quinta-feira, 5 de novembro de 2009

As 100 essenciais - parte 1

Para uma comparação com o último post do Edu.

As 25 primeiras das 100 canções essenciais da música brasileira, segundo publicação da Revista Bravo! em 2008.

1. Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro)
2. Águas de Março (Tom Jobim)
3. João Valentão (Dorival Caymmi)
4. Chega de Saudade (Tom Jobim e Vinicius de Moraes)
5. Aquarela do Brasil (Ary Barroso)
6. Tropicália (Caetano Veloso)
7. Último Desejo (Noel Rosa)
8. Asa Branca (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira)
9. Construção (Chico Buarque)
10. Detalhes (Roberto Carlos)
11. As Rosas Não Falam (Cartola)
12. Samba do Avião (Tom Jobim)
13. Vingança (Lupicínio Rodrigues)
14. Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinicius de Moraes)
15. Alegria, Alegria (Caetano Veloso)
16. Desafinado (Tom Jobim e Newton Mendonça)
17. A Mesma Rosa Amarela (Capiba e Carlos Pena Filho)
18. Ai, Que Saudades da Amélia (Ataulfo Alves e Mário Lago)
19. A Flor e o Espinho (Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha)
20. Domingo no Parque (Gilberto Gil)
21. Eu Te Amo (Chico Buarque e Tom Jobim)
22. Feitio de Oração (Noel Rosa e Vadico)
23. Retrato em Branco e Preto (Tom Jobim e Chico Buarque)
24. O Mundo é um Moinho (Cartola)
25. E o Mundo Não Se Acabou (Assis Valente)

"Toda arte aspira continuamente à condição da música"
(Walter Pater)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

De volta (ou quase)!

Após quase um mês sem dar as caras na redação, vou voltar (ou tentar) a escrever regularmente.

Alguns assuntos passaram e muitas inspirações de postagens se perderam em meio a minha falta de tempo.

Às vezes ligamos o piloto automático, o trabalho vai consumindo e algumas coisas que nos dão prazer acabam ficando pra trás. No meu caso, escrever no CGC e sentar num bar com meus amigos de redação!

O sol finalmente brilha no céu de São Paulo e mais um final de ano se aproxima. Vai começar tudo de novo...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

As 100 maiores - parte 1

A revista Rolling Stone de outubro comemorou 3 anos de Brasil e trouxe como matéria de capa a "inédita" lista das 100 maiores músicas brasileiras. O assunto lista é tão batido quanto interessante. Mês a mês listas e mais listas são publicadas em sites e revistas gringas e nacionais, as mais variadas, que não levam a lugar nenhum, a nenhuma conclusão... mas que é legal de ver (e discordar) isso é!

A mando de Dnª Valy (minha mãe) – sim, minha mãe não fica lendo Lya Luft não! Mamãe é raprocknrollpsicodeliahardcoreragga, lê e ouve RS’s – fui atrás do magazine. Comprei, dei uma sapiada e perguntei:

- Mãe, qual a senhora acha que é a número 1?
- Chico Buarque
- Qual?
- mmmm... Construção!
- Boa! - Acertei? - Sim.
- E a n°2?
- Pô Du, deve ser alguma do Tom Jobim!
- Qual?
- Ah, sei lá... Águas de Março
- Boooooa Dnª Valy!


A terceira ela deu de ombros e ainda disse que eu não dava o devido valor a sua sabedoria - mãe é tudo igual...

Enfim, como não sou um profundo conhecedor de MPB* como nossos amigos Fábio e Anderson (e claro, Dnª Valy), vou apenas postar a lista abaixo e deixo os embates para os comentários. Vamos lá:

1. Construção - Chico Buarque
2. Águas de Março - Elis Regina & Tom Jobim
3. Carinhoso - Pixinguinha
4. Asa Branca - Luiz Gonzaga
5. Mas Que Nada - Jorge Ben
6. Chega de Saudade - João Gilberto
7. Panis et Circencis - Os Mutantes
8. Detalhes - Roberto Carlos
9. Canto de Ossanha - Baden Powell/ Vinicius de Moraes
10. Alegria, Alegria - Caetano Veloso
11. Domingo no Parque - Gilberto Gil & Mutantes
12. Aquarela do Brasil - Francisco Alves
13. As Rosas Não Falam - Cartola
14. Desafinado - João Gilberto
15. Tem das Onze - Demônios da Garoa
16. Ouro de Tolo - Raul Seixas
17. O Mundo é um Moinho - Cartola
18. Sinal Fechado - Chico Buarque
19. Quero Que Vá Tudo Pro Inferno - Roberto Carlos
20. Preta Pretinha - Novos Baianos
21. Tropicália - Caetano Veloso
22. Da Lama ao Caos - Chico Science & Nação Zumbi
23. Inútil - Ultraje a Rigor

24. Eu Sei Que Vou Te Amar - Vinícius de Moraes
25. País Tropical - Wilson Simonal

Semana que vem mais 25 das maiores musicas brasileiras de todos os tempos da última semana.

Beijo mãe!

PêEsse (*): Lobão tem uma definição ótima para MPB: Faz música (e não engenharia), popular (e não clássica) e brasileira (e não paraguaia). Faz, portanto, musica popular brasileira = MPB.

***

No Clipe da Semana, para orgasmo de Roberto Canado (o jovem ermitão) e seus amigos, Chico Buarque com Construção.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Pra fechar o feriado...

Boiçucanga/São Sebastião/SP - 01/11/2009

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Bastardos Gloriosos

Sexta-feira passada (23/11) assisti Bastardos Inglórios pela segunda vez. A primeira foi na estréia, dia 09, e fiquei tão excitado com a trama que não consegui prestar atenção nos detalhes. Já na segunda, eu ria da reação da platéia com certas cenas já conhecidas.

Não sei se para o público em geral, para a crítica e nem pra mim Bastardos Inglórios é a obra-prima de Tarantino. Mas para o diretor é! Quentin reuniu em BI tudo o que ele mais gosta: letreiros retro, capítulos, legendas, histórias paralelas, flashbacks, referências pop-cinéfilas, Enio Morricone, diálogos, violência, diálogos, sangue e mais diálogos. É ou não é uma overdose tarantinesca?

Tarantino dirigindo Bastardos sem dúvida está em sua melhor fase, maduro e senhor da situação. Além de ótimas tomadas e a famosa preocupação com os diálogos (em certas cenas exageradas), aqui Quentin dá atenção especial a interpretação, principalmente em cenas sem fala, onde a expressão do ator conta muito (esse caminho já é percebido em Kill Bill vol.2). Duas cenas me chamaram a atenção a esse detalhe: a conversa do coronel SS Hans Landa com Monsieur LaPadite; e o encontro de Shosanna com Landa no restaurante. O tal coronel inclusive rouba o filme numa interpretação genial do austríaco Christoph Waltz – prêmio de melhor ator em Cannes. Brad Pitt também está ótimo na pele do caricato tenente Aldo “the Apache” Raine.

Voltando ao diretor, Tarantino imprimiu ao longa o ritmo que quis, dando-se ao luxo de mostrar uma coisa no trailer e outra no filme – não vou entrar em detalhes senão estraga a surpresa. A crítica sobre a suposta falta de ação é infundada e invoco a biografia de QT para provar. Apontem-me um filme do diretor (não do roteirista) que tenha uma sequência digamos “duro de matar”? Nenhum!

Parênteses: Cenas de ação em Cães de Aluguel: a fuga de Mr. Pink da joalheria; Pulp Fiction: a briga entre Butch e Marsellus Wallace no meio da rua; Jackie Brown: os vídeos de garotas de biquíni armadas com metralhadoras que Ordell e Louis assistem; Kill Bill vol. 1 e 2: a luta entre a Noiva e Vernita Green, o confronto na Casa das Folhas Azuis e o duelo com Elle Driver; Death Proof: não assisti, pois não o filme não saiu comercialmente no Brasil.

Tirando isso, você tem um filme recheado de diálogos impagáveis e cenas fortíssimas de violência pastelão (sem necessariamente estarem ligadas a uma sequência de ação) – é ou não é um clássico tarantinesco? Pois assim é Bastardos Inglórios, um delírio cinematográfico, uma reconstrução histórica não-oficial da guerra (pois a sétima arte dá esse direito) sensacional, além de apresentar os judeus de um ponto de vista totalmente diferente daquele grupo fraco e indefeso que estamos acostumados a ver. Desse último comentário, é impossível sair do cinema sem um sorriso sádico e sem nenhuma pena dos chucrutes. Além de tudo, Tarantino nos presenteia com um ato sublime, a cena em que Shosanna (a linda Mélanie Laurent) se maquia ao som de David Bowie. Só isso já vale uma, duas, três idas ao cinema!

Arrivederci!

PêEsse: Seja um bastardo! Clique aqui e esmague alguns nazis.

***

No Clipe da Semana, David Bowie com Cat People (Putting Out Fire), décima primeira faixa da trilha sonora original de Bastardos Inglórios. Sounds good?

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Humor

Pra começar a semana!

Geraldo Azevedo, com "Dia branco"! Uma pérola!

Se você vier, pro que der e vier, comigo
Eu lhe prometo o sol, se hoje o sol sair.

Boa semana!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Jardel, o flanelinha paulistano

por Luis G. Kalil

O Profissão Repórter, um dos melhores programas da TV aberta, abordou nesta terça-feira (20/10) a situação dos deficientes mentais, desde moradores de rua do centro de São Paulo até internos de hospitais psiquiátricos.

Apesar de mostrar uma série de pautas que, geralmente, não são usuais na televisão, como a cobertura de uma manifestação do movimento anti-manicomial e a persistência de terapias de eletro-choque para casos de “depressão severa e potenciais suicidas iminentes”, o que mais me chamou a atenção foi a entrevista que Caco Barcellos fez com um flanelinha paulistano que acredita ser o atacante Jardel.

O vigia de carros respondeu todas as perguntas em primeira pessoa como se fosse o próprio companheiro de Paulo Nunes no melhor Grêmio dos anos 90. Porém, restringiu-se ao momento em que o atleta viveu seu auge, inclusive aumentando suas vitórias (afirmou ter sido campeão mundial pelo time gaúcho).

Não sabe – ou ignora o fato – os últimos anos do atleta, marcados por uma longa decadência com passagens pífias por times idem e pela confissão de sua dependência de cocaína, que o levou à falência. Já o flanelinha afirma estar recebendo propostas de times europeus que variam de 150 a 200 milhões.

Duas histórias tristes que mostram a instabilidade (financeira, psicológica...) vivida pelos jogadores de futebol, que, muitas vezes, alcançam em pouco tempo fama e fortuna que parecem intermináveis, mas que o tempo demonstra serem finitas.

PêEsse: as últimas informações que eu consegui achar sobre o verdadeiro Jardel apontam que o vencedor de duas “Chuteiras de Ouro” e tetracampeão português jogou a última temporada pelo Ferroviário do Ceará e faltou à sua apresentação no Rio Branco do Acre. Tudo isso, com apenas 35 anos.

Pra embalar o fim de semana

Sem palavras...

Red Hot Chili Peppers, com Under the Bridge. Ou melhor: Anthony Kiedis e John Frusciante, careca e mais inteiro antes das turnês de Blood Sugar Sex Magik (devolve meu disco, Gordo!!), no início dos anos 1990.

Com esses caras cantando, qualquer lugar do mundo fica parecendo a Califórnia!

Veja o que Edu Zanardi escreveu, há cerca de dois anos, sobre o RHCP e os "apimentados anos 90".

Bom final de semana!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Um fim de semana típico

Mais uma vez o FDB/CGC foi conferir in loco o GP Brasil de Fórmula 1. Um fim de semana típico de velocidade no autódromo de Interlagos.

No sábado havia um pingo d´água para cada torcedor. Capa de chuva era item obrigatório, de preferência duas, uma em cima da outra. Na pista encharcada Barrichello e Webber travaram um belo duelo após duas paralisações devido a água – foi o treino mais longo da história da categoria. No Q3 Rubinho lembrou Senna ao abrir a última volta com menos de um minuto para o término do treino – velha tática de Ayrton. Enquanto seus adversários ficaram no Q1, pole-position para o brasileiro!

No domingo o clima era tão favorável ao brasileiro que numa típica mudança paulistana de clima o sol saiu em Interlagos. Um sol pra cada um. Dá-lhe protetor e cerveja (mesmo que seja Nova Schin). Na reta oposta, portão G, arquibancada, a torcida estava empolgada: “5, 4, 3, 2, 1... desce fdp” e “a gostosa sobe, o viado desce” eram entoados de 5 em 5 minutos até o desfile dos pilotos, quando todo o autódromo gritou “Rubinho, Rubinho”. Rubens largou (e o medo do catzo daquela embreagem dar pau?) e apontou na entrada do 'S' em primeiro. O público vibrou como se fosse um gol. A cada passagem de Barrichello mãos empurravam o piloto para frente. Mas numa típica tarde de automobilismo em São Paulo... seu pit stop demorou, seu carro perdeu rendimento e o típico barrichelliano, seu pneu furou... 8ª posição para o Rubens Barrichello e vitória do australiano Mark Webber.

A expectativa pela largada

O sentimento em Interlagos era de decepção. Claro que estávamos torcendo para Rubens chegar em primeiro e um raio cortar o carro de Button em dois, mas seria pedir demais. O agora campeão do mundo poderia chegar em 2º e também liquidar o campeonato, numa boa. O que a torcida queria mesmo era a vitória de Barrichello.

No final, no meio da multidão, quando a fila empacava alguém lá do meio mandava a típica piadinha: Anda aê o Rubinho!!!

Edu Zanardi (o primeiro da esq. para dir. de capa amarela) deu atenção a todos os fãs do FDB/CGC. Confira outras fotos clicando aqui.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ben Rocker

Muitos por aí conhecem o Sr. Benjamin Chase Harper como ‘o amigo do Jack Johnson’ ou ‘o cara da música da Vanessa da Mata’! Mas como sei que nossa platéia de internautas é batuta, tenho certeza que todos conhecem o moço pelo seu excelente trabalho nos 12 álbuns que gravou a frente dos Innocent Criminals, sua afiada ex-banda de apoio.

Pois parece que Ben – é ruim um cara ser ruim musicalmente com um apelido desse né? – cansou de seu folk soul reggae ensolarado e melodioso e meteu o pé no rock n’ roll. Ben Harper virou Rocker!

Para tal mudança, Ben Harper precisava de criminosos de verdade. Daí o convite para o power trio Relentless7 acompanhá-lo nessa nova fase. Curioso é a forma como eles se conheceram. Em entrevista ao jornalista Chico Felitti, da Folhateen, o músico comentou que em 1998 excursionava com a antiga banda quando o motorista que os levava para o hotel pediu para colocar a fita demo de sua banda. Ben gostou do que ouviu. 11 anos depois Ben Harper, Jesse Ingalls (baixo), Jordan Richardson (bateria) e o motorista Jason Mozersky (guitarra) estão juntos.

O álbum, White Lies for Dark Times (2009) não é nenhum exagero de distorção, mas quem escuta fala “poxa, está bem diferente!”. Mais ou menos! A introdução de Up To You Now é Chili Peppers escrito e escarrado; Shimmer & Shine lembra Incubus; as demais lembram o próprio Harper quando se aventurava em algo mais pesado com os Innocent Criminals. Destaques para Why Must You Always Dress in Black, um bluezão danado; o bom e velho folk de Skin Thin, para não fugir muito a regra; e a bela arte da capa. Aposto que as músicas ganham outra dimensão ao vivo graças a pegada da banda, e não duvido nada que teremos um registro disso logo logo.

Por enquanto, no Clipe da Semana, você tira sua conclusão se Ben ficou mais 'rocker' do que 'harper' em Shimmer & Sine, 3ª faixa de White Lies... > bring me the music for the revolution!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Da série Monstros do Esporte

Ayrton Senna

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Pra começar a semana

Romaria, de Renato Teixeira, numa versão 110% anos 90 da banda Dotô Jéka, uma homenagem para 12 de Outubro, dias dos ranhentos e de Nossa Senhora Aparecida.

"Me disseram, porém
Que eu viesse aqui
Prá pedir de
Romaria e prece
Paz nos desaventos"

domingo, 11 de outubro de 2009

Um poema aos domingos! (excepcionalmente)

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
Já dei risada quando não podia,
Fiz amigos eternos,
Amei e fui amado,
Mas também já fui rejeitado,
Fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
Já vivi de amor e fiz juras eternas
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
Já liguei só pra escutar uma voz,
Já me apaixonei por um sorriso,
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e...
tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)!

Mas vivi!
E ainda vivo!
Eu não passo pela vida...

Bom mesmo é ir a luta com determinação,
Abraçar a vida e viver com paixão,
Perder com classe e vencer com ousadia,
Porque o mundo pertence a quem se atreve
E
A VIDA É MUITO
para ser insignificante.

(Charlie Chaplin)