quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Galvão Bueno. A Copa de 2014 já começou!

Se o Galvão Bueno já se empolga normalmente com as eliminatórias para as Copas do Mundo – gritando que “a Copa do Mundo já começou!” – imaginem sua excitação com a divulgação da decisão da Fifa sobre o Mundial de 2014 no Brasil.

Para o Galvão, a Copa de 2014 já começou hoje de manhã, com o anúncio oficial do que todo mundo já sabia.

Porém, é prudente reservar as energias – inclusive as do próprio locutor – para dar conta de cumprir todas as exigências feitas pela Fifa, pois não há nada que garanta legalmente a realização da Copa no Brasil.

Para refrescar a memória, é bom lembrar o exemplo de 1986, quando a Colômbia – que havia sido escolhida para sediar aquele mundial – não conseguiu bater as metas da Fifa e o México se tornou o anfitrião, apenas 16 anos depois de organizar a Copa do Mundo.

Então, Galvão e amigos, economizem a garganta! Ou melhor: vamos utilizá-la para 'reivindicar' as melhorias necessárias: transportes públicos eficientes; infra-estrutura turística; estádios decentes etc. A Copa de 2014 não começou. Aliás, ela ainda nem saiu do papel!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Um amigo; o padre Lancelotti e a "molecada" de Pajero!

Um amigo meu ficava revoltado – há uns 5 ou 6 anos – quando o padre Júlio Lancelotti aparecia na TV ‘protegendo’ os menores da FEBEM que tinham acabado de fazer uma rebelião. À época, Lancelotti era o nome forte da “Pastoral do Menor”; também à época, a FEBEM ainda tinha esse nome e vivia em constantes rebeliões.

“Ai, os menininhos do padre Lancelotti” – dizia esse meu amigo, em tom irônico. “Se ele quer protegê-los, ele que carregue esses moleques para morar em sua casa”. Para arrematar, fechava o rosto e afirmava: “Direitos Humanos? Para esses moleques? Com eles, o negócio é na porrada!”.

Eu nem sempre concordava com a “dureza” de suas propostas ou mesmo com as suas ironias ou simplificações a respeito dos Direitos Humanos. Na semana passada, porém, lembrei-me desse meu amigo. Evidentemente não para atestar que ele tinha razão, mas para imaginar o que ele deve estar dizendo a respeito do padre Lancelotti.

Estou curioso também para saber no que vai dar o atual caso. E isso por dois motivos: o primeiro, e óbvio, é porque se suspeita do uso de dinheiro público para o pagamento da suposta “extorsão”; segundo, porque o padre Lancelotti sempre se arvorou em discussões sobre a ética e sobre as políticas públicas em São Paulo, tornando-se um dos mais controvertidos agentes da cidade.

São muitas as perguntas e as possibilidades. Qual foi o valor pago ao tal “Anderson” (que zica de nome!)? 50, 60, 600 mil reais? De onde veio esse dinheiro? Fica caracterizada a extorsão? Ex-FEBEM, sem emprego, andando de Pajero e Audi-A3? O padre mantinha ou não relações sexuais com o ex-FEBEM e/ou com outros (as) ex-internos (as)?

Dependendo das respostas encontradas na investigação, o meu amigo poderá se tornar um guru, uma pitonisa, ou simplesmente, um jovem senhor aborrecido que não acredita em Direitos Humanos!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

CRISTINA!


A primeira presidenta argentina eleita é Cristina Fernández de Kirchner.

Ela foi tema de meu primeiro post no blog, quando foi anunciada a candidatura de la "pengüina". Os analistas argentinos prevêem um governo sem lua de mel. Os desgastes inevitáveis de uma reeleição poderão ser cobrados diretamente da sra. Kirchner. A capital, Buenos Aires, não deu a vitória a Cristina.

Inflação em alta, preços subsidiados e uma política de combate à pobreza classificada de assistencialista são alguns dos desafios imediatos.

A senhora Botox, como a apelidou sua oponente na disputa eleitoral, Elisa Carrió "La Gorda", terá que manter a economia em crescimento sem provocar uma crise inflacionária.

Os partidos políticos argentinos tiveram quase nenhum papel numa eleição altamente personalizada. A oposição também terá que se reinventar. Carrió, após sucessivas campanhas, deve deixar de ser um nome natural, embora já tenha se apresentado como a legítima opositora conferida pelas urnas.

Seja o que for, a vitória dos K é indiscutível.

domingo, 28 de outubro de 2007

Nascido e Criado


O filme "Nascido e Criado" (Argentina, 2006) do diretor Pablo Trapero foi exibido na Mostra de Cinema de SP.

Conta uma história fascinante de um homem solitário após uma tragédia familiar. Apresentado com um estilo de "faroeste" moderno o filme permite reflexões interessantes sobre o país vizinho que escolhe a nova governante nesta data.

Qulaquer análise de filme e relações com outras fontes e linguagens é arbitrária. Mas no filme, para mim, é impossível não pensar no jogo binário civilização e barbárie, exposto pelo escritor e presidente argentino Domingo Faustino Sarmiento em 1845.

A personagem central, Santiago, é um ser cosmopolita de Buenos Aires. É a própria expressão da metrópole moderna que nos acostumamos a ver. Após o acidente, com uma câmera trêmula, o filme corta para um homem recluso e taciturno nas belas paisagens na Patagônia argentina. A neve castiga o pequeno povoado que se tornou o refúgio para o protagonista que quer manter intocável as marcas de um triste passado.

Algumas cenas, como a do cavalo andando na neve, a amizade com o indígena chamado "Cacique" (ele nega-se a dizer que é um mapuche), remetem imediatamente ao texto de Sarmiento e sua incompreensão diante da admiração dos argentinos pelos cavalos. A barbárie descrita no XIX continua seduzindo.

Em outro momento, quando os instintos se afloram e o protagonista está prestes a ter uma relação sexual com a mulher disponível e na situação cabível, o ato é interrompido. A entrega inicial ao instinto cede espaço a uma culpa que ele cultua em silêncio. Será a culpa a expressão primeira do ser "civilizado"? Salve Dr. Freud e seu "mal estar na civilização".

A morte da esposa do Cacique remexe com dores silenciadas, mas não esquecidas. O protagonista segue um outro caminho e reencontra a "civilização" ao voltar para Buenos Aires.

No diálogo final sai caminhando com outra personagem importante e que permaneceu oculta por grande parte da trama: a sua esposa. Desde o acidente não tínhamos clareza do que se passou com ela. No reencontro uma pergunta: para onde vamos? E a resposta emblemática dos tempos atuais: por aí, sem um rumo definido.

Por essas e outras o filme é um convite ao universo argentino e dos diálogos entre estes conceitos do mundo civilizado e bárbaro que coexistem na prática e na tela de Trapero...

sábado, 27 de outubro de 2007

A foto da semana e o desejo de muitos

Um amigo me encaminhou a foto que segue abaixo (da agência AFP), com o seguinte título: "Imagem do making of do novo filme da série 'Exterminador do Futuro'". Dessa vez, "O Retorno".


Bela sacada! A perspicácia do fotógrafo somada a um certo desejo inconsciente de uma porrada de gente resulta nessa "interpretação" da foto.

Deve ter um bocado de pessoas lá na região do Ahmadinejad que sonham com esse filme!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Das vantagens que nos oferecem os leitores de contracapa


Aproveitei uma saída burocrática pela cidade e passei num sebo aqui perto de casa. Aliás, uma bela loja de livros, cuja política de vendas estabelece que o valor máximo cobrado para livros usados é de 15 mangos. Em geral, faço ótimos negócios lá!

Pois bem. Olhei de um lado, de outro; gastei uns 45 minutos fuçando as prateleiras, apertando os olhos e enrugando a testa para ler as lombadas dos livros nos locais mais altos e forçando a vertebral para identificar aqueles próximos ao chão.

De repente, encontrei um livro raro – de um historiador suíço radicado na França, Paul Zumthor – difícil de ser encontrado mesmo em livrarias especializadas e, quando se tem essa sorte, o preço não é muito convidativo. Rapidamente peguei o livro para folheá-lo e ver as condições físicas daquela preciosidade.

A empolgação do achado deu lugar à frustração quando virei as primeiras páginas da introdução: tudo sublinhado com caneta, anotações nas margens, em vermelho, azul. Um carnaval de cores. Virei a segunda página, a mesma coisa; terceira, quarta, quinta, sexta, tudo igual. Na oitava só tinha um rabisco ilegível. Na vigésima, já no primeiro capítulo, apenas um asterisco. Dali pra frente, mais nada!

Pensei: ufa!, ainda bem que as pessoas, geralmente, lêem só a contracapa, as orelhas e a introdução. Imagina se um maluco desse realmente lesse o livro todo anotando como nas primeiras páginas. Voltei pra casa contente com a constatação (realçando o meu lado egoísta) e com o bom negócio: um bom livro, com alguns delírios rabiscados na introdução, por 12 contos.
* Na imagem, Paul Zumthor.

O grande Golias!

Há algum tempo venho pensando em fazer um post sobre o “grande Golias”, um pleonasmo necessário. Mas não sobre a personagem bíblica, cuja derrota diante do nanico pastor Davi marca um dos grandes eventos e modelos da memória e da narrativa ocidentais. Não. Eu me refiro ao Ronald Golias!

Isso porque o “nosso”, se me permitem chamá-lo assim, Golias foi muito melhor. Ao contrário do Gigante dos tempos bíblicos, que poucas vezes fora visto pronunciando palavras ou estampando um sorriso no rosto, o nosso era mestre na arte “dizer”: os seus predicados, todos, eram sempre interessantes.

Golias, o nosso, falava com uma simplicidade hilariante. Desde os tempos P/B da TV Record, na década de 60, “tempos de Bronco”, o comediante já fazia graça nos palcos e estúdios com a “Família Trapo”. Golias inventou bordões conhecidos, como “ô Cride” ou, mais recentemente, “Uaaaaaala”.

Na minha memória, o Golias era o aluno “Pacífico” da escolinha, participante da “Praça é Nossa”, ou o Carlos Bronco Dinossauro, nos programas reprisados pela TV Bandeirantes, à tarde.

Não sei bem os motivos, mas há hoje dois programas no ar com Golias, um no SBT (Escolinha do Golias) e outro na TV Bandeirantes (Bronco). Seria uma espécie de homenagem ou falta do que colocar na grade de programação? Eu os assisto sempre que posso.

No último dia 27, completaram-se dois anos de sua morte. Eu vi poucas referências a esse fato. Golias está decerto entre os grandes nomes da televisão brasileira. Sua estrela brilhava um pouco mais que as outras e, incrível!, com uma simplicidade e naturalidade de nos deixarem boquiabertos.


O nosso Golias não perdeu a cabeça e nem era tão “bronco”, como o filisteu de outros tempos. Mas os dois tinham algo em comum: eram gigantes!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Salvem os Emos

No dia 14/10, domingo, estava lendo o JT pela manhã e, como de costume, deixo a Revista por último. Como o perfil do encarte é feminino, dou aquela folheada rápida e logo chego à coluna “Palavra de Homem”, escrita por Felipe Machado (jornalista e ex-ex-guitarrista do Viper).

Felipe, na ocasião, estava defendendo uma turma que ultimamente vem sofrendo ataques de diversas frentes: os Emos. Hoje em dia todo mundo sabe reconhecer um emo. Se não, basta reparar nos figurantes de qualquer filme do Tim Burton, eles se vestem iguaizinhos...

O texto defendia o direito de ir e vir, de chorar, de usar franjinhas e ouvir as bandas que esses jovens se identificam. Muito bem. Pois concordo plenamente com o Felipe! Não que eu ache legal – acho horrível – mas também foi assim com os horríveis cortes de cabelo dos quatro rapazes de Liverpool. E mais: os alucinados do hard rock; a sujeira dos punks; o colorido new wave; os diabólicos headbengers; os dreadlocks rastafari; o sobretudo gótico; as flanelas grunge; o bigodinho rapper e por aí vai...

A música pop é assim, um ciclo. Se você cresceu em determinada época, as suas bandas favoritas são justamente as que pintaram naquele período. O antes é clássico, o depois é lixo (salvo exceções em ambos os casos).

Logo logo a moda passa e o emo cresce. E aquele quase figurante d’A Noiva Cadáver , que agora aguarda o metrô na plataforma de cabelinho cortado e sapato, ouvindo Panic! At The Disco ou Fall Out Boy, vai olhar para o lado e reparar num moleque de 16 anos, fantasiado de alguma coisa, balançar a cabeça negativamente e pensar: “Que merda é essa?!?”.

No clipe da semana, em homenagem a todos os emotivos de plantão, uma das melhores bandas de hardcore do mundo: Social Distortion, “I Was Wrong”.

*** Sei que o SxDx não é, mas o vocalista Mike Ness leva jeito...

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

A espinha do Diabo

Desde que o mundo é mundo a economia é algo que faz parte de nossas vidas, mesmo quando a gente não imagina. Hoje a economia mundial é basicamente dividida em 3 setores, fundamentais para seu desenvolvimento: o 1º, o 2º e o 3º setor. O governo, respectivamente, é representado pelo primeiro; as indústrias e o comércio representam o seguinte; e por fim as ONGS e Fundações representam o último setor legalmente reconhecido. Você se encaixou em algum deles?

Pois bem, aí vem o seu setor, o que realmente faz essa “merda” toda funcionar, mesmo que seja de forma errada, mas funciona. O 4º SETOR é representado pela corrupção, a informalidade, o contrabando enfim, tudo aquilo que não presta e mais um pouco. Visto por esse ângulo até parece algo muito assustador, mas não se iluda, não é tão ruim assim. A partir de hoje, semanalmente, você verá aqui no Conta-Gotas uma discussão inteligente sobre o 4º setor.

Até a semana que vem.


*** Márcio Moraes é mais um novo colaborador da Equipe Conta-Gotas Cotidiano. Que a polêmica seja bem-vinda.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Outubro agitado


Como de costume a cidade de SP é bastante agitada no mês de Outubro. Três grandes eventos, para públicos distintos, agitam ou agitaram a cidade. A Mostra de Cinema, o Tim Festival e a F-1 que ocorreu no último domingo.

Tudo cheio: bares, cinemas, trânsito ainda mais caótico.

Entre os programas interessantes não poderia deixar de comentar sobre a 31a. Mostra Internacional de Cinema. São aproximadamente 430 filmes, incluindo produções que nunca chegarão ao circuito do país. A programação prossegue até o próximo dia 01/11. Destaque nesse ano para as restropectivas de Jean-Paul Civeyrac e Claude Lelouch. Mas o filme mais comentado é o último de David Lynch, Império dos Sonhos. O diretor consagrado volta a filmar com sua principal atriz, Laura Derm, após 17 anos. Felizmente o filme entrará em cartaz logo em seguida (previsto para 02/11).

Entre os filmes nacionais, Mutum (dir. Sandra Kogut) e o novo Babenco (O Passado), são destaques.

Entre os argentinos, Pablo Trapero com seu "Nascido e Criado" é a principal pedida.

É uma maratona. Vamos ver o que a gente consegue ver. O melhor da mostra mesmo é sempre a possibilidade da surpresa diante de um filme de algum diretor desconhecido de algum país distante.
No Tim Festival, o show da Bjork é o mais aguardado.

Para acessar a programação completa basta acessar http://www2.uol.com.br/mostra/31/.

domingo, 21 de outubro de 2007

A Bahia e o axé

Na Bahia discute-se qual é a função do poder público em relação à cultura. Além do caso da Fundação Casa de Jorge Amado há uma polêmica mais interessante: envolve diretamente a axé music.
O novo governo do petista Jacques Wagner tem um secretário de Cultura que faz o papel do Pinotti na gestão Serra: um complicador nas relações com formadores de opinião.
A ascensão da axé music coincide com o período de domínio do carlismo. Esta associação tem sido usada para que o governo não incentive esses grupos musicais, "com forte conotação comercial" em detrimento das "raízes do povo baiano".
Alguns problemas graves em minha modesta opinião: quem define o que é uma "legítima manifestação popular"? E a associação entre um estilo musical e um governo (no caso o de ACM) não é uma estratégia que o próprio governo atual estaria adotando? Ou seja, ao substituir um por outro, a noção de manipulação não é a mesma? As tais raízes afrodescendentes não habitariam a musicalidade, a ginga e as demonstrações do axé? O axé não é constitutivo da identidade baiana hoje? Enfim, problemas num campo minado, o que não retira da Secretaria de Cultura local o direito de questionar patrocínios para áreas que já estão em alta na "lógica do mercado". Mas é necessário desvincular esta discussão (quem precisa de patrocínio?) da noção de "raiz popular" ou de propaganda de governos.

Sobre as mulheres

Notícias interessantes da edição da Folha deste domingo:

1- Camile Paglia, a consagrada ensaísta americana, abordou os limites do feminismo na atualidade. Para ela o feminismo desconsidera a vontade de mulheres que querem ser donas de casa e cumprir um papel que outrora era comumente aceito para elas. A militância pressupõe para si uma superioridade de ação em relação a esta atitude menos engajada.

Na afirmação de Paglia mais um convite à reflexão sobre os padrões de comportamento em sociedades plurais e dinâmicas. O que pode ser visto por alguns como refluxo do feminismo seria apenas a constatação da diversidade existente nesse ou em qualquer outro grupo.

Paglia ainda afirma que apóia Hillary Clinton à presidência, mas acha que os democratas não vencerão as eleições exatamente por "serem fracos nos temas de segurança". A impopularidade é de Bush e ele não será candidato. Constatada a ambiguidade dos opositores dos republicanos a vantagem inicial seria perdida. A conferir.

2- Um juiz do interior de Minas, na contra-mão do reconhecimento das vantagens da Lei Maria da Penha, diz que a lei é absurda. A legislação, criada para coibir a violência doméstica contra as mulheres, é uma forma de proteção inaceitável, segundo o magistrado. Numa das suas sentenças ele afirma que "a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher". Misoginia é pouco.

Recentemente tivemos um juiz questionando a relação da homossexualidade e o futebol no caso Richarlyson. Como vemos, em setores do judiciário, não há qualquer mudança no campo dos costumes e comportamentos. A famosa justiça cega, torpe e preconceituosa.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

O gato tá chegando!

Caros contadores, é com imensa satisfação que o Conta-Gotas Cotidiano anuncia a contratação de mais um profissional do blog para a sua horda. Trata-se de Bruno Silva, 26, campineiro, publicitário, fotógrafo, ponta-esquerda e corinthiano.

O rapaz foi garimpado de seu blog independente, o “Pândegos & Patuscos”, e lá de Campinas vai contribuir conosco com o Gato Morto Neles. Nessa coluna, o ilustre blogueiro elege indivíduos ou coletivos que durante a semana, por algum ato, desato, ou simplesmente pelo fato de ter nascido, merecem apanhar com gato morto até o bichano miar.

Seja muito bem vindo Bruno. E logo logo o gato desce do telhado!!!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Memória. As propagandas nos anos 50 e 60!

Dando seqüência a nossa série “Memória”, seguem duas propagandas veiculadas com freqüência no final dos anos 1950 e início da década seguinte.

O período de Juscelino Kubitschek viu aumentar consideravelmente o processo de urbanização impulsionado pelo crescimento industrial. Junto com os “produtos pesados”, os bens de consumo começaram a ser fabricados em maiores quantidades. Para vender os novos produtos, as agências de publicidade se esmeravam para divulgar as diversas marcas.

Reparem a alegria da dona de casa, satisfeita com os novos produtos Walita, num cartaz do ano de 1960. Ela “tinha tudo” e, a tomar a intenção da propaganda, despenderia menos esforços nas tarefas domésticas.

Além das “maravilhas eletroeletrônicas”, os cosméticos e produtos de beleza em geral invadiram o mercado consumidor das grandes cidades brasileiras. Propagandas do sabonete Lever, com Brigitte Bardot, cremes de todos os tipos, além, é claro, das “fórmulas para fortalecimento”.

O anúncio dos comprimidos “Vikelp” sinalizava para os novos valores estéticos, após a 2ª. Guerra Mundial.