sexta-feira, 16 de abril de 2010

Sexo no século XVII

Segundo o Rubem Fonseca, no romance O doente Molière (São Paulo, Companhia das Letras, 2000).

Comecei beijando as partes do corpo de Armande deixadas à mostra pelo vestido. Inicialmente um beijo delicado no rosto, depois na boca. Ela retirou a minha peruca e afagou-me a cabeça; senti a delicadeza dos seus dedos na minha pele; não era raro homens da minha categoria, obrigados a usar peruca constantemente, rasparem a cabeça. Fiz com que ficasse em pé ao lado da cama e, lentamente, sem pressa, tirei peça por peça do seu vestido, e cada parte do corpo revelada era beijada de leve por mim. Eram três saias internas que Armande usava, e sobre elas uma outra saia, com um enchimento que alterava-lhe os quadris e lhe dava mais amplitude atrás, o que na verdade nada acrescentava à sua beleza.

Armande sempre se excitava ao notar o forte desejo que o seu corpo perfeito me causava, saber-se bela e ser desejada lhe dava um grande prazer. Depois de desnudá-la, deitei-a de bruços na cama e beijei suas costas començando na nuca, depois as omoplatas, e fui descendo até encontrar as duas partes redondas e firmes das suas nádegas, que afastei, abrindo caminho para minha língua. Depois virei-a de frente e lambi-lhe o pescoço, as axilas, os seios, a barriga, e finalmente detive-me no delicado estojo cercado de pêlos escuros, que ressumava um deleitável néctar. Fizemos amor lentamente, nossos corpos em perfeita harmonia quando parados, quando em movimento, alternando força e suavidade, deixando que os prazeres mais inefáveis invadissem sutilmente nossos corpos, conscientes de que o gozo era apenas um aspecto de fruição física dos amantes, um paroxismo que podia, e às vezes devia, ser adiado ou mesmo evitado.


Conhecia alguns, digamos, sinônimos, mas “estojo cercado de pêlos escuros” é, de longe, a mais escolar das definições!

Dúvida cruel: será que já beijei, algum dia, uma omoplata?

terça-feira, 13 de abril de 2010

O Morumbi e a Copa

Dia sim e dia também saem notícias sobre os problemas do Morumbi para ser aprovado pela FIFA como estádio da abertura e de uma das semifinais da Copa do Mundo de 2014.

Os problemas parecem realmente existir, no entanto, o que vem incomodando é a atenção exagerada à situação de um dos melhores estádios do país. A aparente falta de problemas das outras sedes é, em minha opinião, mais preocupante, por sinalizar a absoluta falta de ação faltando quatro anos para o torneio.

Fica a impressão de que as críticas ao Morumbi são convenientes inclusive para a própria CBF, que aproveita para incomodar o São Paulo (com quem tem relações tumultuadas) e se exime de maiores explicações sobre as outras obras, que, certamente, receberão uma quantia muito maior de verbas públicas.

As donnas do rock n’ roll

Outro dia encontrei com a Naty na praça de alimentação aqui do complexo de comunicação FDB/CGC e começamos a prosear sobre bandas de meninas. Perguntei se ela gosta de The Donnas e sim, ela gosta de The Donnas. Eu também acho legal, mas algo na música das californianas de Palo Alto me faz lembrar o filme Sexta-feira Muito Louca (que passou ontem), com Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis. Ou seja, é aquele tipo som chiclete, meio glam meio punk, feito por adolescentes revoltadinhos da Disney, manja? Detalhe: as Donnas estão na trilha do tal filme... Não é a toa!

Mas por que as Donnas são legais? Não sei, talvez seja pela pose das girrrls – e também não sei se são apenas caras e bocas ou se elas acham que são más mesmo; talvez seja pelo hard rock divertido (ou ‘punkeado’, como diria Fernandossauro Vieira) e despretensioso, apesar de repetitivo; ou talvez seja pela pegada da guitarrista Allison ‘Donna R’ Robertson e seus biquinhos... Ah, isso certamente é!!

Na volta do Clipe da Semana, em homenagem à Tela Quente, ao meu amigo Fernando e a todas as donnas roqueiras do mundo, Take It Off. Confira o vídeo no box ao lado ou clique aqui.

domingo, 11 de abril de 2010

Legendários: não precisa de legendas?


No último sábado, 10 de abril, o programa Legendários encabeçado pelo apresentador, produtor, criador e outros "or's" Marcos Mion deu o ar de sua graça na TV Record.

Mion recrutou personalidades de peso (não é uma piadinha para o João Gordo, eu juro) para acompanhá-lo ao decorrer do programa, os quais já foram seus companheiros de trabalho em sua ex-patroa MTV. Dentre eles estão Mionzinho, os ex-Hermes & Renato, e João Gordo. Além destes rostos já conhecidos, completam o time dos Legendários: Gui Pádua, Marcelo Marrom, Elcio Coronato, Jacke Khury, Felipe Solari e Miá Mello.

O programa apresentado ao vivo já estava sendo comentado nas grandes mídias há algumas semanas, principalmente questionando se o punk desbocado João Gordo iria poder soltar alguns palavrões no horário nobre de uma tv propriedade de evangélicos. Pois bem, até levaram esta discussão ao ar com o humor, e ainda "presentearam" o vocalista do Ratos de Porão com o Homem Biiiiiiip, para o caso de ele soltar algum palavrão. E não deu muito certo, acabou escapando do mesmo jeito.

A matéria de João Gordo iniciou o programa com um tema até interessante (a arrecadação de dinheiro mediante as multas no trânsito da cidade de São Paulo), onde até o prefeito Gilberto Kassab foi abordado. Molde do CQC, é evidente, e com um saldo final a desejar, principalmente no que se refere ao João, que pelo visto terá um espaço irrisório no programa. Conhecendo a personalidade do mesmo, duvido que ele continue lá por muito tempo.

Ao meu ver, apenas dois momentos do programa trouxeram boas abordagens, a matéria sobre meio ambiente de Felipe Solari, que ainda teve "atrativos" com mulheres seminuas durante a matéria (desnecessário), mas com um apelo inteligente, e a reportagem de Elcio Coronato sobre preconceito, promovendo vários testes com pessoas comuns em vários ambientes. Mas também não trouxe nada muito inovador.

Outra parte dos Legendários que chamou minha atenção, talvez não por sua extrema qualidade, mas por motivos pessoais foi a paródia do Shop Tour com os ex-Hermes & Renato. Eles ainda não retomaram a velha forma, mas ainda acredito que eles consigam, se assim permitirem. Estranho vai ser quando escolherem outro nome para eles.

Quadros menores como o antigo "micon" sempre me agradaram desde a MTV, e o formato pelo menos permaneceu o mesmo, e Mion sabe levá-lo como ninguém.

Já a matéria de Gui Pádua é interessante pela adrenalina do famoso paraquedista, que já quebrou vários recordes mundiais e é conhecido por seus saltos proibidos. Porém, não consegui ainda julgar se coube no formato do programa, ainda tive a impressão de que ela ficou muito deslocada, e me fez pensar nos próximos saltos.

Agora, o pior quadro de humor sem sombra de dúvidas, não só deste programa mas me arrisco a dizer, da televisão aberta brasileira foi de Miá Mello, que deu vida à apresentadora Teena. Sem sentindo, sem graça, sem conteúdo, só é irritante, e penso que Chitãozinho e Xororó se arrependeram de participar deste momento. Ainda mais com os gritos de doer da humorista.

O segundo quadro mais fraco foi o da gostosona Jaque Khury. Nele, perguntas "polêmicas" são levantadas e tentam ser explicadas. Ontem a escolhida foi "qual música é mais brochante"? Bom, para os homens este momento vale a pena, já que todo o material de Jaque foi exibido, mas tanto sua interpretação como as explicações dos profissionais foram muito fracas. Vale um pouco pelas caretas do Mionzinho, que aliás faz o mesmo trabalho de sombra do Mion de sempre.

Por último, Marcelo Marrom irá encarar um anti-herói, o Super Tição. No programa de ontem ele apenas foi apresentado, mas promete ser mais um personagem repetitivo do herói brasileiro que sofre com as injustiças típicas do nosso país. E o antigo Anão Tosco está de volta com o papel de Nestor, escudeiro de Super-Tição.

Como balanço final eu daria uma nota 6,5 para o programa, mais pela produção, cenário e figurino. Fizeram muito barulho por algo que não tem um grande diferencial mediante outros programas de formato similar, como o CQC e o Pânico. Além da música de abertura do Charlie Brown Jr., mais uma das enjoativas composições de Chorão que falam sempre as mesmas coisas, com o mesmo ritmo e os mesmos trejeitos de sempre.

Particularmente, eu não duvido do talento de Marcos Mion e seu modo de apresentar, além do que a maioria de seus programas sempre estiveram na minha tv, mas o primeiro Legendários se apresentou como tedioso, enjoativo e nada criativo.

Além disso, falar palavrão não pode, mas um monte de mulher quase pelada esfregando a bunda e os peitos na tela sim. Falso moralismo de sempre.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Tira as flechas do peito...

Semana de tragédia e caos na cidade maravilhosa, dezenas de mortos e desabrigados.

Piadas e mais piadas, bairrismos, discursos inflamados, cinismo de governantes. O de sempre no país do carnaval!

É ruim ter a certeza de que toda essa comoção pelo povo carioca logo será substituida por outro assunto. Assim como aconteceu com as chuvas de São Paulo e Santa Catarina. Ou será que os governantes estão tomando alguma atitute preventiva? A resposta certamente é não!

Daqui a pouco vão maquiar tudo isso aí, afinal lá vem a Copa do Mundo no Brasil e as Olímpiadas no Rio. Licitações, obras, verba publicitária, turismo... não vamos querer perder essa mamata, não é mesmo?

Prefiro o otimismo à ironia e torço para que diante dessas tragédias recorrentes, medidas sejam tomadas.

A fúria da natureza não pode ser contida, mas o descaso pode ser substituído por atenção e prevenção!

Pra embalar o fim de semana e em homenagem ao Rio, uma linda canção de Moacyr Luz, Aldir Blanc e Paulo César Pinheiro, Saudades Da Guanabara. A letra pega na veia!

"Brasil
Tira as flechas do peito do meu Padroeiro
Que São Sebastião do Rio de Janeiro
Ainda pode se salvar"

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Erraram por pouco...

terça-feira, 6 de abril de 2010

Os cariocas, a grama do vizinho e o clima

Estive no Rio de Janeiro em dezembro último. Foram 5 dias de descanso antes da maratona de trabalho que enfrentaria no final do ano. Gosto da cidade maravilhosa, apesar de conhecê-la pouco. Andei pelo “centrão” por horas; fui até às portas do tão falado Morro dos Macacos; batuquei na Portela e conheci um pouco mais a zona norte carioca. Tudo ótimo!

Fazia um calor infernal, com 33 graus às 23h. Fiquei hospedado na casa de um amigo, a 500 metros do Estádio do Maracanã, na Tijuca, o que aumentava ainda mais a temperatura na semana que antecedia os jogos finais do Campeonato Brasileiro.

Naqueles dias, em São Paulo, a chuva destruía uma parte da cidade. O noticiário carioca mostrava os desabamentos, enchentes e lágrimas. Provavelmente, por seu lado, os telejornais paulistas tratavam da troca de tiros nos morros cariocas por conta da tal UPP (Unidade de Polícia Pacificadora).

Enquanto almoçava, na Vila Isabel, ouvi um carioca, com os “erres” e “esses” sublinhados, dizer algo como: “é só chover lá que os paulixxxtas ficam em baixo d’água”. Gargalhadas. Na TV, o jornal local mostrava os problemas em Carapicuíba e na zona leste de SP.

Lembro-me de ter pensado: “é engraçado, lá em SP os caras devem estar metendo o pau no RJ por conta dos morros; aqui, eles noticiam e ironizam a incapacidade crônica dos paulixxxtas em lidar com as chuvas”.

Em se tratando de certa rivalidade Rio-São Paulo, a grama do vizinho é sempre menos verde do que a nossa.


Chove há quase 24 horas no Rio. São, até agora, 95 mortos no estado (com cerca de 40 na capital). Em São Paulo, choveu torrencialmente durante 47 dias (com poucas horas diárias de estiagem). Por aqui, morreram 78 pessoas nesse período. O Rio enfrenta a maior chuva em 44 anos! Em SP, caiu água como não se via há 70 anos!

Fiquei com o ouvido colado ao rádio por boa parte do dia de hoje. Na Globo News, vejo agora o prefeito Eduardo Paes falando. Antes, assisti às entrevistas do governador Sérgio Cabral e do presidente Lula.

E estou impressionado com uma diferença fundamental: há - nas entrevistas, análises técnicas e comentários - um ar de colaboração, de condolência, de compreensão com a situação caótica dos cariocas e fluminenses, incluindo-se aí os próprios governantes.

Afinal de contas, trata-se de algo extraordinário: a maior chuva em quatro décadas!

Em SP, em situação semelhante ou pior, o clima era bem menos amistoso e menos compreensivo. As críticas eram mais ferozes – além de politizadas. À época, parecia que a chuva em SP era apenas uma brisa que destruía a cidade. Hoje, parece que o RJ passou por um tsunami e que, por sua excepcionalidade, merece compreensão.

Vai entender... Pau que bate em Chico não bate em Francisco!

Se é que posso assim dizer, prefiro, em casos excepcionais, a suposta “não-politização-compreensiva” carioca à “crítica-politizada” paulistana! A sensação de solidariedade ajuda a sair do buraco.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

16 anos sem aqueles olhos azuis...



No dia 5 de abril de 1994, o maior ícone da música grunge apertou o gatilho de sua espingarda ferindo não só seu belo rosto como os corações da imensa legiões de fãs que foi cultivada pelo mundo.

O problemático Kurt Cobain, tímido e ao mesmo tempo polêmico fez história mediante letras marcantes e apresentações diferenciadas ao longo de sua curta carreira.

O CGC não poderia deixar de apresentar uma singela homenagem a quem influenciou (e sim, ainda influencia), tantos corações e mentes jovens sedentas por algo que ainda valha a pena ser ouvido e tocado.

Para quem é fã de Kurt, do Nirvana, de Courtney Love (a viúva um tanto quanto indiscreta de Cobain) ou apenas de uma biografia muito bem escrita, a dica é ler "Mais Pesado Que o Céu" (Heavier Than Heaven), de Charles Cross. A obra é de descrição impecável e, por que não dizer?, angustiante como a maioria dos anos de Kurt Cobain entre nós. Ela impressiona por sua qualidade e pela emoção que transmite ao leitor, fazendo com que mesmo quem não é fã do falecido biografado fique boquiaberto com a vida do mesmo.

PêEsse: Editoria CGC, visitantes, críticos, admiradores etc.: voltei!

Pra começar a semana!

Sempre tive uma identificação fortíssima com os filmes do Rocky, marcou a minha infância e adolescência e continuou me acompanhando na minha carreira profissional.

Não lembro exatamente quando começou, talvez 2003 ou 2004, e desde então sempre que me sinto desmotivado ou quando chega aquelas semanas malucas de batimento de meta, eu sempre assisto algum filme da saga. Serve como um gatilho motivador. O enredo do filme me encanta; a história da batalha do Stallone pra conseguir viabilizar o filme; o próprio personagem, é aquela coisa bem crua de batalhar pelos sonhos com as próprias mãos, não há exemplo mais direto do que um lutador de boxe. Sem falar na trilha sonora e na canção Eye of the Tiger que traduz perfeitamente a energia do filme.

É maluco, porque em algumas lutas, mesmo eu já sabendo que ele perde, fico torcendo pela vitória e as sensações são as mesmas. E olha que eu já assisti uma pancada de vezes.

Semana passada me mandaram esse vídeo de um coral de crianças interpretando Eye of the tiger, muito bacana a naturalidade e a alegria sincera delas.

Pra começar a semana com Olhos de Tigre!

Ótima semana a todos!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Rabo preso?

O projeto de lei 564/06, de autoria dos vereadores Antônio Goulart e Agnaldo Timóteo, que determina que eventos esportivos na cidade de São Paulo devem terminar até as 23h15, aprovado pela Câmara, foi vetado ontem por Gilberto Kassab. Após uma análise das razões do veto a Câmara pode derrubar a decisão do prefeito. A pergunta que fica é: Quais seriam as razões para o veto de um projeto de lei que visa o bem estar e a segurança do torcedor?

PêEsse: quem foi ontem ao estádio do Pacaembu assistir a vitória corintiana de 2x1 frente o Cerro Porteño (PAR), jogo realizado as 19h15, pode comentar o tão gosto que é sair do estádio cedo, tomar uma cerveja e papear sobre a partida tranquilamente...

Intolerância religiosa?


Alguns jogadores do aclamado time da Vila Belmiro acabam de dar um péssimo exemplo. Numa ação programada de distribuição de ovos de páscoa a uma entidade de assistência a crianças com paralisia cerebral, mantida por um centro espírita na cidade de Santos, parte do elenco se recusou a participar. Neymar, Ganso, Robinho, André, Fábio Costa, Durval e Marquinhos ficaram dentro do ônibus da equipe na porta do Lar Espírita Mensageiros de Luz. O motivo para alguns não participarem era a divergência de profissão religiosa.

Se à distância condenamos ataques terroristas ou conflitos religiosos pelo mundo, fica a pergunta: o que se está construindo no Brasil? Que perfil tem essa nova religiosidade brasileira? A divergência de credo religioso implica selecionar onde se faz caridade?

A propósito os ovos de páscoa não foram bancados por nenhum dos ilustres jogadores, mas pagos por um dos patrocinadores da equipe santista. Vergonha!

P.S. Felipe, Edu Dracena, Arouca, Pará e Wesley, além do técnico Dorival Jr, participaram da atividade.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Tenho pressa...

Quero correr! Quero andar! Quero conhecimento! Quero barulho! Quero silêncio! Quero me embriagar! Quero curar a ressaca! Quero amigos! Quero amor! Quero solidão! Quero rir! Quero chorar! Quero um banquete! Quero simplicidade! Quero todos os livros! Quero todas as músicas! Quero o sol! Quero a brisa! Quero a chuva! Quero tudo! Quero nada!

Tenho pressa... e por isso vou devagar!

terça-feira, 30 de março de 2010

Reflexão

Existe um momento na vida do homem em que é preciso parar e comprar cuecas novas.

segunda-feira, 29 de março de 2010

E o que virá?

Diante do exposto no texto anterior faço uma aposta arriscada de prever o futuro.

1) Teremos uma eleição acirrada e com candidatos que não tem o mesmo carisma dos presidentes anteriores. Os acirramentos se desdobrarão durante o exercício do mandato.

2) Que a mídia, que na reeleição de Lula perdeu uma eleição pela primeira vez após o fim da ditadura, exercerá papel fundamental na opinião que se formará sobre quem vença as eleições, assim como os movimentos sociais tendem a ser mais combativos no próximo quadriênio. Tudo dependerá dos resultados eleitorais. Cada pólo político tem suas armas e nenhuma figura capaz de ser força aglutinadora, por enquanto, como o foram FHC e Lula.

3) Que partidos que não se lançam na arena política aparecerão, cobrando altas faturas, para apoiar qualquer que seja o vencedor. Ou alguém acredita que nossa criatividade política é tão maior do que qualquer outro povo para termos mais de 20 partidos políticos?