sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Pra embalar o fim de semana!

Para iniciar as homenagens ao centenário do mestre Cartola.

E para o fim de semana brilhar!

O Sol Nascerá, parceria com Elton Medeiros, interpretada pelo poeta de Mangueira, no programa Ensaio da TV Cultura.


“A sorrir eu pretendo levar a vida...”

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O difícil acesso à leitura

Costumo pegar livros regularmente na biblioteca da Moóca, e, no último ano foi considerável o aumento do acervo e a quantidade de livros novos comprados pela prefeitura. Fato que não acontecia há muito tempo.

Numa conversa com o Anderson, ele pediu que eu comparasse com a biblioteca de Afogados - "de repente tem alguma raridade e coisa e tal" - demorei um pouco, mas hoje dei uma passada para cumprir a missão.

A constatação é triste. Apenas uma sala, cinco ou seis estantes e pouquíssimas opções, de diferente e mais novo, só alguns livros da cultura e do folclore pernambucano (que creio eu, devam ser oriundos de doações).

Numa cidade de pouco mais de 40 mil habitantes, onde não há livraria, banca de jornal, a biblioteca é carente, mas que o último sucesso da banda de forró toca em toda esquina.

Como incentivar alguém a ler?

O lugar de Alckmin

O candidato a prefeito do PSDB parece que não irá mesmo para o segundo turno em São Paulo. Independentemente das divisões internas do tucanato paulista o caso do ex-governador e ex-candidato a presidente é emblemático: é um político que definha. Nas eleições presidenciais ele teve no 2º turno menos votos que no 1º. Para quem foi governador do maior Estado da federação – e bem avaliado – , ficar fora do 2º turno é uma desonra.

O fato é que Alckmin nunca foi estrela de primeira grandeza na política brasileira ou mesmo paulista. Assumiu o governo de SP após a morte de Covas. Herdou a última parte do mandato e, sem adversários naturais no momento em que Serra disputava contra Lula em 2002, tornou-se o governador.

Em 2006 impôs-se ao PSDB. Em 2008, a mesma coisa. Agora talvez Pindamonhangaba, sua cidade natal e onde foi prefeito, volte a ser considerada em seu horizonte.

O candidato, sempre apresentado como uma vestal da política, tem mais ambições do que sua aparência sugere. O problema é o tamanho das suas pernas. A eleição diz a Alckmin o tamanho de sua estatura política: sem herdar nada de um líder como Covas e sem o apoio da máquina que está com Serra, Alckmin é um nome simpático e sem votos. Bateu no teto.

Para ver, ouvir e baixar

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No Clipe da Semana, o primeiro Clan de formandos...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Eleições 2008

Estamos na boca da urna, a 4 dias das eleições municipais. Preocupado com os botões que você vai apertar no próximo domingo, quero compartilhar algumas informações bem interessantes sobre os vereadores - a maioria à espreita da reeleição - de nossa pobre São Paulo.

A ONG Transparência Brasil, organização dedicada ao combate da corrupção, realizou durante 5 meses o estudo chamado Projeto Excelências. Nesse trabalho, a TB analisou os 3.021 projetos apresentados pelos vereadores paulistanos entre 2005 e setembro de 2008. Desse número, 40% foram considerados irrelevantes para a cidade. Dos 892 projetos aprovados, 77% (686) têm pouco, ou nenhum, impacto na vida dos cidadãos.

Foram considerados ‘relevantes’ projetos para saúde, meio ambiente, comércio, trânsito e educação entre outros. São ‘irrelevantes’ propostas sobre homenagens, fixação de datas comemorativas, nomes de ruas e de outros bens públicos.

E já que a ONG chama-se Transparência Brasil, nada mais justo do que dar nome aos bois, e ligá-los as suas benfeitorias. Russomano (PP) e Agnaldo Timóteo (PR), por exemplo, querem dar as honras da Casa Legislativa ao humorista Ronald Golias. Timóteo também propôs mudar o nome da rua Itapaiuna, na Vila Andrade, para rua Jurado Pedro de Lara (!!!). A “Mulher do Samba Paulistano”, o “Jornalista de Bairro”, os “Sommeliers, Enófilos, Enólogos e Baristas”, os “Anões”, o “Grito de Carnaval Reggae” e o sensacional “Atleta de Sinuca e Bilhar” tem o seu dia. Graças respectivamente a Claudete Alves (PT), Myryam Athiê (PDT), Russomano (PP), Antonio Carlos Rodrigues (PR), Adolfo Quintas (PSDB) e Farhat (PTB). Infelizmente o “Dia do Cão Amigo”, proposto por Claudinho de Souza (PSDB), e o “Dia do Orgulho Heterossexual”, de Carlos Apolinário (DEM), não foram promulgados.

O estudo traz um ranking dos vereadores que mais apresentaram e aprovaram projetos “inúteis”. O líder é Ademir da Guia (PR); 93,3% das propostas do vereador não tem impacto concreto no dia a dia do paulistano. Acompanham o palmeirense no top 5: Edivaldo Estima (PPS), Claudete Alves (PT), Ricardo Teixeira (PSDB) e Eliseu Gabriel (PSB).

Na outra ponta da tabela estão: Tião Farias (PSDB), Roberto Tripoli (PV), Atilio Francisco (PRB), Noemi Nonato (PSB) e Jorge Borges (PP). A Prefeitura de São Paulo também está bem cotada, dos 137 projetos de lei levados à Câmara Municipal, todos considerados relevantes, 85% foram aprovados.

O que mais assusta, se é que dá pra ficar mais assustado, é o nível de produtividade dos legisladores. A Transparência Brasil registrou que 91,4% das atividades da Câmara Municipal são irrelevantes para a cidade. No período analisado, foram apresentadas 379 propostas de homenagens, 346 aprovadas; 147 projetos de datas comemorativas, 104 aprovados. Em compensação, no mesmo espaço de tempo foram propostos 192 projetos para a saúde e 104 para o trânsito. Desses, apenas 30 foram promulgados para a saúde e 10 para o trânsito.

Curiosidade: em nenhum dos 3.021 projetos aparece os termos “corrupção” ou “propina”. Exceção feita a 6 heróicos textos que mencionam “improbidade” e “transparência”, mas nenhum deles foi aprovado! Confira aqui a produção legislativa de cada vereador.

A verba da Câmara Municipal de São Paulo é de R$ 310 milhões, R$ 5,64 milhões por vereador. Segundo o Projeto Excelências, “uma das Casas Legislativas mais caras do mundo para bolso dos cidadãos”. Tudo isso para fiscalizar o Executivo, legislar sobre tributos locais (IPTU, ISS, taxas), orçamentos anuais e plurianuais e concessões de serviços públicos entre outras – de acordo com a Constituição.

Para visualizar o estudo completo clique aqui.

As informações são do portal IG.

PêEsse: Esse texto tem como única finalidade divulgar o trabalho da ONG Transparência Brasil, sem qualquer ligação com a mesma, e informar nossos leitores sobre o que acontece na obscura e distante Câmara dos Vereadores. O post não visa prejudicar ou ajudar nenhum vereador citado pleiteante mais uma vez a cadeira legislativa.

... mas se a carapuça servir...

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Sobre a liberdade

Vejam a analogia a respeito dos graus de liberdade de algumas culturas, apresentada por Gaudêncio Torquato, colunista do Estadão, e publicada no último domingo (28/09).

Os franceses amam a liberdade como à amante, a quem se ligam de forma apaixonada e de quem se separam após violenta briga.

Os ingleses amam a liberdade como a uma esposa fiel, tradicional, com quem mantêm sólida relação, mesmo sem volúpia.

Os alemães amam a liberdade como a uma avó abençoada, a quem reservam o melhor cantinho da lareira, onde geralmente costumam esquecê-la.

Os brasileiros prezam a liberdade como as muitas namoradas que costumam colecionar no vigor dos 18 anos.

Da série “Estereótipos”!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Trabalho, futebol, forró e cerveja...

No último sábado, participei de um seminário de vendas com as duas empresas que estamos prestando serviço aqui em Pernambuco.

Naquela tradicional apresentação dos participantes (cerca de 45), o palestrante perguntou o time de cada um.

Tinha gente de todos os cantos do Nordeste, ratificando todas as pesquisas e contrariando as minhas previsões, foram Flamengo e Timão os mais citados, seguidos por Palmeiras, São Paulo e Sport. Ainda foram lembrados Santa Cruz, Náutico, Santos, Ceará, Bahia, Botafogo e Vasco.

É a força da TV e a confirmação que brasileiro gosta de sofrer (brincadeirinha).

O melhor desses encontros é a confraternização pós-evento. Depois de um sábado de trabalho, a noite se estendeu até os primeiros raios solares do outro dia.

fachada do bar

Ao som de um delicioso forró pé de serra, os nordestinos não botavam fé na boemia dos paulistanos. Acabou-se a cerveja, o gelo, os caldinhos e “fechamos” dois bares. Afogados da Ingazeira tremeu, parecia até que o mundo ia acabar, tamanha era a sede dessa turma.

Uma noite intensa de farra, daquelas que ficam na memória por muito tempo.

Pra começar a semana

A semana que passou não foi muito produtiva na nossa redação, tanto a matriz em São Paulo (desfalcada do hermano Anderson) quanto a afiliada no Nordeste deixaram algumas lacunas, salvo nosso bravo editor Edu Zanardi.

Estamos de volta, e espero, com força total.

Pra iniciar a semana: um sambinha de um mineiro esperto. Vander Lee e a futebolística Galo e Cruzeiro, interpretada no programa Zoombido do Canal Brasil, comandado pelo inimigo do rei Paulinho Moska.


Boa semana a todos!

sábado, 27 de setembro de 2008

Analogia de boteco

No início dessa semana, o finlandês Matti Juhani Saari de 22 anos entrou armado em uma escola técnica na cidade de Kauhajoki, oeste da Finlândia, matou dez pessoas e depois se suicidou. É o segundo caso em menos de 12 meses que um ataque como esse é realizado no país nórdico, onde o porte de armas era liberado para maiores de 15 anos. Depois do incidente em novembro do ano passado, a idade permitida subiu para 18.

A Finlândia é conhecida por ter a melhor educação do mundo, desde o básico até a universidade todo o ensino é gratuito. O país tem nível quase 0 de corrupção, a economia é estável, os sistemas de saúde e saneamento funcionam e o finlandês goza de um alto padrão de vida. Na contramão disso, sofre com um dos invernos mais rigorosos do planeta e a carência de luz solar. Os jovens não têm opções de lazer e a população é vista pelo resto da Europa como fria e que pouco sorri. O país é clinicamente depressivo e o índice de suicídios é o terceiro maior do mundo.

Aqui no Brasil, a segurança e a educação são decrépitas, a saúde é agonizante, o sistema de saneamento é podre, e a economia, vá lá, melhorou, mas os recursos ainda são muito mal distribuídos. Em compensação temos carnaval, samba, praia, cerveja, mulher e futebol!!!

Aí vem a analogia... O que você prefere: ir a um restaurante e pedir faisão caramelado com aroma de laranja (imaginem o prato: uma coxa de faisão menor que coxinha de casamento, quatro gotas de laranja e um raminho de alecrim), ou um comercial contrafilé com arroz, feijão, fritas e uma saladinha?

PêEsse 1: Faisão é bom, mas de vez em quando!
PêEsse 2: Massa é melhor que Häikkönen!!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

U23D

No último sábado, 20/09, fui com minha doce Tatiana (estilo Boechat) assistir ao filme-show "U2 3D". Como apreciador da banda desde a época de The Joshua Tree e faltante nas duas apresentações da banda no Brasil, fiz questão de ver essa espécie de “meio-termo” entre uma apresentação ao vivo e um DVD.

A última (e única) vez que assisti a um filme em 3D foi há tempos (má bota tempo nisso), quando os óculos eram de papelão com lentes de celofane verde e vermelho.

O show apresentado em terceira dimensão é o mesmo da turnê “Vertigo” de 2005/06, e segue o set list do concerto que a Rede Globo transmitiu ao vivo do Morumbi anos atrás. Inclusive, pelo que percebi, o show é uma edição linear muito bem feita das apresentações da banda por aqui, e em Buenos Aires - é curioso assistir Bono agradecer a capital portenha em certo momento, e em outro, gritar “Brazio” para delírio do público.

Bacana mesmo é a estranha experiência sensitiva, se é que posso chamar assim, de ver um espetáculo desse tamanho em 3D. Nada comparado a sensação de uma performance ao vivo, mas é muito bacana! A produção do espetáculo, tanto do filme quanto do show, é fantástica. E naquela proporção, fica evidente que aquilo não é um simples concerto de rock, mas uma missa, onde Bono rege sua legião de fiéis como um sacerdote. Se não fosse a magia exercida pelo U2, diria que foi tudo ensaiado entre banda, telão e platéia.

Os pontos negativos ficam para a duração, 1h30 (pouco tempo), e a equalização, que poderia criar uma atmosfera muito mais de show do que de cinema.

De qualquer forma saí satisfeito e com água na boca de ver, quem sabe, outros grandes concertos de rock produzidos nesse formato – fica o recado para Rolling Stones, Metallica, Iron Maiden e Rush.

"U2 3D" continua em cartaz aqui em São Paulo. Consulte a programação cultural de seu jornal ou site preferido e vá conferir, vale a pena!

No Clipe da Semana, em 2D, a mágica Where The Streets Have No Name, direto do Cícero Pompeu de Toledo em 2006. E tem mais... cada vez que vejo uma apresentação ao vivo do U2, mais Adam Clayton ganha créditos como o baixista da minha banda dos sonhos!!!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Pra começar a semana!

Vamos falar de amor... Porque é primavera!

sábado, 20 de setembro de 2008

Porque hoje é sábado...


Gotas

Já escrevi, em algum post antigo, sobre a insistência da Xuxa apresentar programas infantis.

Pois bem, hoje pela manhã (sem opções) assisti o tal programa. Fútil, sem graça, mal editado, completamente desnecessário.

Não vi no programa nenhum traço de programação infantil. Ela devia partir pra algo “tipo Hebe”, voltado pra adultos. Afinal, os baixinhos cresceram. E a molecada de hoje tá em outra.

***

O goleiro Marcos completa esse fim de semana 400 jogos com a camisa do Palmeiras. Feito raro nos dias de hoje.

No Brasil, ainda em atividade, talvez só o Rogério Ceni tenha essa identificação com um mesmo clube na carreira.

A diferença é que o Marcão é adorado por todas as torcidas.

Parabéns, e que venham outros 400!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Um poema às sextas!

A morte chegou de branco, de Alphonsus de Guimaraens Filho, A Cidade do Sul (1944-1948).

A morte chegou de branco
mas quem a viu não fui eu.
Foi a moça do barranco
que mal a viu se escondeu.

Chegou de branco trazendo
um sopro de terras santas
de rosas castas e rios
onde em claros arrepios
se deita o sonho gemendo...

Chegou de verdes colinas
de longínquos povoados
e tinha toda a pureza
da risada das meninas
das águas virgens das plantas
dos campos mal-assombrados.

Chegou de branco! De branco...
De branco como o silêncio
como as núpcias de branco
como o primeiro suspiro
da moça que no barranco
só por vê-la se escondeu.

A morte chegou de branco
mas quem a viu não fui eu.

Extraído da nossa fonte Poesia.Net.

Bom final de semana a todos.