrições não fica difícil notar que falo de Tim Burton.

A mais recente obra de Burton foi tida como o mais esperado lançamento de 2010, além de ter batido recordes de bilheteria pelo mundo ultrapassando até o aclado Avatar. Aqui no Brasil, “Alice no País das Maravilhas” estreiou há duas semanas atrás, no dia 23 de abril.


Desde 2008 acompanho passo a passo o nascimento deste filme, o qual tinha como principal objetivo a releitura do livro de mesmo título, do autor inglês Lewis Carroll.

Bem antes da estréia da versão de Tim Burton, “devorei” o livro e sua continuação (“Alice No País do Espelho”),pois só havia me deparado com a loirinha de 7 anos de idade ao assistir a versão em desenho da Disney e em uma peça de teatro quando eu tinha mais ou menos a idade de Alice nos livros.

Ok. Está tudo correndo bem,as primeiras informações sobre o elenco apareceram (nada de novidades espantosas, pois Johnny Depp, Helena Bohan Carter e Christopher Lee mais uma vez o integra), as primeiras fotos surgem e deixam todos de boca aberta pelo figurino e pela maquiagem. A empolgação aumentava a cada dia junto com a minha ansiedade pela estréia.

Enfim chegada a hora. Dois torturantes dias após a estréia,consegui ingressos e o coração já não cabia mais no peito. Exagerada eu? Admito que sim, principalmente no que diz respeito ao Tim e ao Johnny Depp.

Lugares bons, óculos 3D já no rosto, os traillers começam. Detalhe, foi minha primeira vez em um cinema 3D, imaginem a farra da criança aqui querendo pegar os bichinhos no ar e se assustando com movimentos bruscos dos personagens a todo instante!

Ah! Então começa o filme e meu sorriso já vai de orelha a orelha antecipadamente, tamanha a alegria em assistir a mais uma obra prima de quem, para mim, é o melhor diretor e produtor de cinema que existe até o momento.

Mas, esperem aí. Terminou o filme. E aí? Pairou um vazio no ar e alguns buracos maiores do que Alice entrou ficaram claramente expostos ao decorrer da trama.

Como já havia sido anunciado, Tim Burton criaria uma versão diferente da original de Lewis Carroll. Até aí tudo certo.

Porém, podemos dizer que nesta “3ª história” que não espantaria se o próprio Carrol a tivesse escrito, o roteiro se apresentou pobre, sem muitas complicações, tensões e reviravoltas, o que é atípico do misterioso e lunático diretor e da obra original, repleta de enigmas e poesia.

A personagem principal interpretada por Mia Wasikowska (saúde!), acabou por se apresentar sem expressão tampouco sentimento. Muito do encanto de Alice, a menininha que passou por experiências lúdicas e conflitos existenciais na infância, foi tirado a partir do desempenho apático de Mia.


Com 19 anos, a já adulta Alice que fugiu de um noivado,foi ofuscada por Johnny Depp e seu Chapeleiro Maluco, e por Helena Bohan Carter e sua Rainha Vermelha de cabeça avantajada.

Depp, na verdade, se tornou o maior herói da trama. Com maquiagem extremamente colorida e olhos um tanto quanto psicóticos, seu personagem ganhou prestígio desde o início, tendo destaque até nos materiais de divulgaçãos e nos créditos. Felizmente, no longa metragem sua atuação não decepcionou em nada.


A senhora Burton e sua crise existencial mediante um crânio de proporções enormes surpreendeu,e como Tim gosta de finais mais extravagantes, o destino da vilã poderia ter sido mais original. Mesmo assim,a atriz soube conduzir o papel e provou que não está ali só por ser casada com quem realmente manda. Aliás, seu marido poderia ter abusado do principal bordão da personagem original. O “cortem-lhe a cabeça” apareceu poucas vezes.

Falando em usar bordões, onde foi parar o exaustivo porém característico “tô atrasado! Tô atrasado!” do medroso Coelho Branco? Mais um que vai pra lista de pecados.

Outra crítica vai para os trejeitos da Rainha Branca interpretada por Anne Hathaway. Cada movimento da bondosa e pálida era acompanhado de danças flutuantes que, no bom português , encheram a paciência. Sinceramente, foi só para isso que o personagem serviu, pois o que era pra ser uma mulher graciosa e deslumbrante se tornou alguém insoso.

Chesire Cat, o risonho peludo de olhos verdes, teve seus méritos. O felino fofinho e sagaz chamou atenção por sua sagacidade e por sua capacidade em escapar de confusões. Mesmo assim, o bichano de sorriso amarelo e por vezes psicótico poderia ter ganho um destaque maior.

As surpresas do filme foram os gêmeos Twedledee e Twedledum, que só com suas expressões e seus corpinhos roliços já arrancavam gargalhadas do cinema inteiro, assim como a Lebre de Março, totalmente insandecida jogando e quebrando coisas por onde passa.


Uma das principais cenas do filme foi a Batalha do Tabuleiro de Xadrez, onde faltou aquela tensão para quem sabe surpreender no fim. Que os mocinhos geralmente ganham todos sabem, mas dessa vez tudo ficou muito fácil. Também era o momento para um possível embate entre o “fiel” Valete de Copas da Rainha Vermelha e o Chapeleiro Maluco, coisa que não aconteceu. Alice também não teve muito trabalho para derrotar o imenso dragão com a voz de Christopher Lee. Uma menina, de 19 anos, que nunca sequer havia tocado em uma espada, matou a fera de uma maneira muito fácil e sem sair com nenhum arranhão.

Para finalizar esta crítica, devo ressaltar que os efeitos visuais e a trilha sonora instrumental de Danny Elfman estão impecáveis, e só por isso pode-se dizer que o filme deve sim ser visto e que cada centavo gasto no ingresso do cinema 3D é compensado na sala do cinema. Contudo não deve-se criar expectativas quanto ao enredo, que se tornou banal e um pouco desinteressante por sua falta de detalhes e de simbolismos.

Mesmo assim, não cortem a cabeça de Tim Burton, apenas assistam Alice no País das Maravilhas preparados de uma forma que eu não estava.

PêEsse: para ver o filme, fui pela primeira vez ao cinema Marabá. O local fica próximo à Praça da República, e foi reformado e reinaugurado no fim de 2009. A estrutura antiga foi preservada, dando um ar clássico ao ambiente com vigas, piso, lustres e portas antigas. O melhor é que as salas da Playarte são extremamente confortáveis, amplas e inclinadas na medida certa. Vale a pena conferir!