sábado, 30 de agosto de 2008

Porque hoje é sábado!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Pra embalar o fim de semana!

Em homenagem aos 50 anos do polêmico Michael Jackson.

Um clipe dos primórdios, I Want you Back.


Os inimigos...

Na última quarta-feira escrevi um post que se chama “O mundo dividido”. Era uma simples tentativa de pilheriar com aqueles que vêem tudo (ou só conseguem fazê-lo) dividido em dois: ou se é isto ou se é aquilo!

É mais ou menos aquela coisa: se você faz uma crítica a X, automaticamente você está com (ou é) Y. E essas incógnitas poderiam ser substituídas por muitas variantes. Vejamos algumas:

- Se você faz uma crítica ao governo Lula, logo receberá uma pedrada nas têmporas e uma meia-dúzia de palavras atacando o FHC!

- Se você diz que o Putin está errado e que a Rússia está fora de eixo, logo xingam você e os EUA, lembrando-lhe do Iraque, de Kosovo.

- Se você bate em Israel, logo lhe acusarão de ser um palestino em missão anti-semita no Ocidente.

- Se você desce a lenha na China, logo lhe lembram das peripécias de Bush.

- Se você fala que a Folha de São Paulo está uma caca, logo lhe questionam: “e o Estadão? Tá uma merda!”.

E por aí vai... E o mais interessante é que todas essas variáveis podem ser invertidas que dá na mesma! Façam o teste. É a sofisticação do chamado “pensamento Cold War”: criticar X pressupõe elogiar (apoiar/estar com) Y!

Então, para que se registre, é importante lembrar (com uma metáfora inspirada na guerra): os “inimigos” dos meus “inimigos” não são, necessariamente, os meus “amigos”!

Ter “valores” ou “princípios” (alguns têm “lado”) não impede – ou melhor: não deveria impedir – a avaliação de cada caso, de cada circunstância. Quando os princípios e os valores funcionam como uma prisão, então é melhor abandoná-los.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Ternura

A um grande amor que se perdeu...

Ternura (Vinícius de Moraes)

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora

Cadê o lenço??

Sensacional!!!

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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Dica de leitura


Acabo de terminar a leitura de Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, ótimo e fascinante romance de Marçal Aquino, lançado em 2005.

Daqueles livros que dá saudade após a última frase
.


A história de um amor clandestino, vivido por um fotógrafo e a esposa (ex-prostituta) de um pastor, é narrada de maneira imprevisível. Fugindo de esteriótipos, usa como pano de fundo a briga de garimpeiros numa cidade do interior do Pará.

Traz de maneira surpreendente, desfechos para os diversos e instigantes personagens envolvidos na trama.

Fica a dica pra quem quiser conferir.

O mundo dividido!

Conclusão.

O mundo se divide entre:

- os que torcem pelo Corinthians e os que não;

- os que viveram nos anos sessenta e os que não;

- os que gostam de Camões e os que não;

- os que já foram a Paris e os que não;

- os que são de esquerda e os que não;

- os que viram ao vivo os Beatles e os que não;

- os que são do primeiro mundo e os que não;

- os que leram e entenderam Hegel e os que não;

- os que acreditam em Deus e os que não;

- os que são ocidentais e os que não;

- os que estão com o Bernardinho e os que não;

- os que comem no McDonald’s e os que não;

- os que acham que Tostines é mais fresquinho porque vende mais e os que não;

- os que acreditam que Capitu traiu Bentinho e os que não;

- os que lêem o CGC e os que não!

Da série "Julgamentos Precipitados"

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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Pra começar a semana!

Dos "Mestres do Piano", vamos agora excursionar pelos anos 80, a dita "década perdida". Será?

Hoje, Paralamas do Sucesso tocando "Vital e sua Moto" no Rock in Rio de 1985.



domingo, 24 de agosto de 2008

Troféu CGC da semana**

** edição especial (sem cuecas)

SELEÇÃO FEMININA DE VÔLEI – Douradas

Apesar o ouro, estou muito decepcionado com essas meninas... Eu queria um 3x0!!! Fofão, Fabi, Walewska, Carol, Mari, Paula Pequeno, Thaisa, Valeskinha, Fabiana, Sassá, Jaqueline, Sheilla e toda a comissão técnica. Valeu Zé! Amarelo quando maduro vira ouro.


MAURREN MAGGI – a 1ª

Maurren é uma mãe desnaturada. Sua filha pediu a medalha de prata, mas, para nossa alegria, a pequena Sophia terá que se contentar com a de ouro mesmo. Vitória na pista; vitória na vida. É a mulher brasileira, literalmente, em primeiro lugar.

Fracasso? Nem tanto...


A campanha brasileira nos Jogos de Pequim está sob análise. Alguns lugares comuns começam a se repetir e, da euforia inicial, chegamos à constatação de uma catástrofe, da amarelada etc.

Não me parece que a campanha brasileira tenha sido ruim. Nos jogos em que 87 países foram premiados ficamos em 23º. Poderia ser melhor? Claro que sim, sempre se pode. Mas quero que comparemos alguns aspectos e entre países com estrutura semelhante ao nosso.

1) Ficamos em 3º nas Américas. À frente de Cuba, um país tradicionalíssimo e que sente os reflexos das crises dos últimos anos. Sei que a velocidade da deterioração cubana é maior do que o do salto brasileiro;

2) Se compararmos com México, vizinhos dos EUA e com PIB mais próximo do nosso, tivemos um empenho satisfatório. Desnecessário falar da Argentina;

3) Se pensarmos em países que foram sede de jogos recentes como Espanha ou Grécia, e que portanto tiveram grande incentivos para montarem suas equipes e desenvolverem seu desporto, não ficamos tão distantes dos espanhóis e muito à frente dos gregos.

Agora podemos analisar alguns mitos:

1) Não há apoio ao esporte no Brasil. Os incentivos fiscais saem da renúncia fiscal. Pela primeira vez tivemos um ciclo completo de preparação. Não é o ideal, mas a profissionalização está chegando;

2) Os nadadores não têm estrutura no país. Palavras de César Cielo: há estrutura e bons técnicos, o que não existe são as competições com bom nível. Por isso a necessidade de estar nos EUA ou na Austrália. Alguém supõe a presença de nadadores que um dia se tornarão como Phelps para disputar uma prova no Pinheiros? Esta patriotada é tolice, pois equivale a dar prêmios absurdos para que eles venham buscar aqui. Tal como no mundo acadêmico defendo que a internacionalização nos favorece;

3) Os atletas amarelaram. Vitórias e derrotas são comuns a todos os esportes e em todas as nações. O que dizer dos americanos que erraram a passagem do bastão, no feminino e masculino, nas provas de atletismo? A graça do esporte é ver se as expectativas se confirmam. Se fosse o contrário, tal como nas eleições, não necessitaria haver disputa. Penso que falta maior envergadura a muitos deles, mas a inserção do país acontece paulatinamente. E não é apenas o Brasil que se aperfeiçoa, outros também. O que dizer do crescimento astronômico da China?

Por tudo isso, penso que a campanha brasileira foi dentro do que se esperava. Alguns esportes, como o futebol e o vôlei masculinos poderiam ter resultados melhores.

PêEsse 1: o que mais me incomodou em todos os Jogos foi o silêncio sepulcral da mídia diante de uma ditadura que censura, viola direitos humanos etc. A suntuosidade das construções e organização foram vistos apenas como eficiência.

PêEsse 2
: internamente, o boa gente José Roberto Guimarães deve ter dado um ligeiro sorriso de satisfação no duelo entre os dois técnicos mais vitoriosos do vôlei. Jamais admitirá, mas posso supor. Ricardinho também deve ter tido um sentimento contraditório.

PêEsse 3
: sem disfarçar se alegraram os críticos de Dunga, Teixeira e a patotada da CBF.