sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Um poema às sextas!

A carta que não foi mandada, Vinícius de Moraes

Paris, outono de 73
Estou no nosso bar mais uma vez
E escrevo pra dizer
Que é a mesma taça e a mesma luz
Brilhando no champanhe em vários tons azuis

No espelho em frente eu sou mais um freguês
Um homem que já foi feliz, talvez
E vejo que em seu rosto correm lágrimas de dor
Saudades, certamente, de algum grande amor
Mas ao vê-lo assim tão triste e só

Sou eu que estou chorando
Lágrimas iguais
E, a vida é assim, o tempo passa
E fica relembrando Canções do amor demais
Sim, será mais um, mais um qualquer
Que vem de vez em quando
E olha para trás
É, existe sempre uma mulher
Pra se ficar pensando
Nem sei... nem lembro mais

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Da série Monstros do Esporte

Maria Esther Bueno

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O cone e o Rei

Hoje eu realizei um dos meus sonhos: atropelei um cone!

Quem nunca teve aquele desejo assassino (tipo o Pateta naquele desenho que ele se transforma num louco ao entrar no carro) de mirar aquele cone lá na frente, colocado estrategicamente pela CET, e acelerar, acelerar, acelerar e mandá-lo para casa do chapéu como nas perseguições dos filmes americanos?

Pois bem, hoje eu realizei um dos meus sonhos: atropelei um cone!

Não foi de propósito, mas quando a ficha caiu e eu olhei pelo retrovisor e vi, ele, lá no chão, cerrei meu punho e falei “ahá, atropelei um cone, iuhuu!!!”.

Foi assim: o movimento de carros na região do Ginásio do Ibirapuera está um inferno nas duas últimas semanas devido à temporada de shows de Roberto Carlos. Desde o dia 21/08 até amanhã, 02/09, o Rei completará 8 shows na capital paulista. Os espetáculos começam a partir das 21h, mas desde às 18h o trânsito em torno do ginásio, que já não é lá essas coisas, vira uma loucura. Pois eu fiquei preso no rodízio e só pude deixar a região após às 20h. Puto com o horário e a bagunça, dei uma de Pateta e peguei a primeira saída livre que vi. Um carro a minha frente “estranhamente” deu seta para pegar a faixa congestionada da esquerda e deixou o caminho livre para o bonito aqui. Acelerei e bem em cima entendi o motivo da seta do outro carro. Dois cones fechavam a minha faixa.

Consegui desviar de um, mas o outro...

Em minha homenagem, no Clipe da Semana, o Rei Roberto Carlos, o Calhambeque e mais uma das muitas histórias que acontecem comigo.

Começou o Centenário

Parabéns, Corinthians! Parabéns, Fiel!

Sabedoria popular!

Enviada por Rodrigo "Bronquinha" di Mônaco.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Pra começar a semana!

Após um final de semana alucinante, uma canção para acariciar os ouvidos. O que vai abaixo é daquele tipo de música pra se ouvir com atenção, com a cabeça no travesseiro ou com o vidro do carro fechado.

Senhoras e senhores, com vocês Etta James, uma das rainhas da música negra norte-americana, acompanhada por ilustres como Mr. Keith Richards e Mr. Robert Cray.

A diva canta Hoochie Coochie Gal. É, parece que as cantoras "mais contemporâneas" não inventaram a roda, com o perdão do conservadorismo!

Vejam quem assiste empolgadíssimo à jam session!

Um brinde!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Pra embalar o fim de semana!

Pequenas porções de ilusão...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Duas notas

Nota 1 – Ré menor

O nosso bravo senador Eduardo Suplicy deve ter cheirado algo forte, tipo cueca suja, loção de barba paraguaia. Não há outra explicação. Ele já não é lá um primor de sanidade e de retórica, mas, nos últimos dois dias, “Dudu Supla” se superou.

Que história é essa de cartão vermelho, depois de seu partido ter livrado a cara do Sarney? Pra que gritar tanto na tribuna do Senado se o PT falou bem mansinho há uma semana?

Os analistas políticos dizem: “quis jogar pra torcida”. É bem provável que se trata de coisa mais simples: efeito retardado. Típico. Mais duas cheiradas dessa, e Suplicy vai chamar à discussão o espírito de Dom João VI, que raspou nossos cofres ao voltar a Portugal em 1821, advertindo-o com uma cartolina vermelha. Até o monarca bonachão entender o que aquilo significa... ai, que preguiça!

Nota 2 – Si bemol menor

Os mais próximos sabem da minha antipatia por Hugo Chávez e por essa gente toda que convoca plebiscitos e referendos na América do Sul. Seja por conta das consultas populares periódicas, seja pelos fechamentos de veículos de comunicação “não-governistas”, os bolivarianos da Venezuela, Bolívia e Equador não seriam – como diz um amigo – meus convidados prediletos para um fim de semana numa ilha paradisíaca.

O clube dos bolinhas que tentam solapar a democracia ganhou mais um membro: Álvaro Uribe, presidente colombiano. Tido e havido como a “face moderna” da Colômbia que se livra de suas mazelas – principalmente aquelas ligadas às guerrilhas, ao tráfico e à violência urbana – Uribe está cavando meios legais (sim, os tais referendos) junto ao Senado colombiano para o seu terceiro mandato.

Ele já havia tentado isso há coisa de três anos. Não conseguiu. Álvaro Uribe volta, pois, à carga e, assim, une-se “estrategicamente” àqueles que são considerados seus principais adversários políticos na América do Sul.

Quanto ao Brasil, só nos resta: “livrai-nos do Mal, Amém”.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Da série Monstros do Esporte

Yelena Isinbayeva

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Trabalho!

No Brasil são aproximadamente 2 milhões de desempregados, segundo dados do IBGE (números de abril de 2009).

Vejo exemplos próximos de gente que trabalha, porém, reclama da chuva, do sol, da vida, do papagaio, da vizinha, do trânsito, do metrô cheio, do ar ligado, do ar desligado, reclama do próprio trabalho, do chefe, da empresa, do salário, é um mar de lamentações. Talvez, penso eu, seja inato do ser humano reclamar, mas também deveria ser inata a tentativa de evoluir, seja profissional ou pessoalmente.

Às vezes surge aquele questionamento: "Tanta gente querendo trabalhar e muitos que trabalham não dão o devido valor!" Mas aí começo a pensar, será que essa roda de desemprego não atinja justamente os que reclamam demais, os que não tem boa vontade e os que querem ou se acostumaram com tudo fácil? Acho difícil que um longo desemprego atinja os cidadãos que realmente querem trabalhar!

Não que estejamos numa situação e num país propriamente favoráveis, mas trabalho (não emprego), principalmente em São Paulo, existe. É só querer!

Me irrita conviver, principalmente no trabalho, com pessoas desestimuladas, insatisfeitas, pouco comprometidas. Acho que se alguém se propõe a acordar e sair de casa para exercer qualquer tipo de função, seja varrer a rua ou gerir uma grande empresa, deve fazê-la da melhor maneira possível, e se a insatisfação bater, que procure outra coisa.

É péssimo chegar em algum comércio e ser mal atendido. O pior, é que é o habitual, nos espantamos quando alguém nos surpreende com um bom atendimento, com presteza e um sorriso no rosto.

Talvez meu discurso seja pouco racional e sei que existem outras questões para explicar o desemprego, mas para aqueles que não estão a fim, que não atrapalhem os que estão!

Pra começar a semana!

Pra começar a semana e em homenagem ao “cagão” Mercadante, Canto de Ossanha, interpretado pelo excelente Casuarina.

O homem que diz "vou" não vai! Porque quando foi já não quis! O homem que diz "sou" não é!Porque quem é mesmo "é" não sou!

domingo, 23 de agosto de 2009

Humor


Enviada por Luana, amiga e leitora do CGC!

sábado, 22 de agosto de 2009

Bomba, bomba, bomba

USAIN BOLT É PEGO NO DOPING!!

Confira a manchete n'O Fino Da Bola.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Dias de ruPTura

Não bastasse o sono de Lula ao ler o novo livro de Chico Buarque ou a confusão que a tal Lina Vieira (ex-secretária da Receita Federal) provocou ao publicar que a “deusa” Dilma Roussef havia lhe pedido para agilizar uma investigação na Fazenda contra a família Sarney, o inverno no Partido dos Trabalhadores continua rigoroso.

O apoio petista (bancado por Lula) a José Sarney – e aos arquivamentos de representações contra o senador poli-estatal – culminou em dias de fúria dentro do partido. Em pouco menos de quarenta oito horas, algumas baixas entre os trabalhadores.

A senadora Marina Silva (“petista histórica”, sem nenhum trocadilho com a sua formação acadêmica) se desfilou do PT e migrou ao PV. A defensora incondicional do meio-ambiente está, enfim, no Partido Verde! Outro senador, Flávio Arns, diante da cumplicidade petista a Sarney, se disse então envergonhado de ser filiado ao partido, e rompeu com a legenda.

Por fim, o “bravo” Aloízio Mercadante anunciou ontem no seu Twitter que renunciaria, ainda hoje, à liderança da bancada governista e do PT no Senado. Mercadante, que outro dia deu um show grotesco no depoimento de Lina Vieira à CCJ, se sentiu isolado em sua posição de não condescender com a postura do Partido em relação a Sarney.

Como em qualquer legenda, o PT abriga várias “correntes políticas”. Quando estas não convergem para o mesmo ponto num dado momento, o circo se arma. Ao cabo, o PT vocalizou – por meio de Ricardo Berzoini – a vontade de Lula no caso Sarney, demonstrando, enfim, que petismo e lulismo estão mais próximos do que nunca.

O fim último? O apoio oficial do PMDB à Dilma Roussef no pleito de 2010. Ruídos? Existem, aos montes. Marina Silva pode ser o maior deles, mas há também a rejeição da figura de José Sarney junto à população, que, se bem explorada pela oposição, poderá arrancar alguns votos de Dilma.

Terá valido a pena para o PT esse tour de force? A resposta só em 2010. Minha intuição é de que o companheiro Lula, um “leitor” brilhante do cenário político, não dá ponto sem nó. Mas é só intuição.

Atualização das 11h25
: Mercadante amarelou e permanecerá na liderança do governo no Senado. Segundo o senador, as cinco horas de conversa com Lula ontem e uma carta enviada pelo presidente na manhã de hoje o fizeram mudar de ideia. Tô dizendo que esse menino, o Luiz, é bom de leitura política!